30 May
Posted by: J.C.Pacheco Alves in: Opinião
Os momentos difíceis que se vivem nos serviços dos registos devem ser levados, sem dúvida com apreensão, mas também com alguma serenidade, seriedade, reflexão e responsabilidade. A fricção e a crispação entre os profissionais começam a ter já algum exponencial, resultado não apenas da lei mais iníqua que jamais conhecemos em matéria de avaliação do desempenho e que dá pelo nome de siadap, mas também fruto da pressão elevada que está a ser imposta sobre os profissionais que laboram em todo o sector dos registos.
Sem que se estabeleça diálogo, encontro de ideias, sem qualquer osmose com a realidade e o sentir dos profissionais, tudo se pede para que seja feito na hora e o cidadão utente deve ter atendimento, para superação, em escassos minutos. Não há nem se dá tempo para contrapor aos objectivos e critérios propostos. Não é tempo para pensar. Não é tempo para reflectir. A consciência crítica, que constituiu apanágio de qualquer sociedade culta e democrática, é abafada e muitas vezes mesmo molestada. As equipas de trabalho que até aqui se têm revelado coesas, começam a dar sinais de algum enfraquecimento, face à ênfase dada à individualidade dos colaboradores e à desenfreada competição entre os profissionais dos registos. Está em causa a destruturação das próprias unidades orgânicas.
Sente-se, sentimos alguma desorientação, frustração e já nem mesmo a “raiva” é contida.
Exige-se, no entanto, maturidade, atitude reflexiva séria por parte, não apenas de todos os profissionais, mas essencialmente das associações sindicais que se dizem representativas dos trabalhadores dos registos. Devemos questionar-nos. Profissionalmente e humanamente temos a obrigação de nos interrogar. Contrariamente, tal como os cordeirinhos, alguém, não quere mesmo que pensemos.
Não nos podemos deixar aprisionar pelo divisionismo. O rumo só pode ser o da unidade e solidariedade entre os profissionais do registo. Não nos devemos deixar contaminar pelos que, egoisticamente e joeirados nos cursos das “novas oportunidades” apenas esperam retirar benefícios pessoais.
Como associado do STRN, mais uma vez laçamos aqui o repto às associações sindicais, nomeadamente ao STRN e ASCR. Urge criar uma nova estrutura unitária que congregue oficiais e conservadores. Vozes discordante sempre as houve, e nesta matéria cremos que só podem sair dos apologistas do elitismo e do próprio divisionismo. Mas como diz o ditado “vozes de burro não chegam ao céu”.
Aqui deixamos mais uma vez o apelo á fusão das referidas associações, com a constituição de uma nova estrutura sindical, com uma direcção fortemente centralizadora, que poderá ser apoiada por um conselho consultivo, constituída não apenas por profissionais no activo, mas mesmo por oficiais e conservadores aposentados.
Só a união faz a força.
Setúbal, 30 de Maio de 2009.
J.C. Pacheco Alves
| 27-Mai-2009 | |
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A má qualidade legislativa custará ao Estado cerca de 7,5 mil milhões de euros por ano, ou seja, pelo menos 4,5 por cento do PIB, um valor acima da média europeia que ronda os 3,4 pontos percentuais. Constitucionalista Gomes Canotilho diz que o outsourcing das leis é “um processo obscuro” e deve ser feito com cuidado, mas é admissível em alguns temas.
A má qualidade legislativa custará ao Estado cerca de 7,5 mil milhões de euros por ano, ou seja, pelo menos 4,5 por cento do PIB, um valor acima da média europeia que ronda os 3,4 pontos percentuais. O número foi avançado ontem pela directora do Cejur (Centro Jurídico da Presidência do Conselho de Ministros) num colóquio organizado pela Assembleia da República subordinado ao tema A Qualidade da Legislação. Segundo a jurista Susana Brito, este valor consta de estudos internacionais.
