2006/11/25

O PAÍS DAS CABALAS

                                    

             Como já afirmamos, os portugueses encontram-se profundamente deprimidos. A insatisfação e o pessimismo são hoje estados de alma que afectam muitos de nós. Trinta e tal anos após o 25 de Abril, o receio, o temor e o medo, são sentimentos que atormentam hoje novamente a consciência dos portugueses. O ferrete salazarista continua, assim, a infligir ou importunar a mente de alguns de nós.     

             A ideia para muitos, nomeadamente para quem é e se sente como funcionário público, é mesmo não esbracejar. O importante é cada um cuidar de si. De modo oportunístico e sem princípios preferem outros gerir a sua carreira profissional. Como a cola, circunstancialmente, aderem ao situacionismo dito simplicista do “SIMPLEX” não de alma e coração, mas apenas subordinados a uma lógica puramente carreirística. Num país como o nosso, em que quase todos os dias se descobre mais uma cabala, a vida apenas tão só poderá sorrir ao “Chico Esperto”, ou como diz o nosso povo, a vida está mesmo só para os espertalhões, pois “ quem tem olho vivo (o pé ligeiro já é dispensável) é Rei”.

             Numa altura em que era importante impor um rumo de verdade, nomeadamente no sector dos registos, que consubstanciasse uma dinâmica empreendedora e transformadora, que mobilizasse a experiência e o saber dos profissionais que trabalham no sector, constatamos que a estratégia engendrada, primando pelas trapalhadas, e pondo em causa os princípios básicos do direito registral, só poderá levar à destabilização, à desacreditação dos serviços dos registos e ao desânimo de todos os que trabalham neste sector importantíssimo da administração.       

         A febre da qualificação aparece agora e a todo o vapor. Misteriosamente nunca questionada, parece envolta em bruma ou nevoeiro, aliás, como é costume neste país e sempre que toca àquilo com que se compram os melões. E quanto a esta questão não será preciso aqui fazer qualquer clarificação, porque todos já sabem bem o que é isso da bruma e do nevoeiro.

          Mas se não souberem, reflictam … pensem bem. 

 

                    J.C. Pacheco Alves (25 de Novembro 2006)

 

                  

Escrito por J.C.Pacheco Alves em 23:30:29 | Link permanente | Comments (0) |

2006/11/19

E PORQUE NÃO MAIS OUTRO POEMA?

     NÓS     

 

Modo de ser 

De nunca  estar

Errância nostálgica,

Afastamento doloroso

Da Pátria ... de Nós

 

É  a tristeza

E a amargura

É  a bruma

E  o nevoeiro  

De  todas as manhãs ...

 

 É  Portugal

 Sonho   adormecido

 Sem rumo ... sem caminho

                                   

É Portugal 

Não  cumprido!

                                 

 pacheco alves (27 de Fevereiro de 2001)                                                                                        

                                                                
Escrito por J.C.Pacheco Alves em 22:31:51 | Link permanente | Comments (0) |

2006/11/16

E PORQUE NÃ0 UM POEMA?

 

         CREIO

 

Creio convictamente

Na pura amizade

Não temo a fraternidade

 

 

Creio na justiça certa

Sempre que reflicto

Nos que estão em alerta

 

Creio ainda na verdade

Como espelho dos seres

E ainda na sinceridade

Que é fonte de prazeres

 

j.c. pacheco alves ( 11-06-2001)
 
Escrito por J.C.Pacheco Alves em 14:28:51 | Link permanente | Comments (0) |

2006/11/12

CARTA A SUA EXCELÊNCIA, O SENHOR PRIMEIRO MINISTRO

      

           A nossa preocupação com os registos não é de hoje. Sempre pressentimos que o caminho  que caminhavamos  estaria minado.           

          Por razões que se prendiam, não apenas com a credibilidade, mas também com a seriedade dos profissionais que laboravam e continuam a laborar neste sector, face aos sinais que se manifestavam há muito, requeria-se pelo menos uma atitude, um comportamento por parte de quem tinha o dever e a obrigação de sensibilizar os políticos para as reformas que se exigiam. Por sonolência de muitos ou mesmo por puro oportunismo de alguns, “pecaram” muitos de nós por omissão, pois a preocupação era nada fazer. Importante, como já temos referido, era apenas garantir o status quo reinante.            

