Não deixará de conter alguma ousadia e mesmo provocação, para alguns conservadores, o comunicado de 3 de Abril, enviado por mail pela ASCR a todos os serviços. Ousado, porque dirigido a todos os “ colegas”, pois, muitos de nós, não sendo associados da ASCR, nela não se revêem, nem nos objectivos (?), se é que alguma vez existiram, e muito menos na sua praxis. E não deixa de ter tonalidade, de certo modo, provocatório o apelo que se faz. Diz-se e por isso transcreve-se: “Esta é uma altura em que é necessário uma grande união de todos os colegas! "
E não será por se fazer tal apelo, que o parodiamos, mas porque consideramos tal chamamento de serôdio ou tardio. E fazê-lo agora, nas circunstâncias que todos conhecemos, não poderá deixar de constituir para alguns de nós, acto provocatório, ou mesmo insultuoso, já que consciente ou inconscientemente a divisão emergente é resultante da hibernação reinante. Trata-se de apelo irónico que, podendo provocar algum sorriso, não deixará de ser amarelo. Concerteza que não provocará, nem será motivo de satisfação para quem quer que seja. E porque comportamentos corporativisticos continuarão, eu nunca mais acreditarei de todo nesta associação.
Não somos, nem nunca fomos uma voz contra a evolução. Há muito que urge construir e mesmo simplificar mesmo no campo do direito registral, desde que o modus fasciendi seja para atingir uma segurança jurídica mais eficaz. Certo é que muito pouco ou mesmo nada haverá a fazer contra a estagnação e a referida hibernação. Parece que o melhor é esperar pela "solução" ? Com o "SIMPLEX”, em curso, (signo que será melhor aspar), têm subsistido graves problemas nos serviços, soluções desaparecidas, exacerbadas exigências, acanhamento na acção e silêncios… muitos silêncios ... apenas silêncios. Como temos dito, e por isso repetimos, sempre acreditamos na dinâmica da acção. Só o debate permite a aproximação. Acreditamos por isso que será só no confronto de ideias que será possível chegar à solução.
E pena é que, muitas vezes, o direito à indignação se dissolva em fúria cicunstancial á mesa do restaurante ou do café ou mesmo na vulgaridade clandestina, e se calem as vozes, quando necessário se torna exercitar, e digo exercitar responsavelmente, o direito à crítica publicamente.
O resto são aparências ... Não se iludam ... com um pequeno rufar! ...
E mais não se diz, porque a arte de escrever e publicitar está cada vez mais difícil. Exige-se mais do que nunca ponderação, que é o mesmo que pôr na balança e verificar a pesação.
1 - Caro pacheco alves: sem dúvida que escrever e publicitar é hoje já um acto de coragem. As palavras cada vez têm de ser mais bem selecionadas. Um grande abraço. (Comentar)
2 - André Antonio: Não tenha dúvidas ! .... Os tempos que vivemos não são muito normais em democracia. Ser-se hoje "funcionário público" e eu não gosto muito da expresssão, por envolver também muito cizentismo, mas ser-se autenticamente , que é a de servir, exige por parte destes proficcionais muita coragem. Não me considero um Velho do Restelo. Sou um jovem, pois acredito na renovação e na recreação de novos serviços públicos. O que eu não aceito é que os problemas não sejam discutidos, que se acobardem as mentes, apenas esperando que as criaturas sejam bafejadas e bem quistas pelo poder político e assim serem recompensadas. Isto é o que eu aplido de cobardia. (Comentar)
Escrito por:
Anónimo
em 2007/04/13 - 22:58:16
em resposta a: 1
3 - Realmente não dá para entender o comportamento ou as atitudes da ASCR. A direcção foi eleita com determinados objectivos e parece que tudo se esfumou. Uns sairam com determinados pretextos,outros ficaram mas .valia que todos se tivessem demitido . Naquela célebre reunião de Coimbra deveriam deixá-los ir embora. Mas em tudo o que está a acontecer e aconteceu Há rostos que deveriam dar a cara. Mas deram "às de vila diogo". Sou conservador, não quero identificar-me porque cada vez mais tenho vergonha da clasee a que pertenço. Enfim ... como diria um ex- primeiro ministro " é a vida". (Comentar)
Escrito por:
Anónimo
em 2007/04/14 - 17:52:34
em resposta a: 2
4 - Comungo algumas das suas ideias ... Mas não vejo que não possamos publicitar a nossa identidade. O importante é que as nossas ideias tenham alguma seriedade. Não basta ,na minha perspectiva, criticar. Temos também o dever de apontar caminhos. Se estivermos de boa fé e as nossas ideias forem sérias e tiverem algum apoio na realidade que pisamos, acho que não devemos ter medo de as publicitar. Ou será que nos querem transformar numa cambada de carneiros? Ninguém nos pode proibir de pensar em voz alta. ESta é uma essência da democracia. É claro que nos poderemos transformar em pessoas não muito bem quistas ... e sofrer algumas represálias .... Mas a vida só terá sentido se lutarmos por algo que consideremos importante. (Comentar)