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| A crise, a todos os níveis, que grassa no país, agravada pelas crescentes desigualdades entre os portugueses,está na origem da onda criminal que avassala o país.Cremos também que ela é fruto da desautorização e da demagógica sementeira efectuada pelas forças políticas que ao longo dos anos nos têm governado . Como diz o ditado: “quem semeia ventos colhe tempestades”. ================================================================== 31-Agosto-2008 |
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Os problemas de segurança que enfrentamos estão, antes do mais, ligados ao tipo de
sociedade que se construiu nos últimos anos. Já parece, contudo, correcto afirmar, sem riscos de demagogia, que o sentimento de insegurança, de impunidade, de desmotivação das forças de segurança e de inutilidade do sistema judicial tem muito a ver com os efeitos das reformas das leis penais. O resultado querido e aplaudido pelo Governo foi, no entanto, alcançado: a redução em mais de 50% dos presos do País. Mais do que através das normas do Código de Processo Penal esse resultado foi, contudo, obtido por via da interpretação legal obrigatória de tais normativos imposta ao Ministério Público pela Lei da Política Criminal.
«Os problemas de segurança que enfrentamos estão, antes do mais, ligados ao tipo de sociedade
que se construiu nos últimos anos. À insegurança das ruas somam-se muitas outras: a precariedade do trabalho, o desemprego, a saúde, a redução de reformas, as péssimas soluções urbanísticas,os graves problemas da escola pública. Tudo, em conjunto, vem desestruturando a sociedade, os valores de responsabilidade e a solidariedade social, o brio profissional, a possibilidade da sobrevivência das famílias (quaisquer que elas sejam), enfim, o que permite a segurança de uma vida social responsável, pacífica e movida por valores de progresso. Difícil é, por isso, reduzir as causas da actual crise de segurança às reformas das leis penais: É verdade que algumas foram ditadas mais pelos preconceitos exasperados que certos processos Mas, até pela falta desses estudos sobre a delinquência, não é honesto dizer que a crescente Já parece, contudo, correcto afirmar, sem riscos de demagogia, que o sentimento de insegurança, Poder-se-ia dizer ainda que não era possível prever tais efeitos. Mas muitos práticos, académicos, O resultado querido e aplaudido pelo Governo foi, no entanto, alcançado: a redução em mais de Mais do que através das normas do Código de Processo Penal esse resultado foi, contudo, obtido Só quem não se lembrar da polémica então ocorrida e não tiver lido os artigos 13. º e 15.º dessa Foi por causa dessas excêntricas, rígidas e desadequadas normas de interpretação desse Código Foi essa orientação do legislador que, numa interpretação arrojada do artigo 20.º da mesma lei,o O problema da incongruência destas leis e dos efeitos que elas potenciam não se resume apenas Ela reside, essencialmente, no facto de nunca se terem criado verdadeiras condições legais e de Os delinquentes acabam, assim - eles próprios - inexplicavelmente soltos e crescentemente Nisto consiste parte da incongruência da reforma do nosso sistema penal e judiciário. Aqui, mais do Mas, note-se: nem o Ministério Público nem os juízes são órgãos de segurança. Nunca, apesar dos Tal confusão, de resto, subordinaria os valores da justiça aos valores da segurança e isso é ANTÓNIO CLUNY | PRESIDENTE SMMP | DIÁRIO NOTÍCIAS | 31.08.2008
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Já vi advogados e solicitadores rejubilarem com as competências notariais
que, há algum tempo o legislador lhes vem atribuindo e que culminaram, agora,
com a entrada em vigor do Decreto Lei n.º 116/2008, de 4 de Julho. ”E agora é
que vai ser!…” dizem uns, e outros “as coisas vão ficar mais fáceis! …”
Tenho constatado, no entanto, devido à profissão que exerço, que tais
afirmações são feitas, na maioria dos casos, pelos mesmos que não sabem fazer
um reconhecimento presencial de assinatura, ou a rogo e que fazem outras
barbaridades que, por deontologia profissional, não posso nem devo revelar.
