REGINOT - A actualidade, os Registos e o Notariado

Espaço aberto à livre opinião sobre a actualidade, a cultura, os registos e o notariado.

Archive for January, 2009

VIVER EM PORTUGAL

VIVER EM PORTUGAL


Baptista-Bastos
Escritor e jornalista - b.bastos@netcabo.pt

Andamos todos ressabiados. Invejamo-nos, desprezamo-nos; se os outros não tiverem defeitos, inventamo-los; deixámos de ser transeuntes, cidadãos: trespassamo-nos com a indiferença, o ressentimento e o ódio. A notícia da prisão deste ou daquele, banqueiro ou vizinho, amigo ou inimigo, lança no nosso íntimo uma alegria obscena. Não vivemos - existimos no pequeno mundo de obcecações que nos cegam. Que nos aconteceu? Quem nos roubou a humanidade que permite a clarividência e a energia necessárias para suportar a adversidade, a mentira, a infâmia? Tudo nos conduz e nos empurra para um futuro ainda mais amargo, mais confuso e ambíguo do que este presente. E, no entanto, é preciso perceber que o comportamento individual pode responder às exigências dos grandes compromissos e das grandes fidelidades. Todos os dias as notícias são medonhas. Todos os dias tomamos consciência de novas verdades, de novas mentiras e de constantes tentações para a irresponsabilidade. Aquele vai embora e nem um breve aceno lhe concedemos. Aqueloutro foi despedido e a nossa impassibilidade é um muro gelado. Que fizemos de nós? Nós, que somos a nossa própria criação e a criação do outro. Foi esquecida a condição de todos, que considerava a condição de cada qual. As coisas revolutearam confusamente; mas as coisas não aconteceram por acaso. Não conseguimos manter intacto o que era fundamental. E estamos envolvidos numa perplexidade sem limites que provoca desassossegos desnecessários.

Bom. Não gosto daquilo que o eng.º José Sócrates representa, dos caminhos ínvios para os quais conduziu a pátria e nos compeliu. Porém, ele é o resultado da nossa imaturidade e da nossa atonia cívica e ideológica. Sócrates não tem convicções. Nós, também não. Vogamos ao sabor das contingências. Sócrates, obcecado pelo seu destino individual, tripudiou sobre o nosso futuro comum. Não gosto dele porque nos fez admitir a política do irremediável. Porém, este caso do Freeport fez-me reflectir sobre a natureza da indignidade e os fundamentos da sordidez. Nos últimos três anos, o homem foi acusado de forjar uma licenciatura, de ser homossexual (uma acusação abjecta, com remetente conhecido) e, agora, de estar envolvido numa tecelagem de corrupção. A história escora-se numa trama obscura, mas o estilo caracteriza a procedência. Não pertenço à matilha. As desprezíveis fugas de informação parecem obedecer a um calendário político. Seria Sócrates muito tolo, e não o é, acaso se se deixasse enredar numa teia tão rudimentar e insensata quanto os noticiários no-lo revelam. Creio que esta ruideira não o afectará politicamente. Lembram-se da campanha contra Sá Carneiro? Viver em Portugal é perigosíssimo. |

   D. de Notícias 28.01.09

        

BREVES NOTAS RESULTANTES DA SEXTA ALTERAÇÃO AO REGIME JURÍDICO DA URBANIZAÇÃO E DA EDIFICAÇÃO

Lei nº. 60/2007, de 4 de Setembro

 

          Entraram em vigor, no passado dia 3 de Março, um conjunto de alterações ao regime jurídico da urbanização e da edificação, ao DL nº 555/99, de 16 de Dezembro.

         Com as breves notas que se seguem, pretendemos tão-somente lançar pistas que permitam um debate profícuo entre Colegas por ocasião do 25º Encontro de Monsaraz.

====================================================

         Logo a abrir e na múltipla factualidade do artº 2º - Definições, deparamos com:

 

         2º, c): quanto às obras de reconstrução passaram a ter um enquadramento autónomo “as obras de reconstrução sem preservação das fachadas” (actual alínea c), do nº 2) e as “as obras de reconstrução com preservação das fachadas” (actual alínea n) do nº 2 – aditada).

         A anterior alínea c), não distinguia, englobava ambas as situações.

         As segundas passam a estar isentas de licença administrativa (ver artº 4º, nº 2, d) e 6º, nº 1, c) e nº 3), embora sujeitas ao regime de comunicação prévia.

 

         2º, i): quanto às operações de loteamento foi retirada a menção ao emparcelamento.

         O fraccionamento e o emparcelamento de prédios rústicos são objecto de regulamentação própria no C. Civil – artºs 1376º a 1382º.

         Mesmo antes desta alteração legislativa, embora a epígrafe do artº 50º, que se manteve, falasse apenas em “fraccionamento de prédios rústicos”, o seu conteúdo não podia deixar de ter em atenção o disposto nos DL nºs 384/88, de 25 de Outubro (regime do emparcelamento rural) e 103/90, de 22 de Março (regime do emparcelamento e fraccionamento de prédios rústicos).

         É matéria diversa, autónoma, e como tal com enquadramento jurídico próprio.

 

         A constituição de lotes destinados, imediata ou subsequentemente, à edificação urbana e quando resulte da divisão/junção de vários prédios, pressupõe naturalmente o “emparcelamento” desses vários prédios.

         Atendendo ao fim último, à divisão em vários prédios, a operação inicial de “emparcelamento”, é condição sine qua non da operação final, a de loteamento e como tal deve seguir as regras deste.

         Com esta opção, eliminando a menção ao emparcelamento, cremos que o legislador foi sensível à resolução de uma querela interpretativa, a qual, numa das suas vertentes e com todo o apoio resultante da letra da lei, incluía no conceito de loteamento a mera anexação de dois prédios.

         Pode ler o texto integralmente em clique    

ACTOS DO REGISTO PREDIAL COMPROMETIDOS

22-Jan-2009

Segundo a Ordem dos Notários, o registo predial bloqueou ontem a nível nacional, entre as 11h e as 16h. Deixaram de ser emitidas certidões, mesmo em papel, (por ordem do Presidente do IRN, com alertas no próprio sistema informático) porque se deram conta de que estavam a desaparecer inscrições (por exemplo, hipotecas). Este problema atingiu também a Casa Pronta.