A alegada má qualidade das leis, de que até o Presidente da República se queixou algumas vezes, não se prende apenas com a forma de redacção, o estilo ou linguagem, afirma o constitucionalista Joaquim Gomes Canotilho, “mas também com problemas de contradições dos conteúdos e de regimes transitórios, por exemplo”. Ou com o “sistema de justiça, que não é rápido ou eficiente, fazendo com que o processo legislativo acabe por não conseguir resolver os problemas dos cidadãos”. “A arte de legislar levanta muitos problemas”, realçou o constitucionalista perante uma plateia de deputados e juristas, defendendo que estaremos mesmo perante uma nova ciência. Lembrando que “as leis servem para a aplicação das políticas públicas”, Canotilho disse que muitas leis falham porque “não têm em conta questões económicas, sociais, culturais”. A fúria legislativa, com a produção diária de muitos diplomas e a pressa com que boa parte deles são feitos, também tem a sua quota de culpa. Por isso, defende, a função de legislar exercida pelo Parlamento e pelo Governo deveria estar rodeada de mais cuidados e ser encarada com “mais profissionalismo”. Deveria contar, por exemplo, com a ajuda de “um corpo de vários peritos, desde sociólogos, cientistas políticos, claramente juristas, observadores. Porque muitas das propostas podem ser erradas ou deficientes.” E tenta colocar-se na pele dos deputados: “Porque também eu estou a imaginar-me como deputado, verdadeiramente desprotegido quanto a staff e quanto a este modo de fazer política profissional, a sério, e não propriamente em termos diletantes ou quase naïves como muitas vezes os nossos deputados são obrigados a fazer.” Por outro lado, adiantou o constitucionalista, há muitos casos em que para passar no Parlamento, as leis são desvirtuadas: “Perdemos no conteúdo para haver votação maioritária.” Outsourcing é perigoso MARIA LOPES | PÚBLICO | 27.05.2009 |
27 May
Posted by: J.C.Pacheco Alves in: Sindicalismo
Não temos o dom de ler nas estrelas. Mas talvez tenhamos dito algumas coisas acertadas. Transcrevemos dois artigos aqui publicados no REGINOT mas que deveriam, em tempo oportuno, ter sido objecto de alguma reflexão pelos profissionais dos registos. Numa altura em que os serviços dos registos se destruturam muito também à custa de uma lei que na prática é iníqua, denominada de siadap, que não tem por fim avaliar o desempenho dos oficiais e conservadores, mas colocar profissionais contra profissionais, a responsabilidade e a seriedade, enquanto profissionais, impõe-nos alguma maturidade perante a mais injusta avaliação a que assistimos. Deveremos saber reagir com os meios legais que dispomos, devendo aqui as associações sindicais assumir as responsabilidades que lhes cabem. Já aqui lançamos o repto e novamente o aqui deixamos. Urge que todas as associações sindicais exerçam e actuem de acordo com o fim estatutário para que foram constituídas. A defesa dos seus associados não se compadece com papel que algumas associações essencialmente têm assumido. O aspecto “formativo” que algumas desempenham, única actividade que lhes é conhecida e atribuída, não se coaduna com os valores associativos que deveriam defender. A responsabilidade pelo processo formativo, face à modernização actual dos serviços, não cabe aos sindicatos, por isso estes não poderão nunca deixar que alguém os subverta relativamente às funções que lhe cabem.
J.C.P. Alves
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1 - BARALHAR E DAR DE NOVO
Estou certos que vamos assistir ao plano mais desconcertante, a que jamais assistimos para a administração pública. Os registos não ficarão de fora. E a ideia será a de baralhar. Sim baralhar e dar de novo. O clima está criado e os boatos circulam em catadupa. A informação e a contra informação andam por aí. E não tenham ilusões! …A ideia é destabilizar para reinar.