Rejubilo por isso com as palavras de ”Zé Pacóvio” a quem querem
transformar em “Zé Notário”. Não sei qual é a opinião das Ordens dos Advogados
e dos Solicitadores, mas reconheço que ainda há juristas sérios e responsáveis.
Valerá a pena, neste sentido, realçar aqui o comentário de um dos nossos
leitores.
P. Alves
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«É verdade que com as recentes alterações legislativas o princípio do trato
sucessivo foi mandado às malvas em se tratando de partilhas de heranças
(refiro-me. obviamente, aos casos em que do acervo hereditário façam parte nem
devo prédios descritos e com inscrição de aquisição a favor de outrem que não o
autor da herança), significando que em tais casos o documentador não está
sujeito ao princípio da legitimação e o título da partilha será também um meio
para estabelecimento de um novo trato sucessivo a partir do titular inscrito
que, diferentemente do que sucede nas justificações, não será notificado, nem
prévia, nem posteriormente, de coisa nenhuma?
Se assim for, haverá por aí alguma alma caridosa que expique a “ratio” da
inovação a esta “besta” (eu), que sendo jurista há mais de 40 anos (do tempo em
que só havia 2 Faculdades de Direito, as de Lisboa e de Coimbra e ninguém
obtinha licenciaturas manhosas) não consegue descortinar o fundamento desta
distorsão daquele princípio basilar de qualquer sistema de registo de direitos digno
desse nome.»
Zé Pacóvio
« PS: Uma anterior intervenção minha neste simpático blog motivou a injusta,
mas não injuriosa, suspeita de eu usar nome falso, pois a minha graça seria mais
precisamente Zé Notário,coisa que, manda a verdade que o diga,de facto não sou,
mas que ”exaro” que muito me honraria ser, pois é uma classe que muito
respeito e onde ao longo da minha vida profissional conheci juristas de primeira
água;porém, bem vistas as coisas, acabo por andar perto de o ser (Zé Notário),
digamos que por inerência, porque o legislador, há que o reconhecer, se tem
desunhado para me tranformar em tabelião, tantas e tão variadas têm sido e por
certo continuarão a ser, as competências notariais que, sem que eu lhe peça, me
tem vindo a delegar … vá-se lá saber porquê!
Chinesisses …»
POBRE POVO NAÇÃO DOENTE
Baptista-Bastos
escritor e jornalista
b.bastos@netcabo.pt

Impressionamo-nos com a crueza das imagens de brutalidade mas, a seguir, admitimo-las
porque nos resignámos. Criou-se a mentalidade difusa, volatilizada, de que esta realidade
é a concepção subjacente da “modernidade”. Oculta-se a verdadeira razão:
o capitalismo contemporâneo criou um indivíduo que recusa e resiste a qualquer forma
de compromisso.Os laços sociais foram destruídos e o homem “moderno” encerra-se
em si próprio, indiferente não só ao “outro” como relapso aos assuntos públicos.
As esferas estão demarcadas. Se, num lado, os guetos não ocultam a injustiça e são
alfobres de ressentimento, resultantes das deformações sociais, no outro lado estão os
condomínios fechados,que multiplicam as fronteiras entre dois mundos distintos. O que se
entrevê como protecção transforma-se em couraça.
As classes dirigentes alteraram, dramaticamente, os espaços de aproximação afectiva.
Vivemos num país, numa sociedade, que ignora o conceito de comunidade e de partilha
para se converter numa massa esvaziada de substância.