Em comunicado, o Ministério da Justiça declarou hoje ser falsa a afirmação de que exista qualquer anomalia com o registo predial on-line. Defende que informação é permanentemente actualizada e que nesta fase inicial poderão ser levadas a cabo pequenas intervenções técnicas para melhorar o desempenho das aplicações informáticas.

Face às afirmações do Ministério, a Ordem dos Notários faz notar que, contrariamente ao disposto em comunicado, o registo predial bloqueou ontem a nível nacional, entre as 11h e as 16h.

Deixaram de ser emitidas certidões, mesmo em papel, (por ordem do Presidente do IRN, com alertas no próprio sistema informático) porque se deram conta de que estavam a desaparecer inscrições (por exemplo, hipotecas). Este problema atingiu também a Casa Pronta. Por exemplo, ontem, num procedimento na Casa Pronta de Valongo, as pessoas tiveram de vir embora, sem certidão do registo.

A juntar a esta situação outros problemas graves mantêm-se: as conservatórias não fazem registos que tenham por base pedidos on-line porque não conseguem visualizar e aceder no sistema aos documentos digitalizados inseridos com o pedido. Realce-se que a validade dos contratos feitos por advogados e solicitadores depende do depósito electrónico dos documentos no sistema, aos quais não se consegue aceder.

Os pedidos de registo feitos on-line desde 2 de Janeiro ainda não foram efectuados, apesar de decorrido o prazo para estarem concluídos. Neste momento a divergência de datas das apresentações (pedido on-line / registo de entrada do pedido no sistema) é menor, cerca de 24 horas. No entanto, nesse período continua a ser possível fazer passar ao balcão um registo à frente de outro já pedido anteriormente on-line.

A bastonária, Carla Soares, defende que o executivo quis cumprir prazos a todo o custo, sem testar o sistema, sem cuidar dos pormenores da sua concepção e, sobretudo, sem acautelar a segurança dos portugueses,

Ordem solicita reunião com ITIJ para apoio na resolução das deficiências do sistema

Embora a Ordem dos Notários tenha estado em permanente contacto com o Instituto das Tecnologias da Informação na Justiça (ITIJ) no sentido de ajudar a ultrapassar os problemas e de reportar todos os entraves que surgem na óptica do utilizador, o feedback da evolução da resolução dos mesmos problemas não tem sido dado.

O ITIJ não agenda reunião com a Bastonária, embora já o tenha garantido, pondo como condição reunião prévia com o Ministro da Justiça (ocorrida dia 13). A reunião que finalmente se conseguiu agendar para a semana passada foi desmarcada de véspera. A Ordem oficiou novo pedido de reunião, sem resposta até à data.

ORDEM DOS NOTÁRIOS | 22.01.2009

 

Os bons e os maus

  criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
21-Jan-2009
As relações entre a justiça e os media continuam a ser alimentadas por uma rede de opacidade, com altos e baixos e com uma fricção e um ruído que minam as suas virtudes. Nesta complexa relação não existem inocentes. Não adianta, por isso, numa visão maniqueísta do Mundo, afirmar que a má Comunicação Social é aquela que está sempre a questionar o trabalho dos tribunais, a suscitar dúvidas, e que a boa é aquela que não interroga, não critica, aquela que só fala bem dos actos realizados pela Justiça.
 
Rejeito o perfil do jornalista que trata os juízes com reverência e com medo. Não quero, para o meu país, jornalistas sem alma e que não sejam livres na sua actividade.
 
É verdade que os jornalistas erram, excedem-se, por vezes, ofendem gratuitamente e violam as regras da sua profissão. Mas prefiro o erro de mãos livres e em liberdade do que o erro amordaçado pelo medo de errar ou condicionado por aquela velha máxima, de que “lá estão eles a invadir o espaço e a acção dos tribunais”, “lá estão eles a arvorar-se em decisores judiciais”; ou a “contribuir para o não-cumprimento das decisões judiciais”.
 
Culpar os media, a propósito do chamado caso `Esmeralda’, apelidando-os de “maus” e inocentando a justiça, “os bons”, faz-me lembrar a figura do peixe roncador do nosso Padre António Vieira: “Os roncadores, embora tão pequenos, roncam muito”; simbolizando a arrogância, a soberba a presunção. No chamado caso “Esmeralda” não há só bons ou maus, inocentes ou culpados. Todos andaram mal, mas quem tinha a obrigação maior de caminhar de forma segura, pacificando o conflito, era Justiça.
 
Já não convence ninguém tentar culpar os outros das nossas incapacidades e insuficiências, na arte de saber comunicar com os media com a sociedade. E também já cheira a bafio o pensamento que nos leva a continuai trilhar a estrada sinuosa pouco transparente da cegueira corporativa. Este é um percurso que já foi feito por outros que estão quase a sair de cena, e que deu os resultados que estão à vista. A Justiça só se faz respeitar se aceitar dar explicações sobre os actos que pratica, ainda que tenha de assumir o erro ou a falha.
 
Os tempos mudaram e muita gente dentro do sistema da justiça ainda não percebeu ou não quer aceitar. As demonstrações de fé, as verdades morais ou até os juízos proféticos de uma justiça sacrossanta, fechada no seu casulo, que persiste em ajudar na comunicação, informando e clarecendo dúvidas, têm os dias contados.
 
RUI RANGEL | CORREIO DA MANHÃ | 21.01.2009

Validade da Autenticação do documento particular


 

      O Dec. Lei 116/2008 de 4 de Julho, no artigo 22º (Disposições Finais) e número 2 do artigo 23º (referências a escritura pública), veio dispor, quanto a uma generalidade de actos, que os mesmos só são válidos se forem celebrados por escritura pública ou documento particular autenticado.

O mesmo diploma, no número 2 do artigo 24º refere que a validade da autenticação dos documentos particulares que titulem actos sujeitos a registo predial, está dependente de depósito electrónico desses documentos, bem como de todos os documentos que o instruam, sendo que os termos, o funcionamento e os custos associados a esse depósito seriam definidos em portaria do Ministério da Justiça.

