COMENTÁRIO DE NATACHA
Realmente há muito a fazer nos registos e notariado, como há muito a fazer em toda a parte. Há muito que se pode simplificar. Há muito que se pode acelerar. Há muitos procedimentos que podem ser simplificados. Só que, apesar do que diariamente se apregoa na comunicação social, de facto, todos os dias aumentam os procedimentos, aumenta a burocracia. Nada se faz com pés e cabeça. O que vem de "cima" não pode ser pensado de forma a funcionar... Dá a ideia de pensamentos de meninos mimados, que nunca na vida trabalharam, e, de um momento para o outro têm o poder na mão e querem mostrar serviço. Esbanja-se dinheiro em procedimentos novos e preferencialemente em novas tecnologias, independentemente de serem ou não as melhores soluções. Não se pensa na solução adequada para a questão, mas na solução (seja-o ou não) mais mediática para a questão, na que causa mais impacto. Não estamos a ser conduzidos por gestores, mas por publicitários. Os funcionários públicos são os alvos a abater, são os inimigos de estimação, o alvo preferido, o saco de pancada. Todos os dias, noticiário após noticiário, entrevista após entrevista, o público em geral é envenenado contra os funcionários. É sempre bom lembrar o que uns tempos atrás o José Santos (português um dos gestores melhores do mundo) disse "Os trabalhadores portugueses são dos melhores do mundo, o problema que se põe é que são mal geridos" e esse é exactamente o problema da função pública. Anos e anos de má gestão, anos e anos de decisões em cima do joelho, anos e anos em que só têm o direito de ser acusados (livro amarelo) sem terem nunca a possibilidade de serem elogiados (porque não criar um outro livro para isso?). O que diáriamente vem de cima é mau, fraco, inconsequente. Será que não dá para virar as coisas ao contrário? Será que se nos unirmos podemos reconstruir a pirâmide pela base? Será que não temos criatividade suficiente e não sabemos o suficiente para "dar a volta ao texto"? Será que não podemos sugerir o que é melhor para todos? Será que temos de depender de associações para o fazermos? Não encontraremos formas novas de modificar isto para melhor, incutindo algum juízo em quem de direito? Perdoem-me a escrita ao correr da pena (da pena era noutros tempos, agora é ao correr doteclado) mas não resisti a usar este espaço com um pouco de "muro das lamentações".
Escrito por
J.C.Pacheco Alves em
15:06:58 |
Link permanente | |
Ai que saudades da velha aplicação
E olhem que isto não é comentários de velhos do restelo... (Comentar)
Nos regidtos por depópsito a situação é de raiar o cómico. Transmitem-se quotas por actas, tranmitem~se quotas que não existem, transmitem-se quotas cujos valores não existem, transmitem-se quotas sem que os cedentes sejam sócios etc.Ou seja, uma infindável lista de situações de clara falcatrua que o legislador deu cobertura afastando as conservatórias do processo de controlo.O perigo é tão real que neste momento, meu cara Pacheco Alves, eu poderia registar a seu favor qualquer quota em qualquer sociedade deste país tornando-o o maior detentor de capital de qualquer sociedade por quotas. Como? Pela ausência legal de controlo sobre os registos por depósito.
O SIRIC é de facto um campo muito estranho. A funcionar em quase total ilegalidade, continua a funcionar á força de despachos que se impõem á lei.
Enfim, cantando e rindo lá vão lá vão... (Comentar)