2007/03/14

À MINHA RUA

NB: SERÁ QUE A NOSSA RUA,   A NOSSA ALDEIA , AINDA VALE UM POEMA?

           

 

A minha RUA é de terra nua,

De terra crua ! ...

        E é  ainda   da Beira

        Fica   bem lá no fundo  da aldeia,

        No Squeirô, ... bem  juntinho  à Eira

 

 

A minha RUA é de terra batida,

Com a chuva,    lamacenta ! ...

          A sombra é a dos plátanos

          O casario é mesmo assim ...

          De xisto, portadas  e varandas em madeira

 

 

A  minha RUA  é da Beira

Lá,nos contrafortes da  Estrela,

             O ar ,  é  puro da serra ! ...

              É  brisa! ... é vergasta! ...

              Que  refresca e  açoita, mas tempera .

 

 

A minha RUA é de gente pobre,   

             Os rostos de gentes  tisnados

             Olhares endurecidos

             Os gestos  pelo trabalho forjados

             O coração e alma são cristal

             Bronze de carácter sem igual

              

              

 Na pobre da beira da minha RUA,

            O meninos da minha aldeia

             Ainda brincam à   bilharda,

             Ao calhote e saltivão ! ...

             Ou em covinhas de terra batida, na Eira, 

             Ao jogo da berlinda !...

 

 

Pobres meninos

Da pobre da Beira da minha ALDEIA ! ...

 

 

 Setúbal, 29 de Setembro de 2002  (p. alves)

Escrito por J.C.Pacheco Alves em 22:37:47 | Link permanente | Comments (0) |
Comentário
Escreva um comentário