Em 30 de Dezembro de 2008 foi publicada a Portaria 1535/2008, que veio regulamentar os requisitos e condições do depósito de documentos particulares autenticados que titulem actos sujeitos a registo predial.

No termos do número 1 do artigo 4º desse diploma ficam sujeitos a depósito electrónico os documentos particulares autenticados que titulem actos sujeitos a registo predial, nos termos do artigo 24º do Dec. Lei nº 116/2008, depósito, esse, que deverá ser efectuado pela entidade que procede à autenticação (nº 1 do artº6), a qual, que fica dispensada do registo em sistema informático previsto na Portaria 657-B/2006 de 29 de Junho
( Advogados e Solicitadores) e que deve ser efectuado na data da realização da autenticação do documento particular (nº 1,  artº 7).

       Tal obrigatoriedade, do depósito imediato, é apenas excepcionada nas situações em que, em virtude de dificuldades da plataforma electrónica, não seja possível realizar esse depósito, caso em que tal facto deverá ser expressamente mencionado em documento instrutório a submeter, devendo o depósito ser efectuado nas 48h seguintes.

         Importa assim reflectir sobre as seguintes questões:

         Caso o depósito electrónico venha a realizar-se em consequência de problemas/dificuldades da plataforma electrónica no prazo de 48 horas, a sua validade não fica posta em causa, apenas prevalecendo a data da autenticação, e não do depósito, para efeitos de contagem do prazo para a promoção do registo (nº 3 artº 7).

         E, ainda, no caso de dificuldades da plataforma electrónica, venha o depósito a realizar-se no prazo de 72h ou um mês?

         E, se não havendo qualquer dificuldade na plataforma electrónica venha o depósito a realizar-se no prazo de uma semana?

        Parece que em ambos os casos a validade da autenticação fica posta em causa, e em consequência a do próprio documento, pois deixa de ser documento particular autenticado, sendo o contrato ou negócio subjacente nulo por falta de forma.

        Ou será que poderá ser dada outra interpretação?

 

Faro, 16/01/2009

Cristina Cunha Gomes

 

«O que mais me preocupa é o silêncio dos bons»

Tal como Martin Luther King

“O que mais me preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem carácter, nem dos sem moral. O que mais me preocupa é o silêncio dos bons”.

Conservadora Registo Civil de Gondomar em prisão preventiva

criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
12-Jan-2009
A conservadora do registo civil de Gondomar é uma das seis pessoas a quem foi decretada ontem a prisão preventiva no âmbito da operação desencadeada na madrugada da passada sexta-feira para desmantelar uma rede que prometia a realização de falsos casamentos com vista à legalização de imigrantes.
A detenção da conservadora pela Unidade Nacional Contra o Terrorismo (UNCT) da Polícia Judiciária foi confirmada por despacho do juiz Carlos Alexandre, do Tribunal Central de Instrução Criminal, no termo do primeiro interrogatório dos 12 arguidos da rede que se dedicava a promover os “casamentos brancos”. Ficaram também sujeitos a prisão preventiva outros cinco arguidos detidos, entre os quais três paquistaneses, suspeitos de liderarem o grupo envolvido na legalização de compatriotas seus, e um funcionário da segurança social.
 
A partir de hoje, o registo civil de Gondomar fica sem a licenciada responsável por suspeita de conivência com aquele grupo envolvido no auxílio à imigração ilegal, através da realização de mais de 300 “casamentos brancos”, em que a noiva aceitava intervir a troco de quantias que oscilavam entre os 500 e os 2500 euros. Tratava-se de mulheres de condição humilde, algumas das quais terão sido ainda aliciadas para participarem em actos semelhantes em outros países da União Europeia (UE).
 
O matrimónio simulado abria aos imigrantes clandestinos as portas de acesso a documentos portugueses, nomeadamente passaportes, que lhes facilitavam a circulação no interior da UE e em outros países que dispensam visto a cidadãos com documentos comunitários. A rede não se dedicava a promover aqueles falsos casamentos, como também estaria envolvida no tráfico de outros documentos necessários para a legalização de imigrantes clandestinos oriundos do Paquistão.
 
O funcionário da segurança social, que prestava serviço na região de Lisboa, é suspeito de facilitar documentação da instituição aos elementos da rede, que era depois utilizada pelos imigrantes nos processo de legalização.
 
O topo da pirâmide seria ocupado por três comerciantes paquistaneses residente na Grande Lisboa e dispunha ainda de capacidade para emitircontratos de trabalho falsificados, entre os imigrantes e empresas detidas por alguns dos detidos. Umas eram fictícias, mas outras, que estavam a debater-se com sérias dificuldades, terão sido adquiridas para funcionarem como biombo.
 
Em causa crimes de falsificação de documentos, corrupção e associação criminosa para auxílio à imigração ilegal e durante as investigações, que decorrem já há vários meses, chegou a ser equacionada a hipótese de a rede poder estar a ser utilizada por organizações terroristas para obter falsos documentos de identidade.
 
PÚBLICO | 12.01.2009

Comentarios ( IN VERBIS)  (11)add
… :Rosário Marques
Há qualquer coisa estranha na noticia…… à Conservadora não basta tão só apresentar os papeis correctos para que ela seja obrigada a realizar o casamento?

Se o pagamento máximo realizado é de 2000 euros, e cerca de mil vão para a “noiva”, além de toda a parte distribuída aos restantes intermediários, quanto seria a parte da Conservadora para que lhe pudesse interessar o assunto? Uns trocos?

Para que queria a conservadora meter-se nisso? Até tem bons ordenados……..

