SILÊNCIO, é o estado de uma pessoa que cessou ou se abstém de falar; ausência de ruído; omissão: interrupção de correspondência; segredo; pausa, em música; toque nos quartéis, depois do recolher.
São estes os significados atribuídos pelo “VELHINHO” dicionário da língua portuguesa, da Porto Editora, e que, embora o meu esteja um pouco danificado pelo uso, continua a acompanhar-me e há mais de quarenta e cinco anos.
Mas numa sociedade que se quer democrática, tolerante e respeitadora dos valores humanos, nunca o silêncio se deve impor, nem muito menos se deve comprar, como parece acontecer na sociedade em que actualmente vivemos. Tal como o berço nos educou, o SILÊNCIO impõem-se como sinal de respeito, nunca de amordaçamento, como parece ser sinal deste tempo. E atenção, embora o agnosticismo me tenha influenciado o espírito, não poderemos olvidar, e por isso todos devemos aceitar algumas das regras da Santa Madre Igreja: É que se pode pecar pelo silêncio.
E como dizia Abraham Lincoln: “ Pecar pelo silêncio, quando se deve protestar, faz dos homens cobardes”.
No decurso dos últimos dias fomos favorecidos com saudações e os votos mais positivos ou luminosos que se podem conceber:"Paz!", "Felicidades!" "Muita Guita!", Saúde", Tudo de bom!" etc., mas não duvido, que numa época destas, a nossa sociedade ganharia mais se falasse menos de amizade e mais de cidadania, solidariedade. Mas apesar de tudo, também formulo aqui os meus votos de fim-de-ano, mas que as bonitas mensagens que recebemos não sejam de “amigos” que as vão contrariar.
Setúbal, 29 de Dezembro de 2007.
J.C. Pacheco Alves