2007/06/25
“Jornal do Fundão”
2007/06/19
HINO AO CASA PRONTA
Já que o tema é a poesia, não resisto a deixar aqui um poema de Vinicius de Moraes, que alguém me lembrou hoje que poderia bem ser um hino ao "Casa Pronta", passo a transcrever:
Era uma casa muito engraçada
Não tinha tecto não tinha nada
Ninguém podia entrar nela não
Porque na casa não tinha chão
Ninguém podia dormir na rede
Porque na casa não tinha parede
Ninguém podia fazer pipi
Porque penico não tinha ali
Mas era feita com muito esmero
Na Rua dos Bobos número Zero.
Para quem apreciar pode até fazer karaoke em http://www.microke.com/
Natacha
2007/06/16
ÁFRICA
E porque não um momento para a poesia?
Também nós calcorreamos África: Angola, Guiné-Bissau, Senegal e Cabo Vede. África , e em particular Angola, apesar de tudo, apesar da guerra que vi e também vivi, valeu sempre a pena. Não devemos esquecer a experiência adquirida e tudo o que ficou para trás, quando o que se passou teve influência positiva em nós. Por isso e só por isso, e em homenagem a todos aqueles que ficaram e que talvez nunca mais verei, aos que foram meus alunos, a semente mais valiosa que deixamos, a todos os professores, ex- cooperantes, presto aqui a minha mais sentida homenagem.
Ficou o sonho e a amizade, sempre, com o povo africano.
Canto quando ando
A bruma dos teus olhos, a vida da tua alma,
África!...
Pego no cacochi e sai ritmo,
Na marimba e chia que chia !...
Agarro o n´hungo e diz hem do vem!...
E é este canto que perpetua
A recordação que de ti faço,
África ...
Nunca me ofertaste fortunas,
Não te fiz promessas imaginárias,
E destruidoras...
Também nunca me mostrei mercenário
Mas em ti,
Encontrei a oferenda que consola,
Que nos lança na vida e integra
Devo-te estes ritmos,
A música do meu cantar, África!...
E é este palpitar e toda esta estima
Que ainda me constrói e anima a vida
pacheco alves (Setúbal,1993)
2007/06/12
PROJECTO CASA PRONTA
Sobre o projecto CASA PRONTA, que brevemente irá ser implementado em alguns municípios, competia-nos, enquanto profissionais, questionar e emitir a nossa opinião sobre o referido projecto. Por míngua de qualquer comentário por parte desses profissionais, valerá a pena meditar sobre o parecer do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público.
http://smmp.pt/doc/parecer_casa_pronta.pdf
2007/06/06
COMENTÁRIO DE NATACHA
Bem... Mais uma vez não resisto... Realmente a questão do professor da DREN é perfeitamente surreal. Mas, pelos vistos, estamos num país surrealista. E esse é mais um motivo para a mudança se fazer da base para o topo da pirâmide. E é também mais que um motivo para que se lute de uma forma diferente, de uma forma criativa. Salvo os devidos respeitos as formas tradicionais de luta "já eram". E é isso que me parece que nem os sindicatos, nem as associações parece ainda não se deram conta. As formas de luta do seculo XX, não são nem podem ser as mesmas do século XXI. Será bom lembrar que nem a decada, nem o século nem o milénio são os mesmos. E isso tem de ter um significado. E o surrealismo é um movimentos rico em significados. Vejamos o quadro da Dali "A persistência da memória". Será que alguém consegue ficar sem imaginar tudo o que significam aqueles relógios a derreter? Ou seja, por outras palavras... A mensagem está na imagem. E isto trás-nos a uma velha questão. Que imagem é que temos perante os olhos dos outros? Aquela que dão de nós ou aquela que nos mostra como somos de facto? Bem, de certeza não temos dúvidas que todos os dias pintam a nossa imagem das cores mais tenebrosas que existem. E que tal mudar de métodos para mudar de imagem? Será que não conseguimos mesmo "derreter" corações? Que é como quem diz, derreter algum tipo de políticas? Que é que temos feito para mudar de uma forma moderna, contemporânea... surreal? Que formas poderemos utilizar sendo criativos e positivos (já vimos que dizer apenas mal não chega). Há formas de luta que não me saem da cabeça. Lembram-se de quando todos juntos lutamos por Timor? Vestimos de branco, atiramos flores ao mar, etc. E foi exactamente quando nos unimos, deixamos as cores partidárias, fomos criativos e positivos, e usamos formas nunca antes vistas que se catapultou para todos os problemas para a ribalta mundial. Sem querer criticar os MacCann... Para lutarem pela filha, usam de acessores de imagem. Ainda não conseguiram nada, mas que têm lutado têm. E nós? Que tal principiarmos a aprender umas coisas e dar a grande pedrada no charco? Eu tenho algumas ideias...
Escrito por: Natacha em 2007/06/04 - 22:59:44
2007/06/03
LIBERDADE VIGIADA
Nb. Imagem retirada do "Jornal do Fundão".
1 - Não somos uma voz no deserto. A ideia de que se vive hoje uma paz podre em muitos dos nossos serviços da administração pública, e em especial nos serviços dos registos e do notariado, como referimos no post anterior,onde se vivem momentos de grande preocupação, de tensão silenciosa e silenciada, é reforçada pelo artigo de Fernando Paulouro Neves, publicado no Jornal do Fundão de 31 de Maio, com o título “LIBERDADE VIGIADA”. Sob a velha capa do autismo, atitude mental esquizofrénica, a realidade, a verdadeira, continua ausente, dos propósitos dos dirigentes e dos nossos representantes no parlamento. O caminho seguido não tem revelado qualquer sentido reformador, concentrando-se mais a acção na destruição dos serviços, nomeadamente dos serviços dos registos e do notariado. E como se interroga o jornalista, será que “voltaremos ao tempo da ironia oculta ou em voz baixa para não incomodar suas excelências? “
2 - « (…) O país está cheio de burocratas que, na ânsia de prestar serviço, só agravaram a imagem dos que julgam inatacáveis. O caso do professor de inglês, que trabalhava há vinte anos na Direcção de Educação no Norte, e foi suspenso por ter feito, “ comentário jocosos ” sobre a licenciatura de Sócrates, é uma vergonha. Vasco Pulido Valente lembra que isto não acontecia nem com Mário Soares, nem com Sampaio. “Os dois tinham aprendido à sua custa o preço da liberdade”. E lembra aquilo que é uma nódoa: “Fernando Charrua, o professor da DREN (por acaso, ou não por acaso, um militante do PSD), é o primeiro português condenado por um crime político depois do 25 de Abril ou, se quiserem, do 25 de Novembro”. Um sinal que convém registar. Voltaremos ao tempo da ironia oculta ou em voz baixa para não incomodar suas excelências? Nunca ouviram falar nas cantigas de escárnio e maldizer? ».
Setúbal, 4 de Junho J. C.P. AlvesLeia em http://www.jornaldofundao.pt/index.asp?idEdicao=486&idSeccao=4505&Action=seccao


Comentários Recentes
E o Fern