A “prevenção” do crime está certa. Mas as declarações nesse sentido, proferidas por
responsáveis da “segurança”, desembaraçam-se de qualquer desejo de análise e de
racionalidade. “Mais polícia” é paliativo; não é solução. A desumanização social, a
deformidade e a abjecção que se encontram na natureza do sistema ganharam raízes
na cultura dominante. A desigualdade na distribuição da riqueza é afrontosa. Os jornais
informam que aquele multimilionário superou, em fortuna acumulada, aqueloutro; que
“gestores” auferem reformas sumptuárias após meia dúzia de meses de exercício de funções;
que a fuga aos impostos é uma prática só possível, e permitida, aos ricos - como se o valor
de uma pessoa fosse, claramente, inferior ao de outra.
Dostoievski ensinou que o crime compensa. Raskolnikov é, unicamente, castigado pelo
remorso. Sentimento que me não parece muito comum entre aqueles indicados. Henri Michaux,
poeta de que gosto muito, autor, aliás, de um pequeno livro, Equador, este, sim, maior,
escreveu: “Só lutamos bem por causas que nós próprios modelamos e com as quais nos
queimamos ao identificarmo-nos com elas.”
O português não é mobilizado porque
é constantemente desprezado. | Os momentos difíceis e as problemáticas actuais do foro registral, fazem-nos
fujir do pesadelo de, diariamente, termos de aplicar uma “reforma” da qual
discordamos em muitos dos seus aspectos, já que, nós mesmo, não sabemos o
que fazer face à invenção de contraditórias regras registrais.E …fiquemos por aqui.
Continuemos no mundo do sonho, na arte da sugestão ! …
Tudo dar e não esperar receber
É o que devemos fazer na vida
Mas há, e para quem tudo ter,
Seja a meta mais preferida
Sabe bem ter consciência calma
Sinceros e limpos sentimentos
As mãos devem abrir a palma
Dar sempre sem ressentimentos
Sei que há quem não me entenda
Ninguém compreende sem sentir
Só vê interesses, anda distraído
Mas Deus deu-me esta prenda
Que meus desgostos pode diluir
Guardo-a comigo, levo-a ao partir
J.C. Pacheco Alves (Setúbal,10 de Março de 2001)
Um mês depois da entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 116/2008, de 4 de
Julho,sem menosprezarmos a ideia de que era urgente fazer reformas no sector
do registo predial, ideia, alíás, aceite na generalidade pelos profissionais dos
registos, já será possível tirar algumas conclusões. Não é isso, no entanto,
que vamos por ora fazer. Em nome da decência e da ética achamos que não é
ainda o momento para tal. Muitos dos profissionais dos registos encontram -
se em descanso, que penso merecido, mas quem ainda não foi de férias,
concerteza, já se deve ter apercebido do autismo, do pouco conhecimento
que o legislador tem da realidade.Basta atentar na nova maneira, ou novo
conceito de tabelar os actos de registo … é aterrador … é de bradar aos céus.
Como dizia o outro ”eu quero ir para a ilha! … Deixei-me ir para a ilha!…”
Mas deixemos o pesadelo … Voltemos à poesia! …
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Ai se eu fosse menino…
Se eu fosse criança…
Nesta Primavera,
Sofregamente, eu correria pelos campos fora
No ervaçal me envolveria
E por entre pampilhos e leitugas
Me deliciaria com o sabor acre das azedas
Ai se eu fosse menino!
Ai se eu fosse criança!
Nesta Primavera ,
Me embrenharia por entre o cheiro forte
Da urze, do rosmaninho, das giestas e carquejeiras
E removendo a terra bem junto das estevas
Deleitar- me- ia com o resinífero sabor de pútegas
Ai se eu fosse … Se eu fosse menino!…
Nesta Primavera ,
Pediria, Mãe … hoje não …
Hoje não me mandes deitar a água da presa…
E …vestido com a minha nudez,
Perto do bater da roupa pelas lavadeiras, e das barrelas
No Portal do Meio, nas suas águas turvas me refrescaria
E bem já pela tardinha …
Nas covinhas da rua de terra batida,
Com os outros meninos, ao berlinde brincaria.
