2007/04/18

AFINAL, ABRIL AINDA VALE UM POEMA?

     

             Sobre o caminho que temos trilhado, que continua de dor e sempre dolente para grande parte dos portugueses, convirá dizer que  Portugal vivendo-se como se tem vivido não tem sabido transformar o sonho sonhado de Abril, em acção e missão de cumprimento. Apesar de tudo, apesar do cepticismo que hoje se vive, nem tudo está ainda perdido, e como diz Batista Bastos  « ainda resta uma esperança: NÓS».

                                         AFINAL,

                                            Que fizemos da esperança?

                                            Será paixão sem lembrança?

                                            Os cravos vermelhos de Abril,

                                            Foram enfeite na ponta do fuzil?

                                            

                                             AFINAL,

                                             Onde está do ZECA a canção?

                                             Perante as teologias do cifrão,

                                             Não foi a promessa desmentida?

                                             Onde as manhãs claras da vida?

                                            AFINAL,

                                            Onde está a grandeza de Portugal?

                                            Jaz morta no oceano profundo,

                                            Na rota que GAMA abriu ao mundo?

                                            Há séculos nascido de lança viril,

                                            Levanta-te, caminha e luta PORTUGAL

                                            A liberdade e a esperança são de ABRIL ! ...

                                                  Setubal, 25 de Abril de 2001

                                                                                     j.c. pacheco alves

  

Escrito por J.C.Pacheco Alves em 22:01:24 | Link permanente | Comments (3) |
Comentário
1 - Na vida há dois tipos de pessoas: as roxas e as cor-de-rosa.
As roxas são pessimistas, derrotistas, conformistas, sem esperança.
Veem o mundo em a preto e branco.
Acham que a solução de todos os problemas está sempre nos outros.
Os outros são os culpados de tudo, e os roxos são as vítimas de tudo.
As cor-de-rosa, por seu lado, são optimistas, inconformadas, e com uma esperança activa.
São as que arregaçam as mangas e têm ideiais e lutam por eles.
Têm esperança e lutam por realizar no dia a dia os seus ideiais.
Para os cor-de-rosa o impossível é possível.
E conseguir o impossível não nenhuma utopia.
O impossível é possível, na medida em que cada um de nós o tornar menor.
Se cada um de nós lutar um pouco, com esperança, acreditando que o impossível é possível,
Então seremos todos cor-de-rosa e teremos transformado o mundo num mundo melhor.
Que tal arregaçar as mangas e deixar o roxo de lado?
eu sou cor-de-rosa (e não estou a falar de cor política)
Eu sou cor-de-rosa porque tenho uma esperança activa.
Sou cor-de-rosa.
Cor-de-rosa é cor de primavera, de esperança e de Abril.
Sejamos cor-de-rosa, e transformemos os roxos com as nossas atitudes.
Vá lá de arregaçar as mangas...


 (Comentar)

Escrito por: Ñatacha em 2007/04/19 - 22:53:00
2 - Ñatacha, sinceramente gosto do que escreves e como escreves. Gostaria que postasses aqui no REGINOT, pois reconheço que tens veia e ideias que é o que vai faltando cada vez mais na sociedade portuguesa. Se me enviares o teu mail, concerteza que receberás o meu convite.Podemos concordar mais, concordar menos com o que pensas, mas o mais importante é o espirito de abertura que deveremos ter. Não será nunca possível construir um país ,se os seus cidadãos se demitem de expressar o que pensam. Sei, efectivamente, que sou um sonhador, vivendo hoje, no entanto, com alguma ângústia. EStou certo, que valerá apena ainda ter esperança. Teremos, no entanto, de ser cidadãos responsaveis e corajosos, no sentido de não ocultar o que menos corre bem na nossa vida social e profissional. Gostei do teu comentário, por isso lhe darei aqui relevância especial. (Comentar)

Escrito por: Anónimo em 2007/04/20 - 00:43:22 em resposta a: 1
3 - Não sou anónimo como ficou no comentário anterior. Sou o pacheco alves, Natacha. (Comentar)

Escrito por: Pacheco Alves em 2007/04/20 - 00:49:03
Escreva um comentário