2007/03/31

COMENTÁRIO DE NATACHA

           Realmente há muito a fazer nos registos e notariado, como há muito a fazer em toda a parte. Há muito que se pode simplificar. Há muito que se pode acelerar. Há muitos procedimentos que podem ser simplificados. Só que, apesar do que diariamente se apregoa na comunicação social, de facto, todos os dias aumentam os procedimentos, aumenta a burocracia. Nada se faz com pés e cabeça. O que vem de "cima" não pode ser pensado de forma a funcionar... Dá a ideia de pensamentos de meninos mimados, que nunca na vida trabalharam, e, de um momento para o outro têm o poder na mão e querem mostrar serviço. Esbanja-se dinheiro em procedimentos novos e preferencialemente em novas tecnologias, independentemente de serem ou não as melhores soluções. Não se pensa na solução adequada para a questão, mas na solução (seja-o ou não) mais mediática para a questão, na que causa mais impacto. Não estamos a ser conduzidos por gestores, mas por publicitários. Os funcionários públicos são os alvos a abater, são os inimigos de estimação, o alvo preferido, o saco de pancada. Todos os dias, noticiário após noticiário, entrevista após entrevista, o público em geral é envenenado contra os funcionários. É sempre bom lembrar o que uns tempos atrás o José Santos (português um dos gestores melhores do mundo) disse "Os trabalhadores portugueses são dos melhores do mundo, o problema que se põe é que são mal geridos" e esse é exactamente o problema da função pública. Anos e anos de má gestão, anos e anos de decisões em cima do joelho, anos e anos em que só têm o direito de ser acusados (livro amarelo) sem terem nunca a possibilidade de serem elogiados (porque não criar um outro livro para isso?). O que diáriamente vem de cima é mau, fraco, inconsequente. Será que não dá para virar as coisas ao contrário? Será que se nos unirmos podemos reconstruir a pirâmide pela base? Será que não temos criatividade suficiente e não sabemos o suficiente para "dar a volta ao texto"? Será que não podemos sugerir o que é melhor para todos? Será que temos de depender de associações para o fazermos? Não encontraremos formas novas de modificar isto para melhor, incutindo algum juízo em quem de direito? Perdoem-me a escrita ao correr da pena (da pena era noutros tempos, agora é ao correr doteclado) mas não resisti a usar este espaço com um pouco de "muro das lamentações".

Escrito por: Natacha em 2007/03/30 - 00:10:53


 

Escrito por J.C.Pacheco Alves em 15:06:58 | Link permanente | Comments (5) |
Comentário
1 - É importante que o sector dos registos também se reformar. Mas reformar estes serviços não quer dizer que sejam destruidos. E todo o aparato publicitário à volta de tudo o que se diz SIMPLEX, bem espermido apenas significa destruição. (Comentar)

Escrito por: pacheco alves em 2007/04/01 - 21:07:20
2 - Simplex, simplex só se for de boca., a burucracia continua imensa. Se os Finlandeses viessem a Portiugal e olhassem para o SIRP dava-lhes um ataque tal que nunca maia queriam vir a Portugal. (Comentar)

Escrito por: anónimo em 2007/04/03 - 19:57:19
3 - A minha mãe é ja falecida, infelizmente para mim. Era analfabeta mas mas letrada que muitos doutores que proliferam por aí. Se ela olhasse paraquilo que eu faço ... diria .... " filho vem pra minha horta, porque no quintal onde trabalhas não nascem alfaces, couves e o terreno onde trabalhas não é bom para a batateira. (Comentar)

Escrito por: Pacheco alves em 2007/04/03 - 20:04:06
4 - Nem me falem de SIRP que me dá uma coisinha má
Ai que saudades da velha aplicação
E olhem que isto não é comentários de velhos do restelo... (Comentar)

Escrito por: Ñatacha em 2007/04/11 - 23:28:30 em resposta a: 3
5 - pacheco alves, DO SIMPLEX no registo comercial. Um terror. Aguarde-se algum tempo para em tempo se recuar a este tempo e se verificar as milhentas "aldrabices" que o estado proporcionou aos comerciantes menos honestos.De inicio sem enquandramento legal(por conseguinte, ilegal) o SIRCOM invadiu o espaço das conservatórias. Absolvido da ilegalidade dois anos após o seu início por uma legislação que facilita a ilegalidade e o esquema tão caro nalguns sectores do dito empresariado português. Não duvidem. Basta dizer que deixaram as conservatórias de controlar qualquer situação em se tratando de actos sujeitos a registo por depósito. Transmitem-se nesta altura milhões de euros em quotas sem que o fisco receba um cêntimo.As fichas de registo são ininteligíveis mesmo até para quem está dentro da matéria pois o legislador teimou em paralelamente admitir registos por depósito da exclusiva responsabilidade dos requerentes e sem qualquer controlo das conservatórias e registos que têm de ser controlados pelos serviços.
Nos regidtos por depópsito a situação é de raiar o cómico. Transmitem-se quotas por actas, tranmitem~se quotas que não existem, transmitem-se quotas cujos valores não existem, transmitem-se quotas sem que os cedentes sejam sócios etc.Ou seja, uma infindável lista de situações de clara falcatrua que o legislador deu cobertura afastando as conservatórias do processo de controlo.O perigo é tão real que neste momento, meu cara Pacheco Alves, eu poderia registar a seu favor qualquer quota em qualquer sociedade deste país tornando-o o maior detentor de capital de qualquer sociedade por quotas. Como? Pela ausência legal de controlo sobre os registos por depósito.
O SIRIC é de facto um campo muito estranho. A funcionar em quase total ilegalidade, continua a funcionar á força de despachos que se impõem á lei.
Enfim, cantando e rindo lá vão lá vão... (Comentar)

Escrito por: Paulo Jorge em 2007/04/13 - 11:00:46 em resposta a: 1
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