- Bem...
Eu acho que união vem mais a calhar...
Que eu saiba isto está mau para TODOS.
Que eu saiba para se saber é preciso aprender.
E sabem...
Eu fui escuteira, e o grande lema e o sucesso do escutismo tem a ver com a forma de aprendizagem: "APRENDER FAZENDO".
Não adianta tapar o sol com a peneira e querer que quem está em início de carreira tenha genhe o mesmo que quem está no topo.
Nem adianta dizer que quem está no topo "está cómodamente instalado" à sombra da bananeira a gozar os rendimentos.
Bem basta estarem a transformar os documentos em folhas de couve.
Bem basta não convivermos com a mudança, antes vivermos em união de facto com ela.
Bem basta tudo o que anda a acontecer...
Todos os dias todos temos de aprender e de nos aplicar.
Mas não só nos registos e notariado.
Todos temos de estar constantemente em formação e a aprender.
E para aprender que seja da forma mais abrangente possível - os tri-anexados são uma excelente escola.
Curiosamente a especialização demasiado cedo, não conduz à competência, antes pelo contrário.
Conhecimentos amplos e consolidados pela experiências nas diversas áreas faz com que se ganhe traquejo e se consigam resolver os assuntos com mais segurança e menos burocracia.
Aliás a burocracia é o escudo de segurança dos incompetentes.
Pena é que geográficamente os tri-anexados sejam lugares pouco desejados, porque, cheira-me, que, com certas mudanças de que se fala, vai haver muita procura de lugares em 2ª e 3ª classe....
Já pensaram mesmo em áreas completamente diferentes da nossa o que acontec a quem não se actualiza?
Mas quem vai a um médico que não se actualiza,. que não sabe dos melhores tratamentos nem dos últimos métodos para curar as maleitas?
Já repararam que há floristas que fazem lindos ramos de flores, outras fazem apenas molhos de flores?
É preciso passar pelos patamares todos, subi-los um a um, para se chegar honrosamente ao topo e com motivos de orgulho.
Vamos lá é ver se as novas lojas funcionam, ou são mais uma campanha para a imagem, ou são um dos primeiros passos para transformar de vez o país na república das bananas.
Só uma nota: República de Bananas MAS... de marca (Modelo/Continente; Jumbo/Pão de Açúcar; Bananas Mello ou mesmo Bananas Berardo)
Já me está a chegar azia, fico-me por aqui....
1 - Mas sabe Natacha, sinto que estamos transformados em servos da gleba. São 19 horas e cinco minutos, vim aqui agora ao blog, mas ainda estou a trabalhar. Eu até tenho vergonha de dizer isto. Mas vou para casa e levo um recurso contencioso . Ainda me esperam mais algumas horas de trabalho.Tenho o despacho de sustentação quase finalisado e ainda falta aperfeiçoá-lo. Mas todo este trabalho é feito sempre em casa e ando com este despacho há uma semana. Trata-se de questão muito importante, já foi três vezes à 5 de Outubro e agora continua nos tribunais. Mas são muitas horas de trabalho ... Isto é uma vergonha ... Qualquer dia a minha companheira pôe-me as malas à porta ... É preciso ter muita pachorra para aturar um conservador. As nossa companheiras ou companheiros se não forem compreensivas ... é mesmo o fim. A poesia que faço e escrevo sempre foi uma fuga a tudo isto. (Comentar)
2 - Mas haverá alguém de uma Conservatória de 1ª classe a quem chegue o horário normal?
E haverá alguma coisa mais ridícula que para se manter o serviço em prazo se façam horas extra e essas horas não sejam pagas?
Contudo, se for para recuperar um atrazo... pois então... pague-se.
Isto anda tudo ás avessas MESMO.
Só que com horas e horas extra...
No serviço ao fim da tarde, à noite em casa, aos fins-de-semana onde quer que calhe...
Vai-se a saúde, deixa-se passar por entre os dedos o que a vida tem de melhor.
E haverá alguma coisa que pague isso?
Por norma já se passa mais tempo útil no trabalho que com a família.
Que se faz para tornar esse tempo melhor?
Que fazemos nós? Que é que nos fazem a nós?
Nós... Tentamos o melhor, por questoes de brio profissional, por questões de realização pessoal, por respeito para com o público que temos por obrigação de servir o melhor possível.
E o que fazem de nós?
Servos da gleba? Será? Ou será que vejo navios negreiros ao longe?
Deve ser mais isso, já que cada vez que cada vez que reclamo do SIRP acho que me julgam um velho do Restelo.
Contudo, eu apenas acho que mudar tem de ser para melhor, para pior... custa-me a aceitar.
