28 Jul
Posted by: J.C.Pacheco Alves in: Uncategorized
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28.07.2008, Luísa Pinto |
26 Jul
Posted by: J.C.Pacheco Alves in: Informativo
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http://dn.sapo.pt/2008/07/26/sociedade/duvidas_sobre_a_fazem_disparar_preco.html
Dúvidas sobre a lei fazem disparar preço dos registos
PATRÍCIA JESUS

E foi o que aconteceu em Torres Vedras. O caso foi comunicado à Ordem pela
notária que tratou do processo. Nesta situação, a escritura, que na semana
passada custaria 135 euros pela inscrição de hipoteca - mais 50 por cada fracção,
até um máximo de 800 euros - custou 7750. Como? Cada fracção foi taxada a 250
euros e na nova legislação não há referência a um tecto máximo. Tratando-se de
31 fracções, a conta final atingiu aquele valor. A notária Heloísa Pereira da Costa
conta que ficou “chocadíssima” quando recebeu a conta. “Não fui só eu, toda a
gente ficou espantada”. ”Quando a tabela saiu nós estudámos os novos preços,
mas ninguém anda a fazer simulações de todos os casos possíveis”, explica.
Novas regras dividem
As novas regras do registo predial dividem notários e Governo, em mais um
capítulo de uma guerra que se arrasta há quase três anos. Enquanto os primeiros
argumentam que os custos subiram, Alberto Costa diz que o processo ficou mais
barato. Para a Ordem, os números apresentados pelo Governo baseiam-se numa
“interpretação habilidosa da nova legislação” . As escrituras, garantem, “na
esmagadora maioria dos casos, aumentaram de preço”.O Ministério argumenta
que nos exemplos indicados pela ON têm sido omitidas parcelas que compõem o
preço dos registos o que não tem permitido discutir objectivamente o novo sistema
de preços do registo predial.
DIÁRIO DE NOTÍCIAS | 21.07.2008
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O QUE MUDA HOJE
Com as medidas de simplificação do registo predial o Governo prevê uma poupança
de 121 milhões de euros, por ano, para os utilizadores.Esta estimativa deverá sentir-
se quando estiverem em marcha todas as medidas de simplificação para o mercado
imobiliário. Na foto, o secretário de Estado João Tiago Silveira.
1 - Eliminação de certidões de registo predial e comercial.
Para praticar actos na compra e venda de imóveis deixa de ser necessário ir à
conservatória pedir o registo predial ou civil necessário para essa operação.
As conservatórias comunicam entre si e apresentam esses dados no momento em
que é assinado o contrato.
2 - Eliminação de vários registos intermédios
Vários registos intermédios são eliminados com este pacote legislativo.No caso da
venda de um imóvel deixado em herança deixa de ser necessário fazer o registo
intermédio entrem quem detinha o imóvel e quem o vai vender. Basta registar em
nome do novo proprietário.
3 - Conservatórias passam a ter de comunicar entre si
Com a entrada em vigor destas medidas, as conservatórias passam a ser obrigadas
a comunicar entre si, caso os registos apresentem deficiências, pedindo eventuais
correcções à entidade que emitiu esse registo.Até agora, era o utente que tinha de
tratar deste processo.
4 - Redução dos prazos para os actos de registo
Os prazos para as conservatórias praticarem actos de registo sofreram uma redução
de 5 dias, em média, passando para 10 dias.Esta medida já tinha sido aplicada no
caso do registo automóve l e a partir de agora é alargada aos registos predial e
comercial.
5 - Redução dos preços e fixação de preços únicos
As medidas de simplificação predial prevêem redução de vários preços dos registos
necessários na compra e venda de casa, numa média de 50 euros. Por outro lado,o
Governo definiu a regra do preço único, ou seja, o consumidor sabe desde o início
quanto vai pagar.
6 - Eliminação da competência territorial do registo predial
A partir de agora é possível pedir uma certidão de registo predial em qualquer
conservatória do país,independentemente do local onde o imóvel esteja registado. A
eliminação da competência territorial permite pedir uma certidão de um prédio de
Bragança, em Lisboa.
O que vai conseguir poupar no registo da casa
COM FINANCIAMENTO
O preço dos registos prediais na compra e venda de uma casa com financiamento
bancário sofre uma redução de cerca de 5%. De acordo com dados do Ministério da
Justiça, 80% destas operações recorrem ao financiamento bancário.
