NB: Leiam o desabafo de um oficial do registo predial e vejam o que vai na alma de muitos dos nossos funcionários. E era bom que os denominados “videirinhas” , ou melhor, os “lambe botas” começassem a reflectir … porque a vida que levam vai ter um fim e estará mais proximo do que eles julgam. Um dia, quando a ”porcaria” ´vier para cima se fará justiça.
Perguntamos: Como foi possível colocar a mediocridade e incompetência a fazer formação? Que raio de País é este?
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Foi com admiração e alegria que soube e vi ao longo do País tantas Conservatórias fecharam e tanta gente isoladamente a fazer greve, mas a estatística feita pelo IRN foi diferente da dos Sindicatos. Não percebo o porquê de se colocar o acento tónico apenas na estatística, quando o que se deveria fazer era a reestruturação do estatuto remuneratório, definir do estatuto jurídico profissional dos oficiais e conservadores, o da integração dos oficiais provenientes do notariado. O legislador devia saber fazer uma lei justa relativa aos vínculos e carreiras. Os responsáveis deviam reflectir sobre a lei do SIADAP que é desumana e desonesta. E nós profissionais deveríamos lutar nos tribunais pela inconstitucionalidade da celebração do contrato de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado. Todos nós já assinamos os nossos termos de posse e aceitação e em que juramos pela nossa honra, que cumpríamos com lealdade as funções que nos seriam confiadas. E cumprimos. E estamos a cumprir. Não temos culpa que algum, ou alguns iluminados se lembrassem de alterar o nome da DGRN para IRN em tempo de “vacas magras”.
Há anos que muitos de nós ficamos até tarde no serviço. Levamos trabalho Chegamos muito cedo ao trabalho, para que quando a porta da Conservatória se abrir ao público, estarmos prontos para atender os utentes.
Estas e muitas outras questões são sérias e demasiado importantes para nós oficiais. Não devemos andar com meras retóricas que apenas servem para dividir os trabalhadores dos registos. Fiquei muito triste por me ter apercebido da falta de união do STRN/NORTE (Presidente e 1º. Vice-Presidente) com os restantes dirigentes e os do STRN do SUL e ILHAS. Triste e desiludido pelo compadrio, a passividade existente entre alguns sindicatos e alguns dirigentes sindicais, pela submissão que denotam em relação ao poder político. É revoltante ver todo este parasitismo, porque estas pessoas nada fazem pela Liberdade, pela Democracia e pela defesa dos trabalhadores – da nossa classe em particular.
Não sou sindicalizado, nem nunca fui e nunca tinha feito greve. Mas, como comecei a observar tanta injustiça e prepotência e tanta lei iníqua e tanto “jogo sujo” , desta vez fiz mesmo greve, como estarei na manifestação que o STRN diz que vai promover.
Considero impressionante fazerem-se cursos de formação para advogados, solicitadores e notários, em que os próprios formadores, que foram e são nossos conservadores, incentivando-os para que os seus clientes e eles próprios, a não irem às conservatórias. Afinal qual é o papel desses conservadores nas suas conservatórias? Com que cara encaram os seus funcionários? É para isto que serve o nosso dinheiro? Será que serão pagos ( a fundo perdido) pela União Europeia? E também qual é o papel dos nossos colegas oficiais que, como formadores, apenas servem para mandar ler os manuais? Fazem de conta que estão a trabalhar quando regressam ao serviço a que pertencem e, porque não se pode contar muito com eles, pois estão mais de fora do que dentro, constituem uma espécie de supra numerários a que os conservadores não podem pedir qualquer responsabilidade. Não cumprem o horário. Quando entram já estão a sair para tomar o café. A meio da manhã tornam a sair e passam tempo infinito ao telefone. Falam com os colegas, com o público e com o próprio conservador, com a agressividade de quem tem o “rei na barriga”, excepto, é claro, se aparecer algum DR ao balcão. De vez em quando lá vão extractando um prédio ou outro, ou digitalizam documentos e daí não saem.Para sair do trabalho à hora certa estão sempre prontos. Às cinco horas da tarde aí vão eles. Ficam a trabalhar sempre os mesmos. Os escravos. Sim os escravos porque voltam ao tempo da escravatura.
E são estes “videirinhas” que profissionalmente nada fazem, porque são uns parasitas que são classificados a nível do desempeno com a classificação de “relevante”. Isto é ultrajante! Caindo nas graças dos nos dirigentes não passam de uns “lambe botas profissionais”. Por dinheiro e com poder são capazes de tudo, até serão capazes de vender a alma ao mafarrico. E somos obrigados a relacionarmo-nos com estes “videirinhas”. Afinal onde está o profissionalismo destes senhores oficiais, que se dizem formadores? Todos nós devemos ser ambiciosos, mas com conta, peso e medida e com carácter, honestidade e humanidade.
Afinal no meio disto tudo qual é o meu papel? O SIADAP em vez de trazer valor acrescentado, apenas trouxe hipocrisia, antipatia e oportunismo. Enquanto muitos sempre trabalharam e continuam a trabalhar, estes “videirinhas” quando veio a autorização para se fazerem horas extraordinárias estes senhores deixaram de sai às dezassete horas … e então sim, começaram a trabalhar apenas para receberem os dinheiritos das horas extraordinárias. Afinal para isto já têm genica, enquanto outros mal tempo têm para se “coçar”. Estes senhores não gostam de trabalhar em equipa, apenas olham para o seu umbigo, apenas vêm o interesse financeiro. Então se passamos mais tempo no trabalho do que em casa, não deveria haver uma maior e melhor cooperação entre todos?
Afinal, isto é o SIADAP?
Vitor Rabaça
July 5, 2009 at 9:17 pm
Atrevendo-me a utilizar (com adaptações) as palavras do Dr. António Barreto diria que “O sistema de avaliação é a dissolução da autoridade e da hierarquia, assim como um obstáculo ao trabalho em equipa e ao diálogo entre profissionais. É um programa de desumanização dos serviços e das profissões. Este sistema burocrático é incapaz de avaliar a qualidade das pessoas e de perceber o que os profissionais realmente fazem. É uma cortina de fumo atrás da qual se escondem burocratas e covardes, incapazes de criticar e elogiar cara a cara um profissional. Este sistema, copiado de outros países e recriado nas alfurjas dos ministérios, é mais um sinal de crise”.
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O Futuro
Isto vai meus amigos isto vai
um passo atrás são sempre dois em frente
e um povo verdadeiro não se trai
não quer gente mais gente que outra gente.
Isto vai meus amigos isto vai
o que é preciso é ter sempre presente
que o presente é um tempo que se vai
e o futuro é o tempo resistente.
Depois da tempestade há a bonança
que é verde como a cor que tem a esperança
quando a água de Abril sobre nós cai.
O que é preciso é termos confiança
se fizermos de maio a nossa lança
isto vai meus amigos isto vai.
José Carlos Ary dos Santos