À MINHA RUA
NB: SERÁ QUE A NOSSA RUA, A NOSSA ALDEIA , AINDA VALE UM POEMA?
A minha RUA é de terra nua,
De terra crua ! ...
E é ainda da Beira
Fica bem lá no fundo da aldeia,
No Squeirô, ... bem juntinho à Eira
A minha RUA é de terra batida,
Com a chuva, lamacenta ! ...
A sombra é a dos plátanos
O casario é mesmo assim ...
De xisto, portadas e varandas em madeira
A minha RUA é da Beira
Lá,nos contrafortes da Estrela,
O ar , é puro da serra ! ...
É brisa! ... é vergasta! ...
Que refresca e açoita, mas tempera .
A minha RUA é de gente pobre,
Os rostos de gentes tisnados
Olhares endurecidos
Os gestos pelo trabalho forjados
O coração e alma são cristal
Bronze de carácter sem igual
Na pobre da beira da minha RUA,
O meninos da minha aldeia
Ainda brincam à bilharda,
Ao calhote e saltivão ! ...
Ou em covinhas de terra batida, na Eira,
Ao jogo da berlinda !...
Pobres meninos
Da pobre da Beira da minha ALDEIA ! ...
Setúbal, 29 de Setembro de 2002 (p. alves)
Escrito por
J.C.Pacheco Alves em
22:37:47 |
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