Lamento, mas parece-me que há qualquer coisa na história que não esta bem contada…

12.Janeiro.2009
… : Hi-Hi-no-Havai
É no que dá a desjudicialização desbragada e em curso com os políticos de meia tigela que temos. É no que dá tirarem estes e outros casos da tutela dos tribunais judiciais e entregarem-nos a pessoas sem formação adequada para os solucionar. Sem a intervenção dos isentos juízes, e de advogados idóneos (que também os há), ainda há-de ser muito pior. Já dizia Hobbes: “O homem é o lobo do homem”. Quem confia prima facie nas boas intenções dos “cargos”? Eu não, todo o cuidado é pouco. Parabéns ao Ministério Público (e à PJ) pela investigação e ao juiz pelo decretamento da prisão. Havendo indícios suficientes, é assim mesmo.
12.Janeiro.2009
… : Rosário Marques
Hi-Hi-no-Havai …. não entendo… a desjudicialização parace me que ocorre no divorcio.. já o casamento sempre foi atruibuição das Conservatórias.

Concordo inteiramente com a parte do havendo os indicios suficientes… só que a noticia não me dá qualquer palpite sobre quais sejam esses indícios…. apenas que diz que uma Conservadora fez… casamentos!

Parece-me que essa é a sua função, casar quem se apresenta para ser casado….

12.Janeiro.2009
… : Hi-Hi-no-Havai
Ó caríssima senhora Rosário Marques, antes de mais os meus respeitosos cumprimentos, mas acha mesmo que se a senhora conservadora se limitasse apenas a fazer casamentos, como diz, ficava em prisão preventiva? Com todo o respeito, não me parece que assim seja. Quanto ao seu primeiro parágrafo, com a pressa (e a ânsia) de atacar a malfadada desjudicialização creia que até me “esqueci” desse significativo pormenor. Pois é, os conservadores casam, e não os tribunais. Como diabo é que eu me fui esquecer disso? Os conservadores casam, agora também divorciam sem consentimento e qualquer dia decidem processos de inventário. Os conservadores das conservatórias do registo civil casam, Hi-Hi-no-Havai. Ai esta cabeça sempre nas praias e nas dançarinas do Hawai…
12.Janeiro.2009
… : Rosário Marques
“Ai esta cabeça sempre nas praias e nas dançarinas do Hawai…”

Pois faz muito bem, que é preciso, também, relaxar. É direito de tod@s.

Mas, continuo teimosa. Cá pra mim, @s Conservadores sempre tiveram como competência CASAR quem quer casar. E, apesar de hoje andar com a cabeça em muitos lados - infelizmente, não nas praias e nos dançarinOs do Hawai! quem me dera… - parece-me que não estou enganada quanto a isso…. smilies/undecided.gif

12.Janeiro.2009
… : Mimi
Não está de todo enganada, Dª Rosário Marques, cabe ao Conservador do registo civil organizar e celebrar o casamento civil. Não lhe cabe como é natural investigar se de facto o casal em questão tem um relacionamento verdadeiro.. Que me desculpem, mas não tarda nada os Senhores Conservadores vão passar a servir de colçhão daqueles que querem casar para se certificarem se o relacionamento é mesmo verdadeiro… Isto é cada uma smilies/grin.gif
12.Janeiro.2009
… : Mário Rama da Silva
Estou com a Dra. Rosário Marques. Há qualquer coisa mal contada na história ou só deixaram passar cá para fora o superficial. Porque alguém deixou passar detalhes cá para fora ou o jornalista é bruxo, soube em Gondomar e veio por aí abaixo.
Ora, desde que há casamento civil que é competência própria dos Conservadores celebrar os casamentos, face a um processo devidamente organizado. Eu, se fosse Conservador, cada vez que me aparecesse um estrangeiro de países terceiros passava a mandar o processo todo para o laboratório da PJ e eles que verificassem se havia algum documento falso.
Face à notícia, ou a Conservadora estava iniciando uma nova actividade ou foi ensarilhada na rede e dá jeito que assim fique o que nada desabona, em princípio, o Juiz que apenas aprecia os indícios que, diga-se de passagem, podem ser manipulados para que também caia na malha.
Uma curiosidade a propósito da obtenção de documentos nacionais: há uns tempos atrás (e provavelmente continua a ser assim) para um estrangeiro sem autorização de residência ter número de contribuinte as finanças mandavam-no ir ao banco pedir uma declaração a dizer que pretendia abrir conta (para o que era necessário o NIF), ele ia lá contar que precisava de abrir conta e o banco declarava que ele lá tinha ido com esse propósito, o que se afigurava verdadeiro e ninguém lhe pedia nada para isso. Munido da declaração ia às finanças e tinha o NIF. Mais tarde mandavam-lhe o cartão para a morada indicada por ele, independentemente de qualquer prova de que aí residisse. Dois casos de morada falsa conheço eu. Um aterrou na minha caixa de correio e outro na de um familiar próximo, noutra localidade, o que permite fazer uma ideia do número. E isto ainda não tinha chegado o Simplex.
12.Janeiro.2009
… : Barracuda
Oh rosarinho, as minhas desculpas! Ai se não fosse esse feminismo à flor da pele! Gostei tanto de a ler nestes comentários! É que tem toda a razão! Quais serão os pressupostos tidos como existentes para meter a senhora na cadeia por fazer casamentos brancos? Porque diabo teriam de lhe pagar fosse o que fosse, salvo por simpatia pela atenção especial? Se a papelada estava em ordem poderia negar-se? Muita coisa me escapa, mas isso não me admira. Estou habituado neste acampamento de ciganos (desculpem os da “etnia” dos morenos). Sabe que se for apenas porque a noiva recebeu uns euritos para se casar, ou seja se casou por interesse nos tais euritos mesmo se dispensada de consumação, vai haver prisões preventivas para muita gente e alguma muito fina. Sabe que há países europeus onde os noivos suspeitos de casamento para inglês ver recebem a visita de polícias na sua intimidade para ver se a caminha acusa delírios amorosos? As tais marcas de virgindade ali perdida já não devem ser o processo esclarecedor da bondade e seriedade do enlace, que já n se usa esperar. Quais serão, questiono-me. Mas que se faz isso faz. Veja ao que chegou a fobia emigrante da Santa UE. Desde que passou a projecto imperialista na esteira dos tanques da Nato, a emigração é para ela o primeiro pesadelo. Depois dos contratos de trabalho por tempo indeterminado e das alterações climáticas, claro. De qualquer modo, tinha de chegar a fobia a Portugal, sobretudo quando, devido à crise, as nossas portuguesinhas se vêem obrigadas a fazer saldo da sua liberdade de celibatárias. Pobres compatriotas. Se eu fossa rico casava com todas para que não tivessem de se exportar. Casamento branco e não consumado, evidentemente. Um conselho aos casadores de ofício. Cuidado com a diferença de idade entre os nubentes! Se for além de 20 anos é certo que dá para desconfiar. Pelo menos foi o que me disseram há dias quando disse a uma pequena que eu era vinha vindimada em termos de conquista de jovens viçosas (pelos 30, cuidado!). Resposta da dita: não pense nisso! O que conta não é a idade. É a carteira! Até faziam bicha! Passado o incidente fui ver a carteira. Tinha lá o dinheiro da semana: 100 euros. Por tão pouco, disse para os meus botões. Quanto mais por milhares! Deve haver às paletes! Cuidado senhoras conservadoras: peçam certificado de ligação amorosa. Há psicos que n hesitarão em certificar paixões escaldantes a troco de umas dez consultas, para um diagnóstico fiável. É que a bola de cristal custa muito a manter! Eu estou a pirar com o meu País. Vou dar o fóra!
13.Janeiro.2009
… : Barracuda
HI HI, não o entendo: atacar a malfadada desjudicialização! Diga-me lá: Se é juiz, tem falta de trabalho ou é dono dos conflitos entre os cidadãos? Se não, gosta de ficar na bicha anos a fio à espera de uma decisão que com toda a certeza vem tarde e nem sempre será do seu interesse? Vou dar o fóra!
13.Janeiro.2009
… : Rosário Marques
Barracudazinho…

