2008/03/28
Num mundo globalizado em que tudo parece girar à volta de objectivos ou resultados e sem contestarmos o facto de que qualquer organização terá de os ter, o que nunca poderemos aceitar é que nos comprimam o tempo para sentir e amar a vida. Talvez ... porque para alguns responsáveis políticos, importante são as suas próprias carreiras. Para muitos destes o que conta, não são as pessoas como membros das organizações ou instituições, porque desconhecem que os resultados, para além da racionalidade que sempre encerram, são fruto essencialmente do sentimento empenhado das pessoas. Num mumento particularmente difícil para a administração pública portuguesa, nomeadamente no sector dos registos, e em que pensavamos já ultrapassadas algumas sequelas do passado, os tique autoritários voltaram. E sendo meras cópias, mais malefícíos fazem aos agentes da administração por falta de conduta ou comportamento com genuidade própria. Reflectir é um gesto que fica sempre bem e á política e a muitos políticos falta -lhe a dimensão humana, essencial para sentir e amar os outros. E o problema da nossa sociedade está precisamente aqui. Ela só avançará quando, solidariamente, soubermos dar as mãos, quando aprendermos a amar. Tudo o resto são tretas ! ... Acreditem ! ...
Era uma vez uma aldeia onde viviam dois homens que tinham o mesmo nome: Joaquim Gonçalves. Um era sacerdote e o outro,taxista. Quis o destino que morressem no mesmo dia. Quando chegaram ao Céu, São Pedro esperava-os.
- "Não pode ser! Eu conheço o outro senhor. Era taxista, vivia na minha aldeia e era um desastre! Subia os passeios, batia com o carro todos os dias, conduzia pessimamente e assustava as pessoas. Nunca mudou, apesar das multas e repreensões policiais. E quanto a mim, passei 75 anos pregando todos os domingos na paróquia."
2008/03/26
«OS RECOLECTORES»
NB: PELO HUMOR QUE REVELA, VALERÁ A PENA LER O ARTIGO QUE AQUI TRANSCREVEMOS DA AUTORIA DE JOÃO GONÇALVES E QUE PODERÁ SER LIDO TAMBÉM EM http://portugaldospequeninos.blogspot.com/
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«Na Índia existe uma espécie de infra-casta que é designada profissionalmente por recolectores. Os recolectores andam pelas ruas, com umas cabaças à cabeça, e dedicam-se a - como o nome indica - "recolher" os dejectos que as castas mais elevadas aliviam ao ar livre. Faça chuva ou sol, os recolectores lá vão, na sua azáfama diária, com aquilo com que ganham o ordenado e que, em dias de tempestade, acaba por lhes escorrer pela cara abaixo. O governo português e a Ordem dos Advogados criaram a sua pequena "casta" de recolectores, desta feita de multas. Depois de ter desbaratado a defunta DGV, o governo percebeu que andava a perder dinheiro com multas enfiadas em processos que pararam. Com o concurso da Ordem, trinta e dois advogados vão "separar um mínimo de 1000 processos por dia, e fazer pelo menos 30 propostas de decisão diárias", sendo cada proposta "paga a 1,67 euros e cada lote de processos separados vale 50 euros." Se um jurista recolector cumprir um daqueles objectivos ganha no fim do mês cerca de 1050 euros. Sobre isto incidem os habituais descontos legais. Candidataram-se a esta edificante tarefa, para já, cerca de setecentos advogados. Considero que a profissão de advogado possui uma dignidade específica, inconfundível com esta bizarra "missão", tipicamente estadual, de evitar que multas, cuja legalidade na sua emissão é muitas vezes duvidosa, prescrevam. Todavia, no país das "novas oportunidades", em que tudo está a ficar cada vez mais insuportável, tudo é possível. Por isso não admira que os "mais qualificados" acabem a apanhar a porcaria dos outros.»
PUBLICADA POR JOÃO GONÇALVES EM 25.3.08
2008/03/22
BOA PÁSCOA
A vida não deixa de ser o caminho que vamos caminhando. De sentido e vivência agnóstica, mas de educação profundamente católica, mantemos grande respeito por toda a simbologia que herdamos do judaísmo e mais, concretamente, do cristianismo. E a RESSURREIÇÃO de JESUS CRISTO e toda a alegoria que representa, ressuscita em nós a esperança do renovamento da vida. Apesar da inquietude existencial, e que se coloca hoje à escala global, teremos de acreditar na renovação e ter esperança no desabrochar de um novo olhar perante a vida e o mundo.
Feliz Páscoa! …
Setúbal, 22 de Março de 2008.
J.C.Pacheco Alves


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