SEM FINANCIAMENTO
Numa operação de compra e venda de casa sem recurso a um empréstimo bancário
a redução do preço é de cerca de 20%. A partir de hoje, o utente passa a pagar 250
euros, em vez dos 513,76 euros pagos até agora.
TRANSFERÊNCIA DE CREDITO
O preço dos registos prediais na transferência de um financiamento bancário para
compra de casa de um banco para outro sofre um ligeiro aumento de 0,2% a partir de
hoje. Mas o preço fixo pago por esta operação desce quase 50%.
Portugueses à espera do fim da crise.
Apesar da crise do sector imobiliário,o preço das construções novas não tem caído.
Quem o diz é Manuel Alvarez,presidente da Remax em Portugal. “Os preços não
baixam porque os promotores preferem esperar a vender mais barato.Esta é uma
característica muito portuguesa”, explicou ao Diário Económico.
Registos da casa passam a ter preço único.
Hoje entra em vigor mais um conjunto de medidas de simplificação do registo
predial.Entre as novidades está a descida do preço dos registos e a fixação de preços
únicos nas formalidades associadas à compra e venda de casas.Estas medidas fazem
parte do pacote de alterações nas operações do mercado imobiliário, já aprovado pelo
Governo. Mas as mudanças só ficam completas no dia 1 de Janeiro de 2009.Nessa
altura, as escrituras deixam de ser obrigatórias, podendo ser substituídas por um
documento autenticado e a competência para acompanhar processos de compra e
venda de casa é alargada a várias entidades: advogados, câmaras de comércio e
indústria, notários e solicitadores, e conservatórias.
DIÁRIO ECONÓMICO | 21.07.2008
NB: A notícia merece alguma reflexão por parte dos profissionais
que trabalham no sector dos registos. Por não acreditarmos em
soluções mágicas ou milagrosas para os problemas, e por crermos
também que “o trabalho em dia” não é fruto dos meios informáticos
nem dovalor acrescentado à qualificação dos oficiais e conservadores,
pensamos que as verdadeiras razões só as poderemos encontrar no
menor volume de trabalho relacionado com a crise que se vive, ou se
não for o caso, no prolongamento do horário de trabalho pela manhã
ou pela noite fora. Estou, no entanto mais certo que toda esta
recuperação, que não deixa de ser sensacional, se deve a um maior
esforço por parte dos profissionais. Se por um lado esta recuperação
nos deve regozijar a todos, deve também espantar-nos, já que nos faz
reflectir no ditado que diz: “quanto mais me bates mais gosto de ti”.
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Um balanço do MJ a que a agência Lusa teve acesso, demonstra
que os 1.279 dias de atraso registados em 47 conservatórias, em
Março de 2005, foram eliminados em Maio deste Ano. Estes 471
serviços de registo/ conservatórias abrangem o registo predial,
comercial, civil e automóvel. Segundo o MJ, esta melhoria no serviço
deve-se a «melhores meios informáticos. Em 2007 foram adquiridos
oito mil novos equipamentos informáticos, num investimento de 5
milhões de euros. A utilização de novos meios informáticos exigiu
que os 5.700 funcionários recebessem formação, a um ritmo médio
de 400 pessoas por mês, num total de mais de um milhão de
horas. Também os recentes serviços on- line evitaram muitas
deslocações às conservatórias, tendo, em três anos, e segundo o
balanço, sido evitadas «cerca de um milhão». Desde Junho de 2006
com os produtos disponibilizados na Internet com a Empresa
On- line, certidão permanente ou automóvel on-l ine já foram
realizados mais de um milhão de actos», refere o documento. Entre
as medidas aplicadas destaque também para o alargamento do
período de atendimento do público que, desde Outubro, é das 9h00
às 16h00. O secretário de Estado da Justiça elegeu a criação dos
balcões únicos como uma das medidas que produziu mais efeito na
eliminação dos atrasos. «Destacaria a criação dos balcões únicos,
neste momento oito, espalhados por quase todo o país, como uma
das medidas que mais efeitos produziram na eliminação dos»,
afirmou João Tiago Silveira à agência Lusa. Outro dos aspectos
realçados pelo secretário de Estado foi o trabalho interno realizado
pelos funcionários, nomeadamente através das acções de formação
que receberam, num total de mais de um milhão de horas. «A nossa
ideia é continua r a responder em tempo real ao serem praticados
actos de registo onde for mais conveniente em vez de terem de ser
praticados na conservatória competente.
Lusa/SOL