Sobre os professores e a sua luta, e não a querendo nunca por em causa, transcrevemos aqui apenas um pequeno extracto do artigo publiado no “Correio da Manhã” de hoje (8-12-2008) da autoria de Francisco Moita Flores. Deixamos, no entanto, as perguntas: Mas sobre outras classes profissionais da administração pública, sobre outros desmandos, sendo tantos, alguém diz alguma coisa? A imprensa vai dando notícias do que verdadeiramente se passa ?Será que os outros profissionais não são avaliados? O modelo da sua avaliação, nunca discutido, está correcto? Então, não seria bom para a democracia, que os jornais e seus jornalistas investigassem o porque do amorfismo em que vivem mergulhadas tantas outras classes profissionais dos serviços públicos?
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“Numa sociedade que se quer desenvolvida, os professores são o instrumento mais poderoso de transformação. A classe que mais de perto determina a capacidade, a formação e o desenvolvimento das nossas crianças. Deve, pela sua importância social, ser tratada com o respeito que a sua função merece e aquilo que temos vindo a assistir é a um processo de humilhação que não é razoável num Estado democrático. Não admira a situação de pré-insurreição que se vive. Alguma humildade democrática faria bem a esta maioria absoluta. No caso dos professores, definitivamente o Ministério perdeu a razão.”
Arquivo para Dezembro, 2008
A falta de respeito e a humilhação
Segunda-feira, Dezembro 8th, 2008O TIO SAM E AS HIPOTECAS PODRES
Sábado, Dezembro 6th, 2008Nem tudo o que é bom para os Estados Unidos é bom para o mundo. E a lição foi dada, “entre outras delícias, como refere Sérgio Jacomino, Registador Brasileiro, com o lixo tóxico decorrente das hipotecas podres que foram exportadas pelo Tio Sam. Texto integral em http://www.registradores.wordpress.com/
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Entre outras podres delícias, o Tio Sam exportou para o mundo a crise decorrente das suas hipotecas podres.
Foi a primeira fissura no imaginário ingênuo daqueles que ainda acreditavam, em pleno século XXI, que o que é bom para os EEUU é bom para esta Selva de Papagaios.
Falo do seu sistema registral - com o perdão da expressão - em que tudo parecia ser muito simples, rápido, eficiente e econômico. Para muitos dos que atuam no mercado imobiliário tupiniquim, os modelos de securitização e sua base jurídica de segurança estrutural - sistemas de seguros de títulos e registros administrativos - eram tudo de bom.
“Amo tudo isso” - dizia o empolgado colega do crédito imobiliário, entre um Mac e uma taça generosa de café, macaqueando os players da Fannie Mae and Freddie Mac. Para ser moderno basta acreditar nessas entidades e apostar na roleta de ações.
Pena que tudo isso deu sumiço e ruiu ruidosamente. Tudo muito ruim, seu moço!
Mas pra quem não conhece muito bem o sistema registral, com o abuso da expressão, recomendo a leitura da patética reportagem do Daily News, edição de 2 de dezembro de 2008- It took 90 minutes for Daily News to ’steal’ the Empire State Building.
Inacreditável: venderam o Empire State Building! E com o apoio de um “notário” - notaram como uma vez mais é preciso metaforizar esta prosa?
Os 102 anos de história testemunharam o simulacro que consumiu alguns poucos minutos - preenchimento de formulários, atuação de notário e pimba! tudo muito simples, rápido, eficiente e econômico.
Pena que nada disso é seguro. Mas afinal, em tempos pós-modernos, em que tudo que é sólido desmancha no ar, em que a realidade é surpreendida por seus arremedos tecnológicos, para que segurança?
Depois de tentar, arriscar e fracassar, tente de novo: game over!
(Vale a pena ler a nota publicada no Último Segundo).
Contestado o critério da quantidade
Quinta-feira, Dezembro 4th, 2008![]() |
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| 04-Dez-2008 | |||||
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Durante a sua tomada de posse como presidente do Tribunal da Relação de Évora, o juiz desembargador Manuel Nabais contestou, que a “quantidade”, ao invés da “qualidade”, seja o “critério preponderante” de aferição do trabalho dos juízes, transformando-os “em meros operadores judiciários”.
DIÁRIO DE NOTÍCIAS | 04.12.2008
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O DESPACHO
Quarta-feira, Dezembro 3rd, 2008
Publicamos sem comentários, e repetimos, sem comentários, o comunicado n.º 6 da ASOR e uma nota informativa do STRN sobre um dito despacho do IRN. Para além de pensarmos que encolher ombros será sempre o pior caminho, deixamos apenas aqui a pergunta: O que é que, face ao despacho, fez a ASCR?
