2007/06/12

PROJECTO CASA PRONTA

 

         Sobre o projecto CASA PRONTA,  que brevemente irá ser implementado em alguns municípios, competia-nos, enquanto profissionais, questionar e emitir a nossa opinião sobre o referido projecto. Por  míngua de qualquer comentário por parte desses  profissionais,  valerá a pena meditar sobre o parecer do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público.
http://smmp.pt/doc/parecer_casa_pronta.pdf

Escrito por J.C.Pacheco Alves em 19:55:07 | Link permanente | Comments (2) |
Comentário
1 - Quanto ao casa pronta...
Pronto...
De facto não me assusta , mas pelo que se sabe...
Vai beneficiar QUEM?
Quem recorre a empréstimos bancários, não é de certeza...
Desde 1993 que há soluções para estes sem recurso a escrituras, não é?
Ah... Resta-nos aquelas pessoas que andam nos negócios imobiliários e os que têm dinheiro para comprar a pronto.
Sem dúvida uma medida abrangente.
Especialmente abrangente a nível de comunicação social.
Bonito "Casa Pronta" até parece que se entregam as chaves na hora...
Enfim... Isto porque aos que podem ser abrangidos pelo projecto vai ser possível arranjar a caderneta na hora (que já qualquer tira na net no momento), liquidar IMT e mais umas coisitas...
Será que os Municípios vão conseguir fornecer as licenças de habitabilidade a tempo e horas?
Será que as cadernetas prediais vão continuar a dizer ano de inscrição: 1988, quando a data é muito anterior noemadamente antes de 1951?
Ai esta minha mania...
Ainda um destes dias de Natacha vou passar a ser Mafalda, a contestária, claro.
Mas atenção, não é porque seja contra o progresso e a evolução. Não sou nenhum Velho do Restelo.
Tenho é um defeito - gosto de medidas de fundo, pensadas, analizadas por quem sabe e por que trabalha, por quem de facto, no dia-a-dia tem de solucionar os problemas, ter de integrar todas as lacunas, ter de improvisar, e, essencialmente tem de dar a cara.
Desculpem-me o mau feito, mas para mudar, gostava de mudar para melhor, gostava de servir melhor TODOS, gostava de ir trabalhar com alegria e confiança, acreditando que nas minhas mãos estava também a construção de um futuro melhor, menos burocrático, mais justo, para o qual eu contribuia com todas as minhas convicções e as minhas forças...
Mas como dá para ver... Nem para sugerir mudanças,
Com as mudanças somos obrigados, não a conviver com elas, mas a viver em união de facto com elas, mas não apenas em uma união de facto, mas em várias, uma vez que todos os dias as coisas mudam, se dá o dito por não dito e se diz que o que é verdade hoje, amanhã poderá não o ser.
Enfim... Esquisitices minhas. Desculpem.
Natacha (Comentar)

Escrito por: Anónimo em 2007/06/12 - 23:40:15
2 - Natacha,é evidente que eram e são necessário "reformas", digo e repito o signo "reformas", mas o SIMPLEX foi pensado apenas para destruir os serviços da administração e não para os regenerar. Aceito que alguns poderiam, efectivamente, até desaparecer pois não fazem falta nenhuma. O Registo Nacional de Pessoas Colectivas serve para quê? Para mim esta instituição, deveria apenas controlar ou velar pelo princípio da exclusividade das firmas ou denominações. Elevada a conservatória de alto nível apenas serve para fazer mais umas cobranças em duplicado com o que já se cobra no registo comercial. (Comentar)

Escrito por: Pacheco Alves em 2007/06/13 - 00:51:18 em resposta a: 1
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