J. C. Pacheco Alves (Setúbal,12 de Junho de 2000)

Aos que escolheram o mês de Agosto para descanso, desejamos boas férias
e aos que continuam na saga registral, depois da entrada em vigor do Decreto-Lei
n.º 116/2008, de 4 de Julho, um bom trabalho.
Deixamos aqui, no entanto, uma questão registral para reflexão: a questão
do princípio trato sucessivo e que urge clarificar, relacionada com o número 2
do artigo 34.º. Qual o seu campo de aplicação? Será aplicável apenas aos prédios
não descritos, ou descritos sem qualquer inscrição em vigor?
Setúbal, 10 de Agosto de 2009.
J.C. Pacheco Alves
Aprobó las oposiciones tras ’sólo’ un año y diez meses de preparación
26.07.08 -
- ¿De dónde le viene el interés por el Registro de la Propiedad?
-En un primer momento tenía pensado hacer las oposiciones a Judicatura, como mi padre y mi hermana, pero conforme avanzaba en la carrera me di cuenta de que no me satisfacía del todo. El cambio definitivo de opinión se produjo como consecuencia de una charla con un amigo de mis padres, que al final ha resultado ser mi preparador, en la que me habló de la profesión de Registrador y me aproximó explicándome qué hacían.
-¿Y qué fue exactamente lo que le convenció?
-Mi preparador me hizo ver, con tres aspectos muy importantes para mi, que esta profesión tiene una buena dosis de responsabilidad, una gran independencia, y que además se trata de una labor estrictamente técnica como profesional del derecho.
-¿Cuál es su secreto para ser el Registrador de la Propiedad más joven de España?
-¿Suerte! (risas), es broma, evidentemente tienen que influir otro tipo de factores, si bien es cierto y ahora sí que hablo muy en serio, cuando digo que mi padre tiene un ‘truco’. Se trata de un sistema de preparación muy definido y consolidado, de hecho mi hermana también consiguió aprobar sus oposiciones en menos de dos años. Ahora bien, no me puedo olvidar de mi preparador que ha sido verdaderamente la clave en todo esto; las largas discusiones que manteníamos tras ‘cantar’ los temas diariamente, me han servido para comprender la globalidad de la materia y así asimilarla en menos tiempo.
-¿Y cómo se siente?
-Estoy tremendamente feliz. Entienda que ahora voy por la calle y me doy cuenta de que mañana no tengo que levantarme a estudiar. Le aseguro que es una situación sensacional para mí, sobre todo después de la carga de presión y tensión que he tenido durante estos casi dos años. Y respecto a ser el más joven, simplemente me parece algo anecdótico pero para serle sincero…se lo contaré a mis nietos (risas).
-A pesar de haber aprobado a la primera, habrá sido muy duro.
-Claro que lo ha sido, es una gran cantidad de materia la que hay que conocer y además la exigencia endurece aún más el proceso. Sin embargo,por suerte, la cantidad de horas diarias de estudio ha sido menor de lo que me imaginaba, pero aún así ha llegado a las ocho cada día durante un año y diez meses.
-Y sin embargo ha tenido que aprenderse entre otras muchas cosas, los cerca de 2.000 artículos que tiene el Código Civil…
-¿Eso para empezar! Aunque mejor ni le detallo todo el temario porque estaríamos horas…
-Ahora sólo le falta conocer su destino.
-Sí, aunque antes queda hacer la jura del cargo y a continuación tomaré posesión en el Registro que me toque, aunque eso será más o menos en noviembre.
-¿Y hasta entonces que tiene pensado hacer?
-No dude de mi elección: ¿Descansar!
01 Aug
Posted by: J.C.Pacheco Alves in: Uncategorized
| Da Revista Digital In Verbis e da autoria de Orlando Maçarico ( advogado) e com o título “ ainda a propósito da corrupção, também intelectual”, extraimos o seguinte artigo de opinião. =========================================================================== |
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«Em alguma intelectualidade portuguesa, que poderia funcionar como contra-estimúlo, como Pode também ser lido em http://www.inverbis.net/ |