Deixamos aqui o poema, a mensagem que um dia escrevemos em noite escura como breu. Nessa noite, pairava sobre os serviços da administração e em especial sobre os dos registos um cheiro difícil de decifração. Seria de pólvora seca? Esturro? Intradutível nessa noite foi o nosso sentir. Certo … certo, nessa destrelada noite a angústia profissional ensombrou o nosso ser. Siadap práqui … Siadap prácolá … o absurdo …a força de mãos contra mãos … homens alimentados pela injustiça injusta …A “raiva” sempre contida ao vermos a nu a máscara caída ! …
J.C.P.Alves
_________________________________________
NOITE
Quantas?
Quantas feras nos perseguem
Neste mundo em que o homem
Já não governa? …
Onde as paixões sem domínio
Entorpeçam o sol da vida eterna!…
Quando assim sou…
A noite de breu cai em mim
Fico sepultado nas trevas
E apenas ouço donde foi que vim …
Setúbal, 18 de Agosto de 2001
J.C.P. Alves