Expressivo, actualíssimo e pleno de clarividência. Vale a pena citar aqui parte do artigo de António Paulo Louro das Neves publicado no JORNAL DO FUNDÃO.
“O PAÍS DOS OUVIDOS DE MERCADOR …”
“ … É a indiferença que perpetua o imobilismo. E, no entanto, nunca como agora o país se viu confrontado com tanto ajuste de contas colectivo. A iniludível crise das instituições, com expressão na própria democracia, pôs a nu o grau de insuficiências que o quotidiano português oferece aos cidadãos. A gradativa degradação toca tudo: saúde, educação, justiça. É verdade que a santa paciência dos portugueses é uma canga resistente. Mas há limites … Ainda agora, que o ano escolar se prepara para abrir portas, me dei a pensar numa célebre conferência de António José Saraiva nos anos 40 (…) intitulada A Escola, problema central da Nação. Para lá do processo de democratização do ensino, que Abril tornou possível, as palavras de Saraiva mantêm espantosa actualidade na defesa de uma escola aberta ao conhecimento e á cultura, voltada para o futuro e não para o passado. Tanto anos depois, a Escola continua a ser problema central do país. Ligado, de forma directa, à questão da mentalidade que, dizia Sérgio, é outra condicionante da mudança. Questões (ainda) actuais! Infelizmente.”
António Paulo Louro das Neves, In Jornal do Fundão de 7 de Setembro (Editorial).
1 - Já nada me surpreende.
Com os anos que tenho e p´la passagem que fiz por este país e outros da Europa, o que vi e vejo prende-se muito com a eterna questão, " Premiar ".
Não se está indiferente por acaso.
Pede-se muito, mas o que se dá em troca ?
Os notáveis são apreciados ?
Os empenhados são reconhecidos ?
Serão alguns, mas por formas tão subjectivas que deixa muito a desejar. E para ser mais clara, veja-se: "cientistas portugueses descobrem gene... ",( não me lembro bem do resto...falaram na comunicação social por vários telejornais de um único dia e quase não me lembro do que foi ) referiram que foi importante, mas ficou por aí. Ah ! só se gastaram 25.000 € na investigação ( pouco de facto e não estou a ironizar ), será que vamos ter mais palavras de valorização e será que os notáveis vão ser devidamente premiados ?
... "atleta portuguesa de triatlo ganha por 11 vezes consecutivas provas em que participa "( sem ironia - maravilha, prestigiante para o país ) e pergunto - se não tivesse o pai dela sido um profissional do ciclismo teria ela apoios para estar no nível onde está ? E a partir de agora o que será que se vai dizer da jovem atleta ?
Estes exemplos são os mais objectivos, porque os subjectivos de que falava atrás, prendem-se com os premiados por júris que ninguém conhece, que fazem parte de elites onde só entram elementos do meio e de determinados extractos sociais e que quando vamos ver andam em círculos a bajularem-se uns aos outros, não deixando "brecha" para desconhecido entrar.
Temos agora uma série para estrear na TV, gravada na Quinta do Esteval ( sabe-se a quem pertence ) que com certeza não foi emprestada, ( a quinta ) e que por certo vai dar destaque à família e sustentar por mais uns tempos a mesa daquela gente.
Vai sair um vencedor/a daquela série. Vamos ver o destaque que vai ser dado !!! Sim, porque é deste "ópio" que o povo precisa, para se esquecer dos problemas do país, quer eles se prendam com a saúde, com a educação, com a justiça e porque não acrescentar, com o ambiente ? Muito importante este tema e que todos se demitem de abordar porque incomoda mais cada um individualmente.
Não me surpreende que " a indiferença perpétue o imobilismo ", parte do texto que mais me desafiou a comentar.
Quando há uma crise de valores como a que temos, com prioridades dadas a assuntos vulgares e que desafiam apenas os espectadores para ver o que de mais medíocre existe, subestimando temas, por exemplo:- ecológicos, que as crianças tão sensiveis são a eles e que seria uma das formas de os motivar para mudar alguma coisa neste planeta e este sim um bom veículo para as "conduzir" ao estudo; assim como o contacto com os medalhados nacionais, quer olímpicos, quer paraolímpicos, que certamente adorariam testemunhar nas escolas sobre as suas prestações e por isso mais uma forma e motivação para jovens e crianças se dedicarem ao desporto, prestigiando ainda esses atletas ao colocá-los frente às comunidades.
Por acaso até temos uma exposição que facilita a apredizagem da matemática devido aos processos desafiadores que são colocados no local da mesma, mas é em Lisboa, como sempre, e por isso inacessível a muitos.
Se há líderes, porque não lideram ?
Se há reconhecíveis, porque não reconhecem ?
Agitem as mentes adormecidas de um povo demitido caramba !
Ajam por todos os meios de que dispõem para os acordar, utilizando os canais de televisão, os famosos, os inteligentes e criando outros, desafiando os mais astutos e premiando os bons, de uma forma clara, pedindo a colaboração de todos.
A indiferença prende-se muito com o adormecimento geral, por falta de cultura, é verdade, mas também por falta de quem os alerte e acorde.