Aquilo que, responsavelmente, deveria ter feito ao longo dos últimos anos, não o foi. O caminho é-nos agora imposto, sem princípios, atabalhoadamente e mesmo com falta do respeito, que é devido a quem sempre trabalhou com seriedade nos registos. E tudo parece acontecer como se fossemos nós cúmplices e mesmo autores de algum crime, os culpados por tudo o que se omitiu na Administração, nomeadamente nos serviços dos registos. Sem querer desresponsabilizar-nos, porque também há responsabilidade que deverá por nós ser assumida, teremos de dizer que há muita demagogia metida em tudo isto.
Numa altura de vacas magras transforma-se uma Direcção – Geral num Instituto que à partida nasce falido. Com que finalidade? E com que autonomia? O que transparece de tudo o que vai acontecendo e do que se vai sabendo, é que não irá acontecer qualquer reforma ou ideia de concertação ou mesmo de regeneração dos nossos serviços, mas sim o desmoronamento do edifício jurídico-administrativo.
E o processo de desmoronamento dos nossos serviços já começou. E chamem-me, Velho do Restelo, de visão pessimista, ou como quiserem. Eu não me importo.
Desenganem-se… Não esperem flores como as que florescem na primavera do campo! … Nem rosas ou cravos como as que Minha Mãe cultivava no seu quintal …!
Setúbal, 29 de Setembro de 2006
J.C. Pacheco Alves
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2- TRUCIDAÇÃO OU EXTREMÍNIO
Temos a sensação de que a primeira fase de intervenção nos registos está a finalizar. Iniciar-se-á uma segunda que, prolongando-se no tempo, será dolorosa. Como referiu recentemente o senhor Secretario de Estado da Reforma da Administração Pública será a fase da trucidação ou como afirmamos nós, a do extermínio de alguns de nós enquanto profissionais do registo. A primeira fase culminou com a entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 116/2008 de 4 de Julho, e que ficará marcada pela implementação do SIRP e a conversão dos registos para este sistema e que não valerá a pena comentar. Todos a conhecem. A segunda iniciar-se à a partir de Janeiro do próximo ano, e tem como referencial o fim da competência territorial para os serviços do registo predial.
Embora nunca revelado, o rumo há muito que está traçado. Não bafejados pelo dom da profecia, e muito menos com o de ler nas estrelas, apenas podemos reflectir, meditar sobre factos, acontecimentos, fazendo, como qualquer analista, prognósticos. Mas há ilações evidentes. Atribuir, por exemplo, como já referimos aqui no REGINOT, competência própria aos escriturários ou ajudantes, e a qualquer um sem descriminação, para qualificar pedidos de penhora, é apostar na desvalorização e descredibilização do registo. Não está em causa a qualidade e o profissionalismo destes profissionais, como já no REGINOT fizemos referência. E tudo isto terá consequências, não só em matéria da qualidade do serviço prestado, dos profissionais do registo mas também a nível do próprio registo enquanto instituição do direito civil. Não compreendemos por isso o silêncio dos cultores do direito registral, nomeadamente daqueles que nos habituamos a respeitar pela ciência e saber que sempre revelaram e pelo contributo que deram para o desenvolvimento do direito registral. A estes caberia, sem dúvida, importante palavra. Deixamos apenas a pergunta: a quem serve tamanho silêncio?
A atribuição de competência própria aos oficiais do registo, constituiu, assim, linha fracturante para o registo predial, na medida em que qualquer oficial passa a qualificar actos de registo. Perante este facto, deixamos aqui mais duas perguntas: porque não também um Big Brother para os registos? O escriturário ou ajudante pergunta ao Helpedesk e este responde à questão jurídico - registral colocada; Com o fim da competência territorial, face à criação da conservatória global do tamanho de Portugal, manter-se-á a segurança que cabe ao registo transmitir?