Acabei por não perceber lá muito bem de que lado estava, afinal… tirando o que respeita à parte do feminismo, que, ao que parece, não lhe agradam mulheres com estatuto, assumido, de igualdade.

13.Janeiro.2009
… : Alberto Ruço
Se a Sr.ª Conservadora ficou em prisão preventiva, não pode ter sido só por se ter limitado a declarar o casamento.
Estando eu em branco no caso, como os ditos casamentos, a hipótese mais provável será a que permita indiciar que o a Sr.ª Conservadora sabia do que se passava, isto é, sabia que os casamentos eram simulados, concordava e promovia esta actividade.

Se não for mais ou menos assim, é difícil colocar outra hipótese viável.

13.Janeiro.2009

ELEIÇÕES PARA A COMISSÃO PARITÁRIA - RESULTADOS PARCELARES

ELEIÇÕES PARA A COMISSÃO PARITÁRIA

RESULTADOS PARCELARES

POR MESAS DE VOTO

*

Distrito de VIANA DO CASTELO / Civil (37 votantes)*

Lista“ADJ”- 35; Lista B-  2.

Distrito de VILA REAL / Civil (14 votantes)*

————————————-Dr. Pacheco Alves– 3; Três Ajudantes/Civil- 4; brancos– 7.

Distrito de BRAGANÇA / Civil (58 votantes)*

————————————-Gualter Martins- 51; Ester Coelho- 6; Dr. Virgílio Machado- 1;

Ana Carvalho- 1.

Distrito de BRAGA / Civil (62 votantes)*

Lista“ADJ”- 40; Lista B- 19; brancos- 2; nulo- 1.

Loja Cidadão / BRAGA (   votantes)

————————————————-???

Concelho de BARCELOS / Predial (23 votantes)*

Lista“ADJ”- 20;—————-brancos-  3.

Distrito do PORTO /.Civis (45 votantes)*

Lista“ADJ”- 19; Lista B- 25;.nulo– 1.

Prediais / PORTO (46 votantes)*

Lista“ADJ”-   2; Lista B-  6; Isabel Pinto – 30; Dr. António Morais– 1; Dr.ª Mª José Mag.– 1;

Dr. Virgílio Machado- 1; Três Oficiais– 4; nulo- 1

Comerciais / PORTO (28 votantes)*

Lista“ADJ”- 13; Lista B- 10; Três Oficiais – 3; brancos- 2

Veículos / PORTO (… votantes)

————————————————-???

Arquivo Central / PORTO (26 votantes)*

Lista“ADJ”-   5; Lista B-  5; Gualter Martins– 8 votos; brancos- 8

Loja Cidadão / PORTO (… votantes)

————————————————-???

Concelho de MATOSINHOS / Predial (69 votantes)**

———————-Lista B-  1; David Cruz- 18; Dr. Pacheco Alves- 10; Miguel Miranda- 10;

Mª José Barros- 10; Conceição Cerqueira- 5; Carlos Nascimento- 5;

Dr. Virgílio Machado- 3; +Cinco Oficiais- 6; nulo- 1.

Concelho de GONDOMAR / Predial (34 votantes)*

Lista“ADJ”-   5; Lista B- 18; Lista de Oficiais- 8; branco- 1; nulos-2.

Distrito de AVEIRO / Civil (33 votantes)**

Lista“ADJ”- 20; Lista B-  2; José Santos- 5; + Quatro Oficiais- 4; branco- 1; nulo- 1.

Loja Cidadão / AVEIRO (17 votantes)*

Lista”ADJ”-   2;—————-João Almeida- 6; brancos- 9.

Distrito de COIMBRA / Civil (    votantes)

————————————————???

Loja Cidadão / COIMBRA (20 votantes)*

————————————Cristina Aleixo- 18; Fernando Fonseca- 1; Berta Pimenta- 1

Distrito de VISEU / Civil (49 votantes)**

Lista”ADJ”- 38; Lista B- 10; branco- 1.

Loja Cidadão / VISEU (   votantes)

————————————————???

Distrito da GUARDA / Civil (29 votantes)*

Lista“ADJ”-   2;—————-Dr.ª Cidália Valbom- 21; Vítor Gonçalves- 5; branco – 1.

Distrito de LEIRIA / Civil (56 votantes)*

Lista“ADJ”- 43; Lista B– 5; Mª José Barros – 1 voto; branco -1; nulos – 6.