Há tanto a fazer, há tanto que se podia melhorar, há tanto que se podia tornar mais simples, para poder ter tempo e cabeça para as coisas verdadeiramente importantes.
O que me custa a crer é que se faça tudo ao contrário.
Mas enfim...
Haja sanidade mental
3 - Natacha, já reparou que este SIRP é da idade média? Eu já trabalhei com três sistemas informáticos, não tenho dúvidas que este foi o mais anacrónico que conheci. Então, onde é que já se viu ter que confirmar cotas de referência quando se faz ou extracta uma propriedade horizontal? Já reparou como é que se confirma uma propriedade horizontal? Já reparou como é que se confirma um loteamento? Já reporou como é que genericamente se confirmam os registos, as contas? E a passagem para histórico, só de olhar para aquele quadradinho ficamos cegos. Então isto é que é inovação? Isto é que são novas tecnologias? Com este sistema todos os dias saio completamente partido da conservatória. No fim de 10, 11, 12 horas de trabalho no serviço, como é que chegamos a casa? Então não era possível inventar melhor? Eu de programação informática nada sei. Mas não era possível, depois de vistos e corrigidos os registos através dos prints, não seria possível, informáticamente, chamar os registos todos de um dia e confirmálos todos num segundo? Chamavam-se os registos de aquisição e pumba, "enter". Chamavam-se os registos de hipoteca e pumba, "enter". Chamavam-se os outros registos, encargos, e pimba "enter". Então não era possível programar assim? Sabe, a maioria dos colegas não conhecia outro sistema, por isso acharam que a palha era boa. Se a minha mãe fosse viva, ela que trabalhava no campo, se eu lhe dissesse que era preciso mais força para trabalhar neste sistema do que para arrancar as batatas, já me tinha levado para novamente retomar a minha vida no campo. (Comentar)
Escrito por:
pacheco alves
em 2007/07/13 - 00:55:02
em resposta a: 2
4 - Pacheco Alves,sera que a sua companheira ainda se preocupa com as suas malas?
O Pacheco ALves ja saiu de casa...e infelizmente não e unico!
Estão todos gravemente doentes e ja nem se dão conta!... (Comentar)
Escrito por:
Anónimo
em 2007/07/13 - 23:32:27
em resposta a: 1
5 - Aproveite o fim de semana para se enriquecer com a familia. Não a perca. (Comentar)
Escrito por:
Anónimo
em 2007/07/13 - 23:46:05
6 - Meu caro...
Para dizer o que penso do SIRP e do que ele não faz e devia fazer, e faz e não devia...
Ficaria a escrever toda a noite, e não sei se chegaria o tempo.
O SIRP é bom para quem só conhecia livros e fichas, ou seja, para quem ainda estava na pré-história (desculpem-me o termo, que não é para ofender ninguém).
A antiga aplicação de registo predial é 500 vezes melhor que o SIRP, 5000 vezes maleável e menos burocrática e 50000 mais rápida.
A migração de dados de um sistema para o outro, é um fracasso total completo e absoluto.
Quanto a mim, apenas se esbanjou dinheiro público, num sistema visulamente mais atraente, mas muito menos visivel - dentro em breve vamos todos ter duas doenças profissionais: miopia e tendinites de esforço no indicador direito de tanto carregar no rato.
Mudou-se, por mudar, não se mudou para melhorar.
Não se aproveitou a experiência de quem trabalhou com o anterior sistema quase 15 anos, nem se ouviram as suas dificuldades, nem as suas sugestões.
Mas a este tipo de atitude já nos fomos habituando, não é?
Mas note-se "habituando" não "conformando".
Natacha (Comentar)
Escrito por:
Anónimo
em 2007/07/14 - 01:02:43
7 - Todos sofrem, mas não se queixam. Acho mesmo estranho todo este comportamento. Eu pelo menos ainda vou gritando ... embora saiba que o meu brado não chega a lado nenhum. Com certeza que também já estou afectado ... vou-me dando conta, efectivamente, que pouco tempo me resta para sonhar ... pouco tempo para amar ... Genericamente, a escravidão afecta,hoje, muitos trabalhadores da função pública.E o grande problema é que há muita gente amedrontada ... o medo voltou. Não são os conservadores, apenas, os oficiais, que estão doentes. A nossa sociedade está doente e a doença agrava-se dia a dia, mas muito por culpa de muitos de nós A rectaguarda moral e ética da nossa sociedade afinal, onde está? A maçonaria que tem como lema a fraternidade e a liberdade, onde está? Afinal com que podemos nós contar? (Comentar)
Escrito por:
pacheco alves
em 2007/07/14 - 01:14:30
em resposta a: 5
8 - Também há quem se queixe, para dentro, para não dar parte fraca.