Antevemos por isso vida difícil para os profissionais do registo – oficiais e conservadores. Novos actores surgirão. A instabilidade nos serviços agravar-se-á fruto de um novo reordenamento para os serviços externos, nomeação das respectivas chefias e ajuste de uma nova grelha salarial para oficiais e conservadores. Porque já semeadas, agudizar-se-ão as clivagens entre conservadores e entre estes e os oficiais do registo. Aliás, elas já se constatam nalguns serviços sem que os intervenientes mais directos se apercebam. Consciente ou inconscientemente as associações sindicais, não souberam ou não quiseram criar novas d congregar dinâmica. Advínhamos, assim, tempos difíceis para estas associações, por não terem sabido balizar a sua acção na defesa dos legítimos anseios dos seus associados. Aliás, o definhamento da ASCR há muito que é evidente, consequência da conduta amorfa de dirigentes e associados.
Setúbal, 2 de Novembro de 2008
J.C.Pacheco Alves
Não nos espanta o que se está a passar a nível da classificação do desempenho de oficiais e conservadores. Tínhamos a consciência de que algo de absolutamente escandaloso ia acontecer. Apesar de reconhecermos e de certo modo nos termos preparado para a injustiça que ia suceder, não conseguimos palavras para exprimir o que tão profundamente nos toca na alma. E se o objectivo era o de tocar bem cá no fundo do nosso sentir, de enxovalhar a excelência, a seriedade e a responsabilidade, redondamente se enganaram os que lançaram repto insultuoso.
O objectivo de provocar desnorte entre os profissionais que não tem fugido de pensar, deve ser denunciado. Não podemos admitir que os profissionais mais qualificados, e que pelo simples facto de não terem abdicado da sua consciência crítica possam ser ofendidos na sua dignidade, humana e profissional. E é pena, para quem acompanhou todo o processo de avaliação, que esteve no terreno e viu quanto esforço foi dispendido pela maioria dos trabalhadores dos registos, com emulação mesmo e sacrifício dos p deveres familiares, não tenha uma palavra de apreço para com os profissionais que trabalharam de dia, de noite, e em casa para que os objectivos pudessem ser atingidos.
Fomos louvados. Está escrito. Fomos apresentados, como profissionais laboriosos, foi dito, e, em farta plateia, como animais de circo.
Para quem acreditou … para quem sonhou … a máscara está mesmo caída!
Setúbal, 22 de Maio de 2009.
J.C. Pacheco Alves
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A PALAVRA, O COMENTÁRIO DE UM LEITOR
Boa noite
Sou mais um oficial dos Registos e do Notariado, indignado com o que se está a passar nos nossos serviços, não sei se o que sinto, é raiva ou revolta, sei que é um misto de sentimentos que às vezes me põe incapaz de pensar, e que cada dia que passa me sente cada vez menos motivado para exercer as minhas funções.
Hoje, especialmente sinto-me “esmagado”, como se um camião me tivesse passado por cima, pois fui surpreendido com uma carta registada com A/R, com o remetente do senhor inspector. Ao abri-la, qual não foi o meu espanto, quando me deparei com a ficha de avaliação do meu desempenho ao longo do ano de 2008. Nem queria acreditar no que estava a ver, e depois de falar com os meus colegas, tirei a brilhante conclusão de que fui eu quem teve a pior nota da repartição, uns míseros 2,…, para quem esteve quatro meses em exercício, por o lugar de Conservador estar vago e depois mais dois, porque o Conservador que veio ocupar o lugar vago, ao fim de dois meses, era tão brilhante, tão brilhante, que foi destacado para uma Conservatória de categoria mais elevada a convite de um superior, a quem não podia recusar tal oferta, foi realmente uma avaliação justa, muito justa!
Devo confessar que foi com muito sacrifício que mantive a conservatória em dia e que foram cumpridos todos os objectivos impostos pelo senhor inspector, que sempre que nos visitava dizia para não nos preocuparmos, pois estava tudo a correr muito bem.
