2007/06/03

LIBERDADE VIGIADA

 

Nb. Imagem retirada do "Jornal do Fundão".

     1 - Não somos uma voz no deserto. A ideia de que se vive hoje uma paz podre em muitos dos nossos serviços da administração pública, e em especial nos serviços dos registos e do notariado,  como referimos no post anterior,onde se vivem momentos de grande preocupação, de tensão silenciosa e silenciada, é reforçada pelo artigo de Fernando Paulouro Neves, publicado no Jornal do Fundão de 31 de Maio, com o título “LIBERDADE VIGIADA”. Sob a velha capa do autismo, atitude mental esquizofrénica, a realidade, a verdadeira, continua ausente, dos propósitos dos dirigentes e dos nossos representantes no parlamento. O caminho seguido não tem revelado qualquer sentido reformador, concentrando-se mais a acção na destruição dos serviços, nomeadamente dos serviços dos registos e do notariado. E como se interroga o jornalista, será que “voltaremos ao tempo da ironia oculta ou em voz baixa para não incomodar suas excelências? “ 

              2 - « (…) O país está cheio de burocratas que, na ânsia de prestar serviço, só agravaram a imagem dos que julgam inatacáveis. O caso do professor de inglês, que trabalhava há vinte anos na Direcção de Educação no Norte, e foi suspenso por ter feito, “ comentário jocosos ” sobre a licenciatura de Sócrates, é uma vergonha. Vasco Pulido Valente lembra que isto não acontecia nem com Mário Soares, nem com Sampaio. “Os dois tinham aprendido à sua custa o preço da liberdade”. E lembra aquilo que é uma nódoa: “Fernando Charrua, o professor da DREN (por acaso, ou não por acaso, um militante do PSD), é o primeiro português condenado por um crime político depois do 25 de Abril ou, se quiserem, do 25 de Novembro”. Um sinal que convém registar. Voltaremos ao tempo da ironia oculta ou em voz baixa para não incomodar suas excelências? Nunca ouviram falar nas cantigas de escárnio e maldizer? ».

Setúbal, 4 de Junho J. C.P. Alves

 Leia em  http://www.jornaldofundao.pt/index.asp?idEdicao=486&idSeccao=4505&Action=seccao

Escrito por J.C.Pacheco Alves em 16:00:54 | Link permanente | Comments (0) |
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