Para se mostrar melhor que os outros...
Não convém manter "aquela postura".
Mas a mim o que mais me incomoda é que todos criticam, mas de forma mais ou menos velada, em surdina e apenas perante quem convém.
Dá ideia que "parece mal ter uma opinião" e lutar por ela
Será que já está está fora de moda "ter opinião e expressá-la"?
Bem... Lá vou ter de ficar fora de moda, ou, quiçá, lançar uma nova moda.
Primeiro "pensar" depois "analizar" e por fim partilhar as conclusões.
Não é dificíl pois não? Mas pode fazer a diferença.
Natacha (Comentar)
Escrito por:
Anónimo
em 2007/07/15 - 01:13:50
9 - "Assim vai o mundo". Todos se queixam mas ninguem se levanta. Medo? Parece-me que sim. Durante anos foi como calhou e agora estão alguns a pagar por todos. Foi uma balda durante anos. Continua a ser. è ver dezenas de reuniões (pseudo cientificas) que se realizam todos os meses pelo país. Mais depressa se vem os conservadores nelas do que a reiviindicar os seus direitos. Vão a todas. querem é um pouco de "ópio" da distração. Enquanto se reúnem, esquecem. Vamos lá ver, então não se estão a dar as competências a ajudantes e escriturários. Todas. O papel do conservador? Objecto de decoração. Estão a esvaziar o seu papel .Entragam-se os registos a uma data de individuos que sempre desejaram ser o conservador. Licenciatura? Formação jurídica? Para quê? É a olho. E não se compactuou com isto durante anos? Que dizer agora? Não esquecer: a partir de 2008 no inicio de cada ano é elaborado o mapa de pessoal necessário.Os que não forem incluidos serão dispensados para os excedentes.O que fazer? trbalhar fora de horas para agradar com medo do siadap? não tenham medo pois se o destino está traçado tanto vale trabalhar fora de horas como dentro delas. A rua espera qualquer um. Medo? continuem a ter, pois é isso que reforça quem manda e faz obedientes os mandados.Resistir é vencer? Não parece que haja quem resista.Continuem com a vossa atitude de cumpridorzinhos fora de horas sem horário e familia para no fim levarem um chuto tão grande que nem sabem o que lhes bateu. Natacha deve viver no mundo da lua. Foi escuteira? Essa conversa é de escuteiro.Mas a realidade já te ultrapassou e tu nem deste por ela.Boa sorte ao acordares. (Comentar)
Escrito por:
Anónimo
em 2007/07/19 - 11:51:09
10 - Caro Sr. Anónimo,
Escusa de perguntar de fui escuteira, se fizer uma leitura minimamente atenta eu própria já escrevi que o fui neste mesmo blog.
E mais, uma vez escuteira, sempre escuteira, e com muita honra.
O escutismo é uma óptima escola de vida, normalmente critica quem não conhece a fundo o que é o escutismo.
Aprender fazendo é algo que é bom para todos.
Respeitar ou outros, respeitar a natureza, também é bom.
São escolas deste tipo que pode ajudar com as mudanças, como lidar com elas e como tentar transformar o mundo em algo melhor.
A realidade não me ultrapassou, pelo simples facto de que sou uma pessoa atenta e que penso pela minha própria cabeça.
O que não sou é uma pessoa amarga, que funciona apenas em termos do que os outros dizem, de me alimentar das poeiras que alguns deitam para o ar.
Confio em mim, nas minhas capacidades e no meu futuro.
Tenho ideias e ideais.
Tenho valores e luto por eles.
Ah... E também tenho um óptimo par de braços para trabalhar e gosto de trabalhar.
Sempre trabalhei e acredite, o SIADAP não me mete medo.
Há sim uma coisa que lamento: que o Sr. Anónimo não conheça o significado de competência, responsabilidade e brio profissional.
Sabe... Há pessoas que o têm.
Natacha
(Para si Pacheco Alves, desculpe-me, mas não consigo ficar sem responder a quem sob a capa do anonimato tem este tipo de atitude e faz este tipo de comentários. Pelo-lhe a si desculpas por ter usado o seu blog para responder)
E haverá alguma coisa mais ridícula que para se manter o serviço em prazo se façam horas extra e essas horas não sejam pagas?
Contudo, se for para recuperar um atrazo... pois então... pague-se.
Isto anda tudo ás avessas MESMO.
Só que com horas e horas extra...
No serviço ao fim da tarde, à noite em casa, aos fins-de-semana onde quer que calhe...
