2-Solitariamente, mas sem o peso de qualquer solidão, continuamos como sempre! … Como diziam os latinos, accipere, quam facere, praestat injuriam, ou seja para nós continua a ser preferível receber uma injúria do que fazê-la.
Relembramos aqui apenas uma pequena parte do que dissemos na dita assembleia:
«E,
Caros Colegas:
As ditas “reformas” estão aí e agora a todo o vapor. Aquilo que conscientemente se deveria ter feito ao longo dos últimos anos é-nos agora imposto, muitas vezes atabalhoadamente, sem princípios e mesmo com a falta de respeito, que é devido a quem sempre trabalhou com seriedade nos registos. E tudo parece estar a acontecer como se fossemos nós os culpados por tudo o que não se fez atempadamente na administração pública. Isto é demagógico. Face à conduta atabalhoada com estão a ser impostas estas alterações, por vezes o que parece transparecer não será já uma ideia de reforma, uma ideia de concertação ou mesmo regeneração dos nossos serviços, mas mais o desmoronamento consciente do edifício jurídico-administrativo, que apoiado, é certo em ideias e alguns princípios do antigamente da vida, há muito que necessitava de revitalização.
Em tempo das vacas gordas e dos fundos perdidos, os nossos políticos entretiveram-se mais com as auto-estradas, mas com as de betão, mas esqueceram-se das que mexem com o cidadão e o agente da administração, e que, como tal, não têm nem podem ter na sua componência o alcatrão. O que deveria ter sido feito em tempo mais favorável, é agora dramaticamente e drasticamente imposto em consequência do desequilíbrio das nossas finanças públicas e por exigência do pacto de estabilidade. E será que algum dia os nossos políticos, os verdadeiros responsáveis, assumirão esta responsabilidade? » (…) (…)
J.C. Pacheco Alves
18 May
Posted by: J.C.Pacheco Alves in: Informativo
Em artigo da nossa autoria, recentemente aqui publicitado, manifestamos ou firmamos opinião, sobre a perversidade da aplicação do SIADAP. Face às circunstâncias da sua implementação dizíamos que não estaríamos, assim, perante qualquer contratualização ou acordo alcançável através de um qualquer processo negocial, e como tal alcançado entre partes colocadas em pé de igualdade, mas sim perante um mero pacto leonino. Como tal esta “contratualização” estaria ferida de nulidade. Neste sentido se parece pronunciar também a Associação Sindical dos Oficiais dos Registos e do Notariado (ASOR), pelo que transcrevemos, aqui, parte, do comunicado desta associação.
NB: A mensagem que aqui publicitamos, constituiu uma carta aberta dirigida,em concreto, não apenas aos profissionais que laboram na área dos registos, mas a todos aqueles, juristas ou não, que manifestam interesse pelo que se passa nos registos. Pensamos que é importante, numa perspectiva de abertura e de genuína liberdade abordar algumas das problemática que vêm afectando o instituto dos registos e os respectivos serviços. Face aos novos desafios, que registo e serviços espera o país? Mais do que nunca, o momento actual justifica um congresso destinado á análise das “reformas” em curso no sector. Fica aqui o repto quer à ASCR e ao STERN, instituições sindicais que têm a obrigação de promover o debate na sociedade portuguesa, já que, como é óbvios os responsáveis pelo sector não querem, não desejam relançar o debate público.
Tempo de solidão e de incerteza
Tempo de medo e tempo de traição
Tempo de injustiça e de vileza
Tempo de negação
Tempo de covardia e tempo de ira
Tempo de mascarada e de mentira
Tempo de escravidão
Tempo dos convenientes sem cadastro
Tempo de silêncio e de mordaça
Tempo onde o sangue não tem rasto
Tempo de ameaça
Livro Sexto, Sophia de Mello Breyner Andresen
segunda terça quarta quinta sexta

“As pessoas não se perturbam com
as coisas, mas com a forma como
vêem as coisas”
todos os sonhos de um amanhã
passavam de boca em boca, escondidos segredos, erguendo bandeiras
entre corridas loucas pela cidade habitando esse dia de luz nascente
donde brotaria a liberdade
todos os sonhos, todos os sonhos de um amanhã
caminhavam lado a lado com o sabor das ideias sem margens
feitas de palavras operárias inocentes e bravias como as imagens
todos os sonhos, todos os sonhos, todos os sonhos de hoje
esperam pela memória dos primeiros de maio que iluminavam a eternidade
ilusão sem manifesto
vazio sem esperança
pergunta sem resposta
onde mora a fraternidade?
Caro J.Pacheco Alves,
Não resisto a partilhar este ‘pequeno’ texto - que recebi por email, hoje 1º de Maio - que foi escrito por um grande amigo meu (C.Grade).
A.Costa