2008/04/20

GESTÃO E AVALIAÇÂO DO DESEMPENHO





                    Sendo certo que o SIADAP está subordinado a vários princípios (artigo 5.º da Lei 66-B/2007, de 28 de Dezembro),   será absolutamente essencial   que se assegure o princípio da transparencia e imparcialidade da avaliação.
                   Nesta perspectiva, para além de ser  importante assegurar  a utilização de critérios objectivos públicos na gestão do desempenhgo dos serviços, dirigentes e trabalhadores, será necessário que se propicie adequada formação aos conservadores e oficiais no âmbito do SIADAP. A subjectivização dos critérios num qualquer processo de avaliação, além de ser eticamente imoral,  acabará por criar injustiças e a sua consequente descredibilização.

Sinceramente,  esperamos que o novo sistema de avaliação não se reveja na imagem caricatural que aqui postamos. 

Setúbal, 19de Abril de 2008.

J.C.P. Alves

    

Escrito por J.C.Pacheco Alves em 20:27:02 | Link permanente | Comments (8) |
Comentário
1 - É mais um procedimento do âmbito da função pública – no sentido da responsabilização dos seus intervenientes (quase nunca responsáveis de coisa alguma, apenas de meros lapsos devidamente perdoados) onde mais uma vez se deve aplicar aquela máxima de “...quem não deve não teme...”

tal qual uma empresa privada

‘vivas’ ao 25 de Abril

Respeitosamente
A. Costa
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Escrito por: Anónimo em 2008/04/23 - 23:25:01
2 - Caro Pacheco Alves:
Nesta matéria da avaliação - de que muitos falam como se ela não tivesse existido até agora (se eficaz ou ineficazmente é outra conversa) - ainda ninguém , que eu tenha lido ou ouvido, referiu a verdadeira razão por que os FP a temem.
É simples: toda a reforma da AP vai no sentido da politização total da mesma, até agora confinada (com resultados desastrosos) ao chamado pessoal dirigente.
Como toda a gente sabe que todos os governos do centrão (desde o CDS, passando pelo PSD e terminando no P"S") quando chegam ao poder substituem quem está pelos seus "boys", marimbando-se para a competência ou mérito dos substituidos e atendendo somente à côr partidária dos substitutos, compreende-se a apreensão dos FP acerca de um processo de avaliação que podeá transformar-se numa poderosa arma para afastar quem não tem cartão partidário e colocar no seu lugar os prosélitos (JJ e companhia ...)
No fundo, o que está em causa é uma profunda - e, infelizmente, fundada - desconfiança nos políticos e no sistema e nos propósitos subjacentes às reformas em curso e nas medidas inovadoras, designadamente em sede de avaliação.
Muitos dos que incensam o sector privado ou nunca por lá passaram ou não passam de meros peões, que desconhecem as "sacanices" que também por lá ocorrem, para lixar uns em proveito de outros; ou que não querem confessar os "sapos" ou coisas bem piores que têm de engolir para o "chefe" não lhes passar guia de marcha para os recursos humanos e aí lhes indicarem, sem rodeios, "a porta de casa, serventia da rua" ...
Declaração de interesses: sou profissional liberal, patrão de mim mesmo, mas acima de tudo solidário com todos os trabalhadores do meu País, sejam eles do sector público ou privado.
E digo, alto e bom som: VIVA o 25 de ABRIL. SEMPRE!
Um abraço
Cícero. (Comentar)

Escrito por: Anónimo em 2008/04/24 - 12:47:36
3 - Há muito que apregoava um novo sistema de avaliação. Portanto sobre a avaliação, deve dífícil receber lições de quem quer que seja. Em 1999 escrevi pessoalmente ao SEnhor Primeiro onde aflorava o problema da entrada na Função Pública de muita gente sem qualidade, sem formação humana e, claro, sem conhecimentos suficientes. Sabe também que as portas foram escancaradas a partir de determinada altura ... `´E que tudo começou com Cavaco Silva e depois foi por aí fora. Portanto os verdadeiros culpados são efectivamente os políticos, que nunca quiseram separar o trigo do joio. E tudo isto me parece que foi feito conscientemente. E sabe para quê? Para baralhar e dar agora de novo. E o problema agora é muito mais grave. E sabe porquê: porque tudo hoje está politizado ... até os próprios tribunais muito por culpa de todos. Porque muita gente e muitos funcionários preferiram assobiar para onte lado. Há muito que me aprecebo dos graves erros cometidos pelos políticos na função pública. Agora sabe o que é que está em curso? É pura e simplemente a destruição do melhor que restava. Há muitos bons profissionais na FP. Importante hoje não é reformar com este profissionais. Importante é amedrontá-los ou correr com eles. Importante é colocar os Jobs for de Boys em todos os postos chaves da FP. Com todo o respeito que merece, sabe, não estou a dormir. (Comentar)

