Terça-feira, Dezembro 18th, 2007
É tempo de Natal, e dedico este poema a todos os profissionais do registo. Com a mesma afeição dirijo-o também à consciência dos que servem o mando, aliás, sempre efémero, para que acreditem que o diálogo, numa sociedade que se quer e deseja democrática, é essencial numa qualquer dinâmica reformista. A mudança não pode nunca potenciar a intolerância. Antes pelo contrário, só o respeito pelos valores humanísticos pode ajudar a criar uma sociedade mais justa e tolerante. E os portugueses têm memória, sabem, conhecem muito bem os caminhos erradamente trilhados e impostos pelo ferrete Salazarista e os consequentes resultados! …
NATAL! …
É preciso, é necessário, urge!…
Que se renasça, se cresça
E que, enfim, o sonho continue a alimentar a vida…
E que Natal é hoje, a toda a hora,
Todos os dias devem ser de Natal,
E como tal, importante não é apenas estar,
É também ser! Sermos!…
É preciso, é necessário relançar o amor,
Fútil, é continuar a olhar para as pequenas coisas,
Só as grandes causas nos fazem renascer e crescer…
Urge, assim, que continuemos a sonhar,
Importante é mesmo amar,
Não temos alternativa!…
Por aqui passará muito do segredo da vida.
NATAL, SEMPRE!…
pacheco alves (Setúbal, 22 de Dezembro de 2000)
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