Foram fins de semana a correr para a conservatória, foram noitadas diariamente até à meia noite, uma da manhã, a conferir registos em casa, deixando tudo para trás, principalmente a vida familiar, pois tenho cônjuge e filhos menores que precisavam do meu apoio e que tanto reclamaram a minha atenção; foi mais uma depressão devida ao excesso de trabalho e à grande responsabilidade que é estar em exercício, para no final verificar que todo este esforço valeu tão pouco. Sinto-me frustrado, desrespeitado, e acho que o senhor inspector gozou comigo e me humilhou perante os meus colegas, pois desde escriturários, escriturários superiores, ajudantes afectos do cartório, que não fazem nem confirmam um único registo, quando são obrigados a estar em exercício, tiveram melhores notas (de 3,2.. a 3,7..). Mas aprendi a lição, a partir de hoje vou comportar-me como um verdadeiro funcionário público, entro às 9h em ponto e saio às 17h em ponto, nem mais um minuto eu vou dar aos serviços, e quanto a objectivos, faço o que puder dentro do horário de serviço e não me vou preocupar minimamente se os cumpro ou não. Agora dou razão ao que a minha família me dizia, não há nada que pague a saúde e nada melhor do que a família, deve-se viver do trabalho e não para o trabalho.
Peço desculpa pelo desabafo, não me identifico porque temo represálias, aliás tenho a certeza absoluta de que a minha nota foi também em função de eu não dizer “sim senhor” a tudo que o chefe impõe, pois fui algumas vezes confrontado com a frase ”não lhe admito que discorde daquilo que eu digo” e indirectamente com ameaças de processo disciplinar. (por um chefe que apenas teve contacto com os oficiais durante dois meses no ano de 2008 e que também me avaliou)
Realmente esta minha nota fantástica dá para eu reflectir um pouco sobre o meu comportamento, fazendo-me pensar que o meu local de trabalho vai passar a ser o meu Calvário, não sei por quanto tempo vou aguentar, mas vou tentar entrar mudo e sair calado, ignorar todas as provocações vindas de cima.
P.S. - Se todos os colegas se limitassem a cumprir rigorosamente o horário de trabalho, fazendo apenas o que conseguem e ignorassem o que é imposto por pessoas que nos tratam, não como seres humanos mas sim como máquinas, talvez a nossa classe conseguisse mostrar a sua força. Não seria preciso recorrer a greves, que apenas servem para encherem os cofres do estado e reduzir o nosso orçamento, aí sim “os iluminados da capital” iriam chegar à conclusão de que os objectivos que nos impõem não são exequíveis.
Ajudante anónimo
18 May
Posted by: J.C.Pacheco Alves in: SIADAP
Sobre o siapap de 2008, atribuídas as classificações tardiamente e a más horas, já se deveriam ter pronunciado as estruturas associativas (STRN, ASCR e ASOR). Ainda há pouco tempo algumas destas associações promoveram uma greve, que sendo justa, teve grande adesão por parte dos profissionais dos registos. Por isso a seriedade e a responsabilidade destas associações exige, agora, que em nome da transparência se pronunciem urgentemente sobre as classificações atribuídas e sobre os seus critérios.
Tanto quanto me é dado observar, tendo em conta mesmo os casos pessoais de alguns conservadores e oficiais , pelo que temos ouvido e há notícias que têm chegado aos serviços externos através de e-mails, teremos de reconhecer que há injustiças clamorosas. Repetimos e sublinhamos, clamorosas
Há muito que clamamos por justiça em matéria de avaliação do desempenho. Se, efectivamente, em alguns aspectos, era criticável o antigo sistema de avaliação, não deixava de ter a seriedade que se exigia pelo controlo realizado pelo próprio Conselho Técnico, e que apenas se deteriorou na última meia dúzia de anos.
Quando a mediocridade é hoje classificada por RELEVANTE ou mesmo pela EXCELÊNCIA, se é verdade que os formadores assim foram classificados (?), e todos conhecem a ignorância de alguns desses formadores, não será que as associações sindicais não terão uma palavra a dizer? Afinal a quem serve o silêncio?
Não basta promover uma greve … Não basta dizer que somos pessoas sérias e responsáveis e que, como tal, estamos ao lado dos profissionais dos registos. Em nome da credibilidade impõe-se que as referidas associações desmascarem o que não é transparente.