Distrito de CASTELO BRANCO / Civil (15 votantes)*

Lista“ADJ”- 14;—————–Dr.ª Mª Graça Sousa- 1.

A transp.   = 258;         = 103;                           = 8

Transp.     = 258;       =.103;                        = 8

Distrito de SANTARÉM / Civil (58 votantes)**

Lista“ADJ”- 50; Lista B-  7; nulo- 1.

Distrito de LISBOA / Civis (76 votantes)**

————————————-J. Miguel Miranda- 32; J. Francisco Ribeiro- 30; Dr. Tolentino

Gama- 6; Dr. Pacheco Alves- 2; + Cinco Oficiais- 6.

Prediais / LISBOA (73 votantes)*

Lista“ADJ”- 19;—————João Castro- 27; Lourenço Nave- 8; A. Cristina Rodrigues- 3;

Mª Berta Pimenta- 2; José Ribeiro- 2; Dr. Pacheco Alves– 2;

Dr.ª Mª José Magalhães- 1; + Cinco Oficiais- 5; brancos- 3; nulo- 1.

Comerciais / LISBOA (60 votantes)**

————————————Francisco Ribeiro- 42; Francisca Brandão- 6; +Seis Oficiais- 12.

Pessoas Colectivas / LISBOA (64 votantes)**

Lista “ADJ”-  3;                 Mª Luisa Cravo- 20; Amanibo Nalá- 8; Francisco Ribeiro- 7;

Dr.ª Soledade Pereira- 4; +Dez Oficiais- 12; brancos- 5; nulos- 5.

Veículos / LISBOA (   votantes)

————————————————–???

Registos Centrais / LISBOA (   votantes)

————————————————–???

Areeiro / LISBOA / Recursos Humanos (   votantes)

————————————————–???

Posto de Registos / LISBOA (   votantes)

————————————————–???

Loja Cidadão I / LISBOA (   votantes)

————————————————–???

Loja Cidadão II / LISBOA (   votantes)

————————————————–???

Loja Cidadão / ODIVELAS (28 votantes)*

————————————-Francisco Ribeiro- 17; Maurício Rodrigues- 6; Anabela Pereira- 3;

brancos-2.

Concelho de TORRES VEDRAS / Predial (18 votantes)*

Lista“ADJ”- 15;—————-brancos–  3.

Distrito de PORTALEGRE / Civil (37 votantes)*

Lista“ADJ”- 33; Lista B-  2; branco – 1; nulo – 1.

Distrito de SETÚBAL / Predial (47 votantes)*

Lista”ADJ”- 43; Lista B-  1; Mª Luísa Cravo- 3

Loja Cidadão / SETÚBAL (5 votantes)*

————————————-Dr. Pacheco Alves- 2; Dr.ª Soledade Pereira- 1; brancos- 2.

Concelho de ALMADA / Predial (25 votantes)**

Lista“ADJ”- 24;—————-Dr. Pacheco Alves- 1.

Distrito de ÉVORA / Civil (41 votantes)*

Lista“ADJ”- 19; Lista B-  5; Dr.ª Mª Elvira Maia– 1; Dr.ª Lurdes Nogueira– 1;

Cinco Oficiais/Évora e Montemor Novo – 6; brancos– 2; nulos– 7.

Distrito de BEJA / Civil (41 votantes)*

Lista“ADJ”- 37; Lista B-  4.

Distrito de FARO / Civil (52 votantes)**

Lista”ADJ”-   5;                      Dr. Tolentino Gama-16; Dr. Pacheco Alves- 10; Mário Santos- 7;

Noémia Fernandes- 4; Francisco Ribeiro- 3; Dr. António Morais- 1;

+Dois Oficiais- 2; brancos-4.

Concelho de LOULÉ / Predial (… votantes)

————————————————–???

Ilha de S. MIGUEL / PONTA DELGADA / Civil (21 votantes)**

Lista“ADJ”- 16;                    Dr. António Morais- 1; brancos- 4.

 

A transp.  = 522;       = 121;                        = 8

Transp.     = 522;      = 121;                        = 8

Ilha do FAIAL / HORTA / Civil (9 votantes)**

Lista“ADJ”-   7;……………Gualter Martins- 2.

Ilha das FLORES / LAGES / Civil (3 votantes)*

Lista“ADJ”-   2; Lista B-  1.

Ilha TERCEIRA (   votantes)

—————————————————-???

Ilha de SANTA MARIA (   votantes)

—————————————————-???

Ilha do PICO (   votantes)

—————————————————-???

Ilha GRACIOSA (   votantes)

—————————————————-???

Ilha de S. JORGE (   votantes)

—————————————————-???

Ilha do CORVO (   votantes)

—————————————————-???

“ADJ”    = 531 /  “B” = 123; “6 Oficiais”     = 8

 

 

 

 Passado quase 1 mês das eleições, ainda não se conhece a totalidade dos resultados, por ‘mesas de voto’, não obstante a Lista “ADJ” ter feito veementes pedidos nesse sentido, junto das unidades onde se constituíram ‘secções/mesas’ de voto, dos STRN/ SI e do IRN.

Muitos serviços (*) nos enviaram as actas do acto eleitoral; o STRN/Sul e Ilhas (**) enviaram informação respeitante só a 19 ‘mesas’ (de algumas delas já tínhamos as actas); o IRN ainda não respondeu. Só se pode fazer inequivocamente o controlo possível, se avaliarmos os resultados ‘mesa’ a ‘mesa’, para se cruzarem os dados.

Como se constata, ainda faltam resultados de mais de 10 ‘mesas’ significativas (especialmente da zona de LISBOA). É incompreensível que, nestas mesas, não tenha havido publicidade dos resultados e se mantenham resistências (até parece que  o segredo é bancário…).

Para já, na comparação entre as listas concorrentes, a “ADJ” vai á frente (com 531 votos) da “B” (com 123), vindo depois a lista dos “6 Oficiais” (globalmente com 8 votos, em Gondomar).

