2007/01/09

NOITE


     
 
Há um cheiro que paira nos serviços públicos da administração e em especial nos dos 
registos difícil de decifrar ... Será a pólvora seca ?... Esturro ?...É intradutível por vezes o 
nosso sentir. Por pessoal dificuldade de comunicação, resta-nos a expressão livre que a
poesia nos concede.

 

 

Quantas?

Quantas feras nos perseguem

Neste mundo em que o homem

Já não governa? …

 

Onde as paixões sem domínio

Entorpeçam o sol da vida eterna! ...

 

Quando assim sou ...

A noite cai em mim

Fico sepultado nas trevas

E apenas ouço donde foi que vim …

 

 p. alves
 
Setúbal, 18 de Agosto de 2001 
 

 

Escrito por J.C.Pacheco Alves em 22:19:31 | Link permanente | Comments (5) |
Comentário
1 - é uma nunvem negra ... (Comentar)

Escrito por: andre antónio em 2007/01/10 - 20:58:43
2 - Esse odor é enxofre, por onde alguns passam vai ficando no ar... (Comentar)

Escrito por: Jorge Silva em 2007/01/10 - 21:22:11
3 - Jorge Silva, é bem capaz de ser ... (Comentar)

Escrito por: p. alves em 2007/01/10 - 22:47:45 em resposta a: 2
4 - Não apenas o cheiro, mas também os guinchos e o som do bater de asas ... dos vampiros que voam sobre a manada. Eles comem tudo ... (lembram-se ?) (Comentar)

Escrito por: Cícero em 2007/01/10 - 23:22:18
5 - Cícero, sim Cicero. É isso mesmo. O cheiro é a carne putrefacta. E o autor do poema esqueçeu os guinchos e bater das asas dos abutres. ´Não são vampiros ... São abutres. (Comentar)

Escrito por: M . António em 2007/01/11 - 14:28:44 em resposta a: 4
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