Perante as injustiças … ainda esperamos uma palavra destas associações.
Setúbal, 18 de Maio de 2009.
J. C. Pacheco Alves
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From: ana santos l
Sent: Sunday, May 17, 2009 11:22 PM
Subject: Já não há por onde se lhe pegue!! Ou há?
Caros Colegas;
Ouvi dizer que a maior parte dos colegas que andam a dar “formação” (lol), tiraram RELEVANTE!
Não sei se é verdade mas neste jardim à beira mar plantado como bem sabemos, tudo é possível.
Não há fumo sem fogo, temos de estar atentos.
Nao lhes basta os 1500 contos que levam a mais no ordenado por mes e ainda por cima levam todos com RELEVANTE !
Cheira-me a caldinho!
TEMO QUE SEJA NECESSÁRIO DE FUTURO PARA A SOBREVIVENCIA DO IRN, DUAS CONDIÇÕES:
(pois o que se está a passar transparece para o exterior)
1) Avaliação - por entidades externas, só assim se garante imparcialidade;
2) Formação por entidades externas isto é sem sindicatos, funcionários e IRN na caldeirada (o tal caldinho);
e os funcionários e conservadores da formação que regressem aos seus postos de trabalho porque pessoas RELEVANTES fazem de certeza falta ao serviço.
Com os melhores cumprimentos,
A.S.
PS: na Carta dos Direitos Humanos logo nº 1 diz “Quando os seres humanos nascem, são livres e iguais, e assim devem ser tratados”.
J.C.P.Alves
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NOITE
Setúbal, 18 de Agosto de 2001
J.C.P. Alves
De:
CRCPCom GouveiaSe pensarem em engravidar, pensem duas vezes, porque se tiverem que ficar em casa com gravidez de risco que foi o meu caso, (situação única em que fiquei em casa de atestado em nove anos de serviço), estão sujeitas a ter uma nota curricular de quase inadequada, nem que no vosso currículo tenham nos exames de acesso a ajudante ficado nos primeiros lugares com uma boa nota, e aqui sim é preciso saber e não “lamber botas”, de nada vale hoje em dia nos matarmos a estudar e nos manter-mos actualizados.
O estar em casa de atestado implica que sejamos penalizados na nossa avaliação, chegando ao rídiculo de ser considerado a gravidez uma doença como consta na minha avaliação, quando na realidade ouvimos os encentivos do governo para aumentar a natalidade, afinal onde ficamos? Damos ao país mais um cidadão e corremos o risco de sermos despedidos ou deixamos envelhecer o país?
Adozinda Teixeira
09 May
Posted by: J.C.Pacheco Alves in: SIADAP
Temos vindo a afirmar que o siadap tem uma função: destruir as equipas de trabalho dos nossos serviços.
E começamos desde já a observar que os grupos de trabalho que se tem revelado coesos, começaram a destruturar-se face à ênfase que hoje começa a impor-se a nível da individualidade de cada colaborador. O germe do egoísmo parece começar a instalar-se nos nossos serviços, uma vez que face aos objectivos “contratualizados” com cada colaborador, constatamos que os nossos oficiais são agora obrigados a olhar para o trabalho que diariamente desenvolvem de uma forma egoísta e muito menos colaborante, com claro prejuízo da qualidade do serviço prestado, constituindo mesmo factor de perturbação do próprio ambiente de trabalho. O resultado está na mensagem de um “Algarvio des/atento”.
J. C. P. Alves
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—– Original Message —–
From: <vitor_madeira_ha@sapo.pt>
To: “Serv_externos” <Serv_externos@Dgrn.Mj.pt>
Sent: Thursday, May 07, 2009 12:12 PM
Subject: Fwd: SIADAP 2008-Objectivos(Versus)Competências
Olá colegas,
Já recebi a classificação:3,788
Trabalhei, trabalhei, trabalhei …
Fiquei obcecado com os objectivos, e não é que fui tramado pelas
Competências ?!!!!!?