Só depois se poderão considerar as votações individuais, desenquadradas de listas: Francisco Ribeiro (99); João Castro (27); Dr.ª. Cidália Valbom (21); David Cruz (18) …

Assim, não concedemos que não lidere, globalmente, a lista “ADJ” (531 votos) …

E concebendo (não concedendo) que vingue a tese (apenas conhecida no dia das eleições, assim como o aparecimento de mais 2 listas !!!) de considerar só a votação nominal, cada voto em cada uma das listas significa, no mínimo, voto em cada uma das 6 pessoas que a formam.

E concedendo que serão de retirar das listas os Conservadores abrangidos pelo SIADAP 2 [Drs. Pacheco Alves (531 +28) e Carolina Aires (531) da “ADJ”; Drs. Virgílio Machado (123 + 6) e Mª José Magalhães (123 + 2) da “B”], então os

MAIS VOTADOS, ATÉ AO PRESENTE, são:

José Miguel P. Miranda (531 +42 individuais), Dr. José V. Tolentino Gama (531 +22), Mário J. Queijo Santos (531 +7), Mª. Berta Silva Pimenta (531 +3); Mª. Conceição Ferreira Cerqueira (123 +5), Dr. António Carlos G. Morais (123 +3), Nelson A. Ferreira Nunes (123 +1), Mário Neiva Losa (123); Francisco Ribeiro (99); Gualter Martins (8 +64), Isabel Pinto (8 +32); João Castro (27); Dr.ª Cidália Valbom (21); Mª José Barros (8 +11); David Cruz (18); Ester Coelho (8 + 6); Mário Amorim (8 +4); Elsa Soares (8 +1).

///

Com data de 6 de Janeiro, apareceu um comunicado sem número, sem timbre, não assinado (por isso, -ineficaz), desconhecendo-se a sua proveniência. Mas como nele são nomeados os vogais não eleitos, pode admitir-se que seja proveniente do IRN.

O comunicado vai ao ponto de indicar os vogais eleitos. Mas como, se não se conhecem externamente os resultados ‘mesa-por-mesa’ e, consequentemente, os resultados finais ? Por que razão o IRN não informa tais resultados, que já lhe foram pedidos mais de uma vez? E o STRN/ SI por que enviou resultados de apenas 19 mesas ? Como chegaram a tal resultado ?…

 

Por tudo, AGRADECEMOS QUE AS MESAS NOS ENVIEM OS RESULTADOS.

QUE FUTURO PARA OS REGISTOS EM PORTUGAL?

Meu Caro Pacheco Alves

 

Coisa boa esta da rede global

Estava eu aqui, junto à raia de Estremadura Espanhola, no meu Alentejo, abençoando as chuvas que, se não houver outros desmandos da Natureza, talvez me engrossem as azeitonas da próxima safra, quando me cai no monitor aquela história do concurso para assessor do IPJ, cuja prova de acesso seria a discussão do currículo, enquanto o pretendente à vaga de coveiro nos quadros da Câmara Municipal de Lisboa, cargo principescamente remunerado com 450,00 € mensais, tem de prestar provas que se aproximam do exigível para um bacharelato ou licenciatura à moda de Bolonha.

Espantam-se alguns.

Eu não.

Afinal, até existe uma certa coerência programática: se é oportuno, os cargos são preenchidos por simples nomeação, dispensando-se mesmo o simulacro do concurso público; se convém para outros interesses, então lá vem toda a enorme listagem de conhecimentos exigidos, onde os labirínticos critérios com facilidade escamoteiam a objectividade da avaliação.

Afinal vem tudo a dar ao mesmo.

Eu aconselharia o nosso coveiro a prestar com celeridade as suas provas, antes que entre em vigor o enterro na hora caso em que se exigirão conhecimentos de Anatomopatologia, Medicina Legal, Criminologia, etc. etc.

Mas, portas adentro não se passa o mesmo?

Não ficaram os Senhores Oficiais, habilitados por decreto com todas as competências originárias que agora detêm?

No entanto não foi revogada a legislação que determina em cima da licenciatura, o longo caminho a percorrer para que se possa ser Conservador!

Já sei meu caro, já sei que me vão apostrofar de elitista.

Bem me estou borrifando…

Perguntarei a esses de crítica fácil, se acham bem igualar um Profissional sabedor, seja ele Ajudante experiente, ou  um Escriturário tarimbado aos seus colegas que andam lá para para ver passar o mês?

Não seria mais lógico, mais respeitador do Público Utente, que se tivesse produzido primeiro uma legislação estruturada, prevendo provas de acesso que diferenciassem os mais empenhados daqueles que (até justificadamente) não estivessem interessados em progredir?

Vão responder-me com a Santa Avaliação e a Santa Formação, para que intercedam pelo Milagre.

O Novo Testamento ainda arranjou uma explicação, quando narra que sobre a cabeça dos Apóstolos, até então ignorantes, desceram as línguas de fogo da Sabedoria.

E agora?

Temos estes decretos como reedição do Pentecostes?

Aceitarão os defensores do actual regime, ser operados pelo Enfermeiro ou mesmo pelo Paramédico?

Ficarão tranquilos se forem julgados pelo Oficial de Diligências ou pelo Escrivão?

Passeariam tranquilos sob a celebrada “pala” da Expo, se não tivesse sido concebida por Sisa Vieira?

Sejamos porém objectivos.

O mal já vem de longe, do antigamente, que promovia o Oficial a bestial na ausência do Conservador e o despromovia a besta, logo que o chefe retomava funções…

Mas, mesmo no afogadilho de produzir legislação “reformista” em cadência semanal, não se poderia ter tido o bom senso de resolver o problema assentando no imediato apenas na figura da delegação?

Assim se responsabilizaria o Conservador pelas escolhas e isso influiria, também na sua avaliação.

Há cerca de quatro anos defendi em sede própria solução semelhante, embora com mais detalhes e não faltou quem alarmado acusasse o Martins de querer acabar com os Conservadores.

Alguns desses estão hoje convenientemente acomodados no Sistema.

Já na altura era para mim evidente que uma legislação produzida há décadas, quando os Oficiais eram recrutados com a instrução básica, estava desfazada em face das actuais habilitações escolares de ingresso nas carreiras, quando não mesmo tendo em conta o apreciável número de licenciados, de pós graduados e até mesmo de mestrados que integram os quadros.