SIADAP
COMUNICADO Nº6
A ser publicado nos termos do art.32 da Lei 84/99 de 19 de Março
Em face do despacho do Senhor Presidente do “IRN, IP” publicado às 11h e 19 minutos do passado dia 26 de Novembro na página electrónica daquele Instituto, denominado “SIADAP – Comissão Paritária”, a cuja leitura convidamos todos os Colegas por se tratar de matéria essencial ao processo de avaliação nos termos do art. 59º da Lei 66-B/2007 de 28 de Dezembro, a ASOR comunica a sua posição nos termos seguintes:
1. O despacho em apreço, pela exiguidade dos prazos que resultam do seu dispositivo e do desfasamento entre a data da sua prolação e da sua publicação (41 dias) é, por si só, um obstáculo intransponível para que se cumpra digna e democraticamente o procedimento eleitoral previsto na Lei 66-B/2007 de 28 de Dezembro;
2. Porque, como resulta da mais elementar experiência do menos avisado cidadão, é materialmente impossível iniciar a montagem e estruturação de um processo eleitoral desta natureza e vastidão no prazo de 3 dias úteis (27 de Novembro ao dia de hoje, 2 de Dezembro), num universo de 6500 funcionários e em todo o País, para que se conclua até 10 de Dezembro;
3. Porque o despacho em apreço prima por ser incompreensível e irrazoavelmente tardio, bem como irremediavelmente contrário a todos os princípios definidos no art.5º da lei em causa;
4. E impeditivo do cumprimento da al l) do supra citado art. 5º: “ Participação dos dirigentes e dos trabalhadores, nos termos previstos na presente lei”,
A ASOR faz pública a sua mais veemente denúncia e o total repúdio pelo teor do despacho do Senhor Presidente do “IRN, IP”;
A ASOR demarca-se, pois, da orientação consubstanciada no referido despacho porque visa uma composição meramente administrativa de um órgão que a lei quis dotado de legitimidade representativa plebiscitada e deste modo antidemocrático, propício para soluções também elas administrativas sem a sindicância dos legítimos representantes dos trabalhadores dos Registos e do Notariado.
Sem prejuízo das acções que forem tidas por mais adequadas, esta posição será pessoalmente transmitida amanhã ao Senhor Secretário de Estado da Justiça que receberá em audiência a Direcção da ASOR bem como o Senhor Presidente do “IRN, IP”.
A ASOR manterá os Colegas informados da evolução que sobre esta matéria se venha a registar.
Lisboa, 2 de Dezembro de 2008
A DIRECÇÂO DA ASOR
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Informa-se que após intervenção do STRN - Sindicato dos Trabalhadores dos Registos e Notariado, para clarificação do acto eleitoral para a Comissão Paritária, foi conseguido um entendimento junto do Exmo Sr. Presidente do
IRN, no sentido de alargamento de prazos inicialmente constantes do despacho de 16 de Outubro de 2008 e publicado em 27 de Novembro (SIADAP – Comissão Paritária).
O despacho sobre a comissão paritária irá sofrer as seguintes alterações, de acordo com as indicações que obtivemos do Sr. Presidente do IRN:
1. - Na alínea a) o prazo é alargado até ao dia 09 de Dezembro de 2008, e;
2. - A realização do acto eleitoral constante da alínea d) será no dia 19 de Dezembro de 2008.
NÃO DEIXES DE PARTICIPAR NA TUA COMISSÂO PARITÁRIA, LEMBRA-TE QUE ESTE É O ÓRGÃO DE RECURSO ANTES DA HOMOLOGAÇÃO DA TUA AVALIAÇÃO NO SIADAP.”
O Conselho Directivo Nacional
Os Juízes e a Reforma Penal
Terça-feira, Dezembro 2nd, 2008![]() |
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| 01-Dez-2008 | |
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Aos políticos, a Lei ou serve, e é para manter, ou não serve, e modifica-se.
O sistema penal está gizado para que aos juízes seja assacada o grosso da quota-parte da responsabilidade: 1) pela fragilização do sistema; 2) pela falência das politicas de justiça; 3) pela falta de destreza no manejamento dos instrumentos jurídicos que para os políticos serão sempre e a cada momento os mais adequados, avançados e aptos a fazer face aos desafios da (post)modernidade; 4) pelo atavismo na compreensão dos novos paradigmas que os deslumbrantes horizontes da globalização e do novo mundo das novas tecnologias de informação desvelam á cidadania. Dr. GABRIEL CATARINO | TEXTO INTEGRAL EM FÓRUM PERMANENTE JUSTIÇA INDEPENDENTE | 01.12.2008 |