É a margem de manobra que eles precisam para favorecer quem eles querem,
pois é…… vou para a comissão paritária e depois entro em litígio
com quem me deu a nota?!!!!!
Já aí vem os Objectivos 2009
Nem vou negociar, vou é discutir logo a nota final, trabalho de equipa
qual equipa?!
Um Ajudante Algarvio des/atento
PS (Qualquer vigilante, qualquer assistente de qualquer especie do Min.
da Saude e da Educação teve, teve 3,96)
Estava nos planos e já vinha sendo preparado há uns tempos.
Logo que as actuais estruturas deixaram de afinar pela batuta dos Senhores, logo que os serviçais começaram a perder influência, logo que o público se desinteressou dos teatrinhos das marionetas, havia que partir para outra.
Ainda se contavam os números da greve e já estava cá fora o apelo há formação de uma nova “estrutura sindical”.
Não houve sequer o cuidado de actualizar a data e aí apareceu a 6 o “Manifesto do 1º de Maio”, quiçá trazido por alguma “Ninfa do Tua” que chegou atrasada.
Anónimo (?), traiçoeiro e dissimulado.
Só não dizia “superiormente autorizado”.
Insurge-se contra a greve de dois dias e propõe uma por tempo indeterminado.
Demagogia pura e dura.
Como se reclamava há tempos numa manifestação, exigimos que inventem novas mentiras, porque destas já estamos fartos.
Desde há mais de um século que existe o termo “amarelos” para os capangas infiltrados e que se pretendem defensores daqueles que atraiçoam.
Arrisco-me desde já a prever os próximos passos: vão surgir os bem-pensantes dizendo – “Eu também sou contra, mas não é assim que lá vamos”; as Conservatórias começarão a ser visitadas por emissários que entre promessas e ameaças exercerão as suas pressões; aparecerão manifestações de “repúdio”pelas acções dos sindicatos existentes; exigirão dos actuais sindicatos o Céu e o Inferno, para nos convencer da sua (deles) futura eficiência e eficácia (depois, connosco é que vai ser porreiro!).
E nós responderemos perguntando – “Porreiro para quem, Pá?”
A ordem de realização poderá não ser esta, mas que vai acontecer vai.
Consta de todos os manuais da ciência politiqueira.
Não é sequer arriscado resistir a estas tentativas: basta fazer orelhas moucas e caso a insistência seja comprovada que se denuncie.
Rezo para que os Senhores mantenham estes servos, que tão mal os servem.
Se os substituem por outros mais competentes é que fico preocupado.
Não perca as próximas cenas em qualquer Conservatória ou e-mail, perto de si.
Com um abraço
José Martins
Abaixo transcrevemos mais um acto de cobardia. E cobarde, consultado o meu velho Dicionário da Porto Editora, 5.º edição, é « a pessoa que não tem coragem, poltrão, traiçoeiro» . Não conseguimos arranjar um outro signo para aplidar quem comunica (?) mas não assina o que escreve. E mais uma vez repetimos: Quem tem cara, mas esconde o rosto é um cobarde.
Temos por aqui feito alguns apelos, nomeadamente à criação de uma nova dinâmica associativa, em contraponto à cobardia, propomos por isso que a ASCR e o STRN operem uma fusão.
Deixamos aqui este apelo aos responsávreis das duas associações.
J.C.P. Alves
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Original Message —–
ASFR
ASSOCIAÇÃO SINDICAL DOS FUNCIONÁRIOS DOS REGISTOS
(a ser constituída brevemente)
Recentemente reuniu um grupo de Funcionários na cidade do Porto que tirou algumas conclusões da grave situação em que podem entrar a curto prazo os Funcionários dos Registos, a gestão privada das Conservatórias, e do funcionamento dos actuais sindicatos.