Esperemos que surja uma manifestação deste tipo encabeçada por quem tenha o crédito e a coragem que poucos detêm, ( porque eu sou apenas uma comentadora ). (Comentar)
2 - São muitos os que lêm o REGINOT, basta dar uma olhadela pelo contador de visitas., mas os comentadores são poucos. E todos o podem fazê-lo quer no FORUM REGINOT e no BLOG REGINOT, podendo mesmo oleitor, enviar um qualquer artigo para www.pacalves@sapo.pt para ser publicado na página do REGINOT. Esta leitora do REGINOT tem mostrado, sem dúvida, muita coragem, pois é das poucas que tem feito comentários no BLOG. Quero por isso agradecer-lhe a sua partifipação a este nível,e se desejar publicitar algum artigo de opinião, notícia, ou uma frase da semana, quer esteja relacionado ou não, com os registos e o notariado, pode e deve fazê-lo, enviando os respectivos artigos para o mail racima referido.
E cara, leitora, imobilismo é também ter medo de dizer o que se pensa sobre a Portugalidade. As pessoas calam-se porque na sociedade portuguesa subsiste muito caciquismo, e calam-se também porque há muita gente com a consciência pouco tranquila. Quem cumpre é muitas vezes afrontado pelo poder ou poderes estabelecidos.
Um abraço de estima do
pacheco alves (Comentar)
Com os anos que tenho e p´la passagem que fiz por este país e outros da Europa, o que vi e vejo prende-se muito com a eterna questão, " Premiar ".
Não se está indiferente por acaso.
Pede-se muito, mas o que se dá em troca ?
Os notáveis são apreciados ?
Os empenhados são reconhecidos ?
Serão alguns, mas por formas tão subjectivas que deixa muito a desejar. E para ser mais clara, veja-se: "cientistas portugueses descobrem gene... ",( não me lembro bem do resto...falaram na comunicação social por vários telejornais de um único dia e quase não me lembro do que foi ) referiram que foi importante, mas ficou por aí. Ah ! só se gastaram 25.000 € na investigação ( pouco de facto e não estou a ironizar ), será que vamos ter mais palavras de valorização e será que os notáveis vão ser devidamente premiados ?
... "atleta portuguesa de triatlo ganha por 11 vezes consecutivas provas em que participa "( sem ironia - maravilha, prestigiante para o país ) e pergunto - se não tivesse o pai dela sido um profissional do ciclismo teria ela apoios para estar no nível onde está ? E a partir de agora o que será que se vai dizer da jovem atleta ?
Estes exemplos são os mais objectivos, porque os subjectivos de que falava atrás, prendem-se com os premiados por júris que ninguém conhece, que fazem parte de elites onde só entram elementos do meio e de determinados extractos sociais e que quando vamos ver andam em círculos a bajularem-se uns aos outros, não deixando "brecha" para desconhecido entrar.
Temos agora uma série para estrear na TV, gravada na Quinta do Esteval ( sabe-se a quem pertence ) que com certeza não foi emprestada, ( a quinta ) e que por certo vai dar destaque à família e sustentar por mais uns tempos a mesa daquela gente.
Vai sair um vencedor/a daquela série. Vamos ver o destaque que vai ser dado !!! Sim, porque é deste "ópio" que o povo precisa, para se esquecer dos problemas do país, quer eles se prendam com a saúde, com a educação, com a justiça e porque não acrescentar, com o ambiente ? Muito importante este tema e que todos se demitem de abordar porque incomoda mais cada um individualmente.
Não me surpreende que " a indiferença perpétue o imobilismo ", parte do texto que mais me desafiou a comentar.
Quando há uma crise de valores como a que temos, com prioridades dadas a assuntos vulgares e que desafiam apenas os espectadores para ver o que de mais medíocre existe, subestimando temas, por exemplo:- ecológicos, que as crianças tão sensiveis são a eles e que seria uma das formas de os motivar para mudar alguma coisa neste planeta e este sim um bom veículo para as "conduzir" ao estudo; assim como o contacto com os medalhados nacionais, quer olímpicos, quer paraolímpicos, que certamente adorariam testemunhar nas escolas sobre as suas prestações e por isso mais uma forma e motivação para jovens e crianças se dedicarem ao desporto, prestigiando ainda esses atletas ao colocá-los frente às comunidades.
Por acaso até temos uma exposição que facilita a apredizagem da matemática devido aos processos desafiadores que são colocados no local da mesma, mas é em Lisboa, como sempre, e por isso inacessível a muitos.
Se há líderes, porque não lideram ?
Se há reconhecíveis, porque não reconhecem ?
Agitem as mentes adormecidas de um povo demitido caramba !
Ajam por todos os meios de que dispõem para os acordar, utilizando os canais de televisão, os famosos, os inteligentes e criando outros, desafiando os mais astutos e premiando os bons, de uma forma clara, pedindo a colaboração de todos.
A indiferença prende-se muito com o adormecimento geral, por falta de cultura, é verdade, mas também por falta de quem os alerte e acorde.
Esperemos que surja uma manifestação deste tipo encabeçada por quem tenha o crédito e a coragem que poucos detêm, ( porque eu sou apenas uma comentadora ). (Comentar)
E cara, leitora, imobilismo é também ter medo de dizer o que se pensa sobre a Portugalidade. As pessoas calam-se porque na sociedade portuguesa subsiste muito caciquismo, e calam-se também porque há muita gente com a consciência pouco tranquila. Quem cumpre é muitas vezes afrontado pelo poder ou poderes estabelecidos.
Um abraço de estima do
pacheco alves (Comentar)