![]() |
![]() |
![]() |
| A crise, a todos os níveis, que grassa no país, agravada pelas crescentes desigualdades entre os portugueses,está na origem da onda criminal que avassala o país.Cremos também que ela é fruto da desautorização e da demagógica sementeira efectuada pelas forças políticas que ao longo dos anos nos têm governado . Como diz o ditado: “quem semeia ventos colhe tempestades”. ================================================================== 31-Agosto-2008 |
|
|
Os problemas de segurança que enfrentamos estão, antes do mais, ligados ao tipo de
sociedade que se construiu nos últimos anos. Já parece, contudo, correcto afirmar, sem riscos de demagogia, que o sentimento de insegurança, de impunidade, de desmotivação das forças de segurança e de inutilidade do sistema judicial tem muito a ver com os efeitos das reformas das leis penais. O resultado querido e aplaudido pelo Governo foi, no entanto, alcançado: a redução em mais de 50% dos presos do País. Mais do que através das normas do Código de Processo Penal esse resultado foi, contudo, obtido por via da interpretação legal obrigatória de tais normativos imposta ao Ministério Público pela Lei da Política Criminal. «Os problemas de segurança que enfrentamos estão, antes do mais, ligados ao tipo de sociedade
que se construiu nos últimos anos. À insegurança das ruas somam-se muitas outras: a precariedade do trabalho, o desemprego, a saúde, a redução de reformas, as péssimas soluções urbanísticas,os graves problemas da escola pública. Tudo, em conjunto, vem desestruturando a sociedade, os valores de responsabilidade e a solidariedade social, o brio profissional, a possibilidade da sobrevivência das famílias (quaisquer que elas sejam), enfim, o que permite a segurança de uma vida social responsável, pacífica e movida por valores de progresso. ANTÓNIO CLUNY | PRESIDENTE SMMP | DIÁRIO NOTÍCIAS | 31.08.2008
Difícil é, por isso, reduzir as causas da actual crise de segurança às reformas das leis penais: É verdade que algumas foram ditadas mais pelos preconceitos exasperados que certos processos Mas, até pela falta desses estudos sobre a delinquência, não é honesto dizer que a crescente Já parece, contudo, correcto afirmar, sem riscos de demagogia, que o sentimento de insegurança, Poder-se-ia dizer ainda que não era possível prever tais efeitos. Mas muitos práticos, académicos, O resultado querido e aplaudido pelo Governo foi, no entanto, alcançado: a redução em mais de Mais do que através das normas do Código de Processo Penal esse resultado foi, contudo, obtido Só quem não se lembrar da polémica então ocorrida e não tiver lido os artigos 13. º e 15.º dessa Foi por causa dessas excêntricas, rígidas e desadequadas normas de interpretação desse Código Foi essa orientação do legislador que, numa interpretação arrojada do artigo 20.º da mesma lei,o O problema da incongruência destas leis e dos efeitos que elas potenciam não se resume apenas Ela reside, essencialmente, no facto de nunca se terem criado verdadeiras condições legais e de Os delinquentes acabam, assim - eles próprios - inexplicavelmente soltos e crescentemente Nisto consiste parte da incongruência da reforma do nosso sistema penal e judiciário. Aqui, mais do Mas, note-se: nem o Ministério Público nem os juízes são órgãos de segurança. Nunca, apesar dos Tal confusão, de resto, subordinaria os valores da justiça aos valores da segurança e isso é |