Queremos para já alertar os Colegas para as seguintes situações:
Que, foi agora convocada à pressa uma Greve pelas entidades STRN e ASCR em virtude das constantes pressões feitas pelos associados, das últimas reuniões feitas pela ASCR e das pressões e denúncias feitas pelo Dr. Pacheco Alves (REGINOT).
Que, existem fortes divergências entre os dirigentes quer no CDRN quer no CDRSI e até demissões. Quanto à ASCR, já só subsiste um elemento na direcção, a sua presidente, havendo até dívidas. No que respeita a ASOR, transformou-se numa empresa de formação o que já está a acontecer também com o STRN, não existe direcção eleita democraticamente.
Que, quase todos os dirigentes sindicais quando estão em actividade sindical, usam o tempo para resolver questões pessoais não se preocupando minimamente com o sindicato e por conseguinte com os Trabalhadores.
Que, os dirigentes usando a má língua, a difamação, a intriga e a calúnia, só pensam em almoços e jantaradas à borla e bem regadas, aproveitando até para conspirar uns contra os outros para poderem reinar à vontade em grupinhos, nunca cumprindo com os compromissos assumidos ou com a palavra dada.
Dizem pela surdina que o Presidente do CDRSI Sérgio Barros, comanda todas as operações à custa dos e-mails anónimos que vai enviando para os Serviços Externos, semeando a discórdia e a confusão. Quanto ao CDRN dizem que houve golpe de estado e é governado por um trio de formadores acompanhados por umas madames.
HÀ NESTE MOMENTO CERCA DE MEIA DÚZIA DE DIRIGENTES SEM CREDIBILIDADE QUE GOVERNAM OS SINDICATOS, É A REPUBLICA DAS BANANAS, É A ANARQUIA TOTAL, TODOS MANDAM, TODOS DITAM ORDENS! OCUPAM OS LUGARES DE FORMADORES GANHANDO DEZENAS E DEZENAS DE MILHARES DE EUROS E LÁ VÃO TIRANDO UNS DIAS (ACTIVIDADE SINDICAL) PARA TRATAREM DOS SEUS ASSUNTOS PARTICULARES.
DECRETARAM GREVE E AGORA O QUE VÃO FAZER, NADA COMO O COSTUME! COMO NÃO TÊM CREDIBILIDADE A TUTELA NÃO OS RECEBE! E NÓS PERDEMOS DOIS DIAS E VOLTAMOS A OLHAR PARA O AR, PERCEBENDO QUE A TUTELA EMBOLSOU MILHÕES DE EUROS, PARA JÁ NÃO FALARMOS DO TRABALHO A DOBRAR QUE TEMOS DE FAZER PARA RECUPERAR OS DIAS PERDIDOS! ABRAM OS OLHOS COLEGAS!
FAÇA-SE GREVE SIM, MAS COM MANIFESTAÇÃO SEGUIDA DE GREVE POR TEMPO INDETERMINADO AO SERVIÇO EXTRAORDINÁRIO,
COLEGAS, porque já surgiram muitos movimentos e reuniões pelo País com ideias para a constituição de um novo sindicato, teremos que avançar brevemente com a iniciativa e marcar uma reunião para aprovar os Estatutos da nova ASFR.
A tudo o que se está a passar deveremos responder para já com a apresentação da demissão em massa de associados dos sindicatos, bastando para tal comunicar verbalmente ou por escrito ao Sr. Conservador o cancelamento do respectivo desconto, enviando de seguida por fax ao respectivo sindicato uma carta com um texto muito simples dizendo:
“F… vem solicitar a demissão de associada (o) desse sindicato” seguindo-se a data e assinatura.
NÃO DEIXAMOS QUE BRINQUEM MAIS COM A NOSSA DIGNIDADE E HONESTIDADE! NÃO SEJAMOS CONIVENTES ! VAMOS DIZER BASTA!
Porto, 1 de Maio de 2009.
ATÉ BREVE,
AQUELES QUE PRETENDEM MUDAR O RUMO DOS ACONTECIMENTOS