Escrito por: J.C.Pacheco Alves em 2008/04/24 - 22:59:04 em resposta a: 1
4 - J.C.Pacheco Alves, Concordo. Mas não será um pouco a "mania da perseguição"?
Os FP (faz-me lembrar as FP's e já que a abreviatura pegou)quase sempre se fizeram passar por vitimas do sistema.
O mal está generalizado tanto na AP como nos privados, embora com enormes 'oceanos' a separar os 'territórios'.
Já agora, também sou um profissional liberal - única fonte de rendimento lá de casa.

Desejo-lhe um óptimo fim-de-semana "gordo".

viva Abril.

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Escrito por: Anónimo em 2008/04/24 - 23:40:57 em resposta a: 3
5 - J.C.Pacheco Alves, O comentário 4 é meu, peço desculpa, mas cá na minha terra ainda se lançam foguetes pelo 25 de Abril, a pressa de os ver foi tanta que me esqueci de assinar.

'vivas' ao 25 de Abril

A.Costa (Comentar)

Escrito por: Anónimo em 2008/04/25 - 02:37:07 em resposta a: 3
6 - Sinceramente, mas sejamos mesmo sinceros e sérios, acha realmente que a maioria dos portugueses e o país em que vivemos, o real não aquele outro de fantasia, sonhos e oportunidades em que muitos de tanto acreditar nele acham existir, têm vontade de dar vivas ao 25 de Abril? Afinal o 25 de Abril é sinónimo de liberdade e justiça...
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Escrito por: Anónimo em 2008/04/25 - 18:02:56 em resposta a: 5
7 - Caro, A. Costa:

Quando escolhi ser conservador foi por vocação, porque gosto da profissão, que, penso,tenho exercido com seriedade e com a independência que é exigível. E nunca me considerei um FP como muita gente gosta de ser. Nunca gostei do cizentismo que perdura há muitos anos nos serviços públicos. Sempre encarei a minha função no plano que é devido: o de servir e não do servir-me. Pena é que o Estado~se tenha demitido da sua função, que era a de ter propiciado meios inovadores e técnicos aos serviços da administração e que se tivesse demitido do aspecto formativo dos oficiais dos registos. Apesar de tudo, e comparativamente com outros da administração pública, ainda são dos melhorezinhos. E sabe porque? Porque são dirigidos por juristas especialmente preparados. Não quer dizer que alguns não funcionassem mal, mas no geral, ainda eram e continuam a ser o melhor que por aí há. O estado nunca se importou com os aspectos formativos. E quem é que ia formando os oficiais? Com toda a modéstia: os connservadores.
E dos meios técnicos que hoje estão há disposição dos serviços, é melhor não dizer mais nada. Mas um dia posso escrever sobre a "inovação" hodierna.

E viva o 25 de Abril. A esperança é a última coisa a morrer.

Fico grato pela sua participação. A divergência de posições ou ideias deve ser encarada com normalidade. É bom que discordemos.

P. alves (Comentar)

Escrito por: Anónimo em 2008/04/25 - 18:06:15
8 -
Há sempre vontade de dar ‘vivas’ ao 25 de Abril.

Só quem não viveu o 25 de Abril de 1974 é que pode colocar a hipótese de alguma vez não dar ‘vivas’ ao 25 de Abril.

Outra coisa é o facto de desejarmos que se dê outro 25 de Abril, talvez, devidamente adaptado aos tempos que hoje se vivem.
(já faltou mais...)

Por mim, vou sempre dar ‘vivas’ ao 25 de Abril de 1974.

E para a semana temos o 1º de Maio.

A. Costa
(alguém que aproveitou o fim-de-semana ‘gordo’ para trabalhar)

P.S. - O motivo do comentário nº 1 não foi mais do que uma vontade de gerar um despertar de algumas atenções para o tema.

CHANGE, I can believe IN
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Escrito por: Anónimo em 2008/04/25 - 23:52:12 em resposta a: 6
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