Os rumores circulam em catadupa. Agora é a vez da "talhada". Sim a talhada que sofrerão os ordenados dos oficiais dos registos e dos conservadores. É necessário diminuir as despesas com a nossa administração, dizem. Não há dúvida que é necessário que entre nós os vencimentos sejam mais justos e equitativos, mas atenção a invegite rodeia-nos, anda por aí e todos sabem que é um desiderato bem português.
Num mundo que se quer moderno ou modernizado, em que se deseja uma informação que funcione como a pedra de toque do conhecimento e do desenvolvimento, não deixa de ser curioso que o rumo que hoje trilhamos em Portugal se situa hoje muito mais dentro do campo da contra – informação. Sinal dos tempos! Não é? E é sempre muito mais fácil influenciar ou mesmo impor o caminho criando um clima próprio, o da destabilização. Aquilo que nos impõem nunca surge como um mal em si, mas sempre como o mal menor.
Sobre a fatia ou a dita talhada que os nossos vencimentos sofrerão, caros amigos, oficialmente parece que nada transparece, mas anda muito rumor por aí. É o murmúrio travestido, transformado em informação.
E, caros amigos, se é tanta a aversão, criado o instituto, a instituição, porque não nos dão a privatização?
1 - A “Talhada”... Palavra popular “beirã” que significa, o corte, a incisão, o golpe, a fatia…
Pois é, perpetuamente escutaremos estas locuções, mas sempre com uma direcção unilateral, convergindo sempre para os “Contribuintes”, para os “Empregados”, para os”Cidadãos”, enfim, para o “Povo”. Quando escutaremos assim: -A totalidade dos Deputados, Ministros e afins, irão levar, a dita “Talhada” no “soldo” para que assim mesmo os ditos tenham paridade com aqueles que agora pagam a “Crise”, ou seja nós”???
José Domingos (Comentar)
3 - Quando a Negra Nuvem descobre o dia,
De verde facetando a Natureza…
Sabemos que estamos no campo, sabemos que estamos na Beira.
Amigo Tonho, nós estamos acostumados a sempre que há uma privação de alguém, todos nós patrícios a interrogar assim: -“Amigo, precisas de ajuda?”…
No estado actual das coisas, nas Cidades ditas “Metrópoles” dizem-nos: “Olha… «desenrasca-te», adeus!”
O Governo faz noutros moldes, engendra os problemas e manda a nós resolvê-los.
José Domingos (Comentar)
4 - Bem me parecia que o José Domingos era da Beira. Eu sou de uma terra que fica mesmo nas faldas da SERRA, mas não confunda com fraldas. Sou um provinciano, mas vivo na cidade. Mas apenas ando por aqui transitoriamente. Quando me reformar (?) lá vou eu direitinho para a minha Beira criar uma cabras e no inverno fazer umas alambcadas de medronho. Quem me dera ir mesmo já pra minha Santa Terrinha!...
Agradeço a sua solidariedade, mas cá me vou desenrascando. Quando for lá pra aldeia é que podiamos fazer uma sociedade. Eu criava umas cabritas e depois iamos fazendo umas permutas com ovelhitas ou umas galinhitas que você fosse também criando.
Isto é que é ! ... Cabecinha pensadora! ... (Comentar)
Escrito por:
Tonho
em 2006/11/07 - 21:47:48
em resposta a: 3
5 - Tonho… Reformar??? Na situação em que estão as coisas, nessa altura a evolução já terá alterado os genes das Cabras, dando aos bichos outras características, fazendo que não se nutram da relva dos pastos existente nas “faldas” da nossa Serra de Estrela mas, apenas de drageias concentradas.
Nesse próximo Século (altura das nossas aposentações) na nossa “Beira”, onde a Agricultura estará completamente morta e enterrada, pois presentemente a dita já está moribunda, assassinada pelo Executivo do nosso “Des’Governo”, quiçá poderemos contar os calhaus de xisto e granito entrementes caídos pelo chão, das casas que entretanto tombaram por terra por carência de manutenção, por escassez de gente, provavelmente também amputar as silvas e o matagal que tomaram conta das estradas e dos caminhos pela falta de uso… Tonho, eles estão a matar o Interior.
José Domingos (Comentar)
Escrito por:
José Domingos
em 2006/11/08 - 13:55:12
em resposta a: 4
6 - Talvez seja mesmo assim. Mas resta sempre um naco de esperança. Talvez um dia, quem sabe tenhamos todos que voltar. Voltar às nossa lavras, aos nossos campos e começar tudo de novo. Nunca saberemos o dia de amanhã. Hoje vemos os mais velhos a finar, as casas a desmoronar, os caminhos a desaparecer, os calhaus e o matagal a tomar conta do pinhal, mas quem sabe ... quem sabe ... se não haverá um movimento de retorno e de reencontro com a natureza.! ... Está sempre tudo em aberto ... É claro que esse retorno poderá ser noutras condições: alterações climáticas, genes das cabras, das ovelhas e dos outros bichos alterados ... concerteza. Mas o homem também já nunca poderá ser também o mesmo.Mas vale apena ainda sonhar. Senão definhamos ... (Comentar)
7 - Tonho, meu bom e grande amigo, esta estadística abraçada pelos Poderosos, terá indefinidamente como primordial objectivo, o engrandecimento próprio, tudo o resto serão meras aparências, Talvez um dia até nós, Humanos, seremos simples imagens aos olhos de um qualquer… Mas, querido amigo, se nos “botarmos” a lamentar o passado e ambicionar o futuro, vamo-nos esquecer de deliciar o presente, ainda que “eles”, brevemente arrasarão a actualidade e aniquilarão, assim mesmo, o porvir.
José Domingos (Comentar)
Escrito por:
José Domingos
em 2006/11/09 - 01:03:33
em resposta a: 6
De verde facetando a Natureza…
Sabemos que estamos no campo, sabemos que estamos na Beira.
Amigo Tonho, nós estamos acostumados a sempre que há uma privação de alguém, todos nós patrícios a interrogar assim: -“Amigo, precisas de ajuda?”…
No estado actual das coisas, nas Cidades ditas “Metrópoles” dizem-nos: “Olha… «desenrasca-te», adeus!”
O Governo faz noutros moldes, engendra os problemas e manda a nós resolvê-los.
José Domingos
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Agradeço a sua solidariedade, mas cá me vou desenrascando. Quando for lá pra aldeia é que podiamos fazer uma sociedade. Eu criava umas cabritas e depois iamos fazendo umas permutas com ovelhitas ou umas galinhitas que você fosse também criando.
Isto é que é ! ... Cabecinha pensadora! ... (Comentar)
Nesse próximo Século (altura das nossas aposentações) na nossa “Beira”, onde a Agricultura estará completamente morta e enterrada, pois presentemente a dita já está moribunda, assassinada pelo Executivo do nosso “Des’Governo”, quiçá poderemos contar os calhaus de xisto e granito entrementes caídos pelo chão, das casas que entretanto tombaram por terra por carência de manutenção, por escassez de gente, provavelmente também amputar as silvas e o matagal que tomaram conta das estradas e dos caminhos pela falta de uso… Tonho, eles estão a matar o Interior.
José Domingos
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José Domingos
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