Vai-se a saúde, deixa-se passar por entre os dedos o que a vida tem de melhor.
E haverá alguma coisa que pague isso?
Por norma já se passa mais tempo útil no trabalho que com a família.
Que se faz para tornar esse tempo melhor?
Que fazemos nós? Que é que nos fazem a nós?
Nós... Tentamos o melhor, por questoes de brio profissional, por questões de realização pessoal, por respeito para com o público que temos por obrigação de servir o melhor possível.
E o que fazem de nós?
Servos da gleba? Será? Ou será que vejo navios negreiros ao longe?
Deve ser mais isso, já que cada vez que cada vez que reclamo do SIRP acho que me julgam um velho do Restelo.
Contudo, eu apenas acho que mudar tem de ser para melhor, para pior... custa-me a aceitar.
Há tanto a fazer, há tanto que se podia melhorar, há tanto que se podia tornar mais simples, para poder ter tempo e cabeça para as coisas verdadeiramente importantes.
O que me custa a crer é que se faça tudo ao contrário.
Mas enfim...
Haja sanidade mental
Natacha
(Comentar)
O Pacheco ALves ja saiu de casa...e infelizmente não e unico!
Estão todos gravemente doentes e ja nem se dão conta!... (Comentar)
Para dizer o que penso do SIRP e do que ele não faz e devia fazer, e faz e não devia...
Ficaria a escrever toda a noite, e não sei se chegaria o tempo.
O SIRP é bom para quem só conhecia livros e fichas, ou seja, para quem ainda estava na pré-história (desculpem-me o termo, que não é para ofender ninguém).
A antiga aplicação de registo predial é 500 vezes melhor que o SIRP, 5000 vezes maleável e menos burocrática e 50000 mais rápida.
A migração de dados de um sistema para o outro, é um fracasso total completo e absoluto.
Quanto a mim, apenas se esbanjou dinheiro público, num sistema visulamente mais atraente, mas muito menos visivel - dentro em breve vamos todos ter duas doenças profissionais: miopia e tendinites de esforço no indicador direito de tanto carregar no rato.
Mudou-se, por mudar, não se mudou para melhorar.
Não se aproveitou a experiência de quem trabalhou com o anterior sistema quase 15 anos, nem se ouviram as suas dificuldades, nem as suas sugestões.
Mas a este tipo de atitude já nos fomos habituando, não é?
Mas note-se "habituando" não "conformando".
Natacha (Comentar)
Para se mostrar melhor que os outros...
Não convém manter "aquela postura".
Mas a mim o que mais me incomoda é que todos criticam, mas de forma mais ou menos velada, em surdina e apenas perante quem convém.
Dá ideia que "parece mal ter uma opinião" e lutar por ela
Será que já está está fora de moda "ter opinião e expressá-la"?
Bem... Lá vou ter de ficar fora de moda, ou, quiçá, lançar uma nova moda.
Primeiro "pensar" depois "analizar" e por fim partilhar as conclusões.
Não é dificíl pois não? Mas pode fazer a diferença.
Natacha (Comentar)
Escusa de perguntar de fui escuteira, se fizer uma leitura minimamente atenta eu própria já escrevi que o fui neste mesmo blog.
E mais, uma vez escuteira, sempre escuteira, e com muita honra.
O escutismo é uma óptima escola de vida, normalmente critica quem não conhece a fundo o que é o escutismo.
Aprender fazendo é algo que é bom para todos.
Respeitar ou outros, respeitar a natureza, também é bom.
São escolas deste tipo que pode ajudar com as mudanças, como lidar com elas e como tentar transformar o mundo em algo melhor.
A realidade não me ultrapassou, pelo simples facto de que sou uma pessoa atenta e que penso pela minha própria cabeça.
O que não sou é uma pessoa amarga, que funciona apenas em termos do que os outros dizem, de me alimentar das poeiras que alguns deitam para o ar.
Confio em mim, nas minhas capacidades e no meu futuro.
Tenho ideias e ideais.
Tenho valores e luto por eles.
Ah... E também tenho um óptimo par de braços para trabalhar e gosto de trabalhar.
Sempre trabalhei e acredite, o SIADAP não me mete medo.
Há sim uma coisa que lamento: que o Sr. Anónimo não conheça o significado de competência, responsabilidade e brio profissional.
Sabe... Há pessoas que o têm.
Natacha
(Para si Pacheco Alves, desculpe-me, mas não consigo ficar sem responder a quem sob a capa do anonimato tem este tipo de atitude e faz este tipo de comentários. Pelo-lhe a si desculpas por ter usado o seu blog para responder)
(Comentar)