         Atacar os males que há anos grassam ou alastram nos nossos serviços e o corroem, nomeadamente o da qualificação dos oficiais do registo, deveria constituir tarefa importantíssima. A modernização dos serviços deveria ser equacionada e posta ao mesmo nível do da qualificação profissional. Sem quadros capazes e sem meios técnicos à altura, não era possível nunca servir com a qualidade necessária e exigível o cidadão utente dos serviços.           

         Por dever cívico e por obrigação profissional e porque nunca fomos afectados pela dita sonolência, destas preocupações, sentidas angustiosamente, demos conta por escrito, não apenas ao Senhor Director Geral em 1999, mas também a Sua Excelência O Senhor Primeiro - Ministro em Maio de 2000 que, por mera coincidência, era do partido que actualmente nos governa.E salientávamos nós, nessa missiva, que a maioria dos problemas burocráticos só deixariam de se colocar se se caminhasse no sentido de uma maior descentralização ou autonomia dos serviços, acompanhada por regras e princípios bem definidos, nomeadamente através da materialização de uma nova filosofia no campo das relações de trabalho que incentivasse a dedicação à causa pública e criasse nos agentes públicos a auto estima necessária. Sabendo nós que os tempos que decorriam deveriam ser já de alguma exigência, não só pelos níveis de qualidade técnica atingidos pelos nossos serviços, mas fundamentalmente devido à nossa integração europeia e ainda pela exigência que o poder governamental faz aos serviços públicos, e constando nós que o sector dos registos e do notariado  regrediam no campo da qualidade e da sua eficácia, manifestamos ao senhor Primeiro-Ministro de então,  e nessa carta,  a nossa preocupação, porque nas condições em que laboravamos não era possível que os nossos serviços respondessem com edicácea e eficiência,  como exigível  seria, ás pretensões dos cidadãos utentes.

                Sempre houve e continuará a haver  profissionais atentos e não será justo, agora,  nem muito menos aceitável que sejamos um alvo preferencial a abater. A administração pública e muitos dos seus  agentes não   mereciam o tratamento que o actual poder político lhes manifesta.

 

         Pela sua importância,publicitamos aqui a dita missiva  que, como não podia deixar de ser,  não teve consequências, a não ser ao seu subscritor.

          Clique aqui e veja a carta em seus detalhes ...

                 J.C. Pacheco Alves                           
Escrito por J.C.Pacheco Alves em 18:30:18 | Link permanente | Comments (8) |

2006/11/04

A "TALHADA"

 

 

               Os rumores circulam em catadupa. Agora é a vez da "talhada". Sim a talhada que sofrerão os ordenados dos oficiais dos registos e dos conservadores. É necessário diminuir as despesas com a nossa administração, dizem. Não há dúvida que é necessário que entre nós  os vencimentos sejam mais justos e equitativos, mas atenção a invegite rodeia-nos, anda por aí e todos sabem que é um desiderato bem português.

               Num mundo que se quer moderno ou modernizado, em que se deseja uma informação que funcione como a pedra de toque do conhecimento e do desenvolvimento, não deixa de ser curioso que o rumo que hoje trilhamos em Portugal se situa hoje muito mais dentro do campo da contra – informação. Sinal dos tempos! Não é? E é sempre muito mais fácil influenciar ou mesmo impor o caminho criando um clima próprio, o da destabilização. Aquilo que nos impõem nunca surge como um mal em si, mas sempre como o mal menor.

               Sobre a fatia ou a dita talhada que os nossos vencimentos sofrerão, caros amigos, oficialmente parece que nada transparece, mas anda muito rumor por aí. É o murmúrio travestido, transformado em informação.

              E, caros amigos, se é tanta a aversão, criado o instituto, a instituição, porque não nos dão a privatização?

              Tonho
Escrito por J.C.Pacheco Alves em 18:37:53 | Link permanente | Comments (7) |

2006/11/02

O valor do Registo

Enganem-se aqueles que pensam que o registo é uma mera formalidade.

Trata-se, por enquanto, de um verdadeiro seguro (até relativamente barato).

Acham que os seus principais clientes estão dispostos a abdicar desse benefício (pensem acima de tudo na banca, e porque não em todos nós que temos ou pensamos vir a ter uma casa)...

As quotas lá foram, vamos ver o resultado...

JJ


Escrito por JJ em 22:31:39 | Link permanente | Comments (1) |