BARALHAR E DAR DE NOVO
Estou certo que vamos assistir ao plano mais desconcertante, a que jamais assistimos, para a administração pública. Os registos não ficarão de fora. E a ideia será a de baralhar, sim baralhar e dar de novo. O clima está criado e os boatos circulam em catadupa. A informação e a contra informação andam por aí. E não tenham ilusões! …A ideia é destabilizar para reinar.
Aquilo que, responsavelmente, deveria ter feito ao longo dos últimos anos, não o foi. O caminho é-nos agora imposto, sem princípios, atabalhoadamente e mesmo com falta do respeito, que é devido a quem sempre trabalhou com seriedade nos registos. E tudo parece acontecer como se fossemos nós cúmplices e mesmo autores de algum crime, os culpados por tudo o que se omitiu na Administração, nomeadamente nos serviços dos registos. Sem querer desresponsabilizar-nos, porque também há responsabilidade que deverá por nós ser assumida, teremos de dizer que há muita demagogia metida em tudo isto.
Numa altura de vacas magras transforma-se uma Direcção – Geral num Instituto que à partida nasce falido. Com que finalidade? E com que autonomia? O que transparece de tudo o que vai acontecendo e do que se vai sabendo, é que não irá acontecer qualquer reforma ou ideia de concertação ou mesmo de regeneração dos nossos serviços, mas sim o desmoronamento do edifício jurídico-administrativo.
E o processo de desmoronamento dos nossos serviços já começou. E chamem-me,Velho do Restelo, de visão pessimista, ou como quiserem. Eu não me importo.
Desenganem-se ... Não esperem flores como as que florescem na primavera do campo! … Nem rosas ou cravos como as que Minha Mãe cultivava no seu quintal …!
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Setúbal, 29 de Setembro de 2006.


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E o Fern