Esta potencialidade não pode ser malbaratada, mas não é com soluções “facilitistas” que aproveitaremos  este capital humano.

A menos que – e aqui é que as coisas poderiam ser graves - se considerasse que a actividade registal é uma actividade menor, que pode ser desempenhada por pessoas com uma formação apenas elementar.

Se assim fosse, estaria –então sim- irremediavelmente condenada a quase totalidade da classe dos Conservadores e não seriam melhores as perspectivas futuras para os Senhores Oficiais, pois seria previsível a alegação que para tão simples desempenho qualquer vencimento mínimo estaria adequado.

Será a suspeitada integração dos Serviços Registais nas chamadas Lojas do Cidadão de 2ª Geração um mau agoiro?

Seremos arrastados por uma filosofia “contabilística” e de contenção cega de custos sempre de evitar, mas neste caso de todo inadequada, porque os cidadãos pagam os serviços para além dos seus impostos?

Estamos em crer que não, mas seria bom que estruturadamente se desenhasse o futuro dos Registos em Portugal.

 

Em 7 de Janeiro de 2009-01-07

 

José Manuel Pinho Martins

AINDA O “PASQUINÓLOGO” ANÓNIMO

Meu Caro Pacheco Alves

 

Ano Novo, vida nova

É uma frase gasta, até porque Ano Novo é todos os dias em cada um dos pontos da órbita terrestre.

Mas desta volta tenho de sair da gaiola da aposentação, porque não são os Registos que estão em causa.

É a indignidade, é a vulgarização da ignomínia, da baixeza, da traição e da duplicidade que, como polvo gigantesco, cresce e cresce e cada vez na cerca e aperta mais.

Aposentado ou na profissão activa, não nos interessa viver assim.

Mais uma vez todos nós fomos confrontados com mais um comunicado anónimo.

Anónimo?

Mas toda a gente sabe quem é o energúmeno e o cobarde!

O conhecido estilo repete as “pérolas literárias” do autor, quando se identifica.

Usando o mais rasteiro argumentário, lembrou-se o “pasquinólogo” de te eleger como alvo da sua última diarreia, uma vez que o referido sujeito dejecta pela boca.

Mas façamos alguns exercícios exploratórios:

Primeiro – O estrume apareceu em todos os emails dos serviços de registo

Segundo – Esta e as outras peças anteriores, revelam conhecimento profissional do meio.

Terceiro – A baba viperina lambuza a face de quem julga poder servir-lhe (ou será encomenda?) e cospe veneno sobre os Conservadores, procurando criar antagonismos com os Oficiais.

A quem serve o conflito?

Quem beneficia com o enfraquecimento?

Quarto – As tuas desassombradas intervenções, concorde-se ou não com elas (e eu por vezes não concordo), estão a tirar o sono a algumas pessoas.

É de todo sabido que os carcereiros, os espiões, os intriguistas, os oportunistas, os mercenários, os carreiristas de pacotilha, dormem melhor, quando as suas vítimas estão adormecidas, anestesiadas.

E tu, meu caro Pacheco, estás a despertar muita gente ou, pelo menos a evitar que adormeçam de todo.

Daí as insónias.

És um mau exemplo: ainda não tiveste nenhum processo, nem disciplinar nem dos outros.

Será que o medo que por aí campeia, epidémico, poderá ser debelado?

Daí que estejas na mira.

D. Afonso IV, acreditando o Reino em perigo, mandou o Pacheco, matar a bela Inês.

O exemplo não procede, porém: nem os encomendadores são Bravos (como o defunto Rei), nem tu tens qualquer parecença com a Inês de Castro (até porque não estás “posto em sossego” como dizia o Camões), nem o sicário, como todos sabemos, se chama Pacheco (Pacheco és tu e não és assassino, nem atacas por dinheiro).

Eu nem tenho a certeza se alguém lhe encomendou o sermão.

Mais me parece provável, que “A COISA” sentindo-se em queda livre, ande pelos canos de esgoto oferecendo os seus préstimos, rastejando como uma cobra e pretendendo subir para águas limpas como uma lampreia, ciclóstomo que costuma usar como isco nas suas pescarias turvas.

Mas isso já foi chão que deu uvas.

Então tu é “que metes o rabinho entre as pernas”?

Tu que assinas os teus escritos, que podem ser lidos por todos?

E à “COISA” que se esconde no anonimato o que vamos chamar?

Não há pachorra P Alves!

Só à chapada, mas com luvas, para manter a higiene das mãos.

Mas esse escorpião não sabe o que o espera.

Pode ser que passe de “sindicalista”  a objecto de sindicância.

A instrumentalização cometida nas pessoas dos seus pares não pode ficar impune.

Para ti e para todos os que conhecem a identidade do farsante adapto a conhecida frase do Octávio Machado:

- “Vocês sabem de quem é que eu estou a falar”

Olá se sabemos…

 

Teu Amigo

José Manuel Pinho Martins

 

PS: Podes fazer destas linhas o uso que bem te apetecer.

Quanto ao “corajoso” cronista espero encontrá-lo um dia destes.
         =================================================
             Caro José Martins: fico-te muito grato pela solidariedade prestada. Obrigado. Sou   nado e criado nos contrafortes   da serra, a da Estrela,  bem lá  no alto, junto das estevas, das carquejas e   moiteiras e,  sendo muitas  as  agruras desta  natureza, no entanto   me vacinaram contra as “mordeduras” desta vida
         J.C.Pacheco Alves
          

Calendar

January 2009
M T W T F S S
« Dec   Feb »
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031  

Categories

Syndication

O REGINOT sempre foi um local de opiniões abertas sobre a actualidade, os registos e o notariado e onde a cultura, e em especial a poesia, sempre teve um lugar de acolhimento. O dono do REGINOT nunca foi um qualquer agente anónimo, apesar de saber que ter ideias próprias e publicitá-las lhe poderia trazer alguns incómodos.

Slideshow

Get the Flash Player to see the slideshow.

Gallery

Twitter:

  • Could not connect to Twitter