2008/04/21

ABRIL AINDA VALE UM POEMA


      Sobre o caminho que temos trilhado, que continua de dor e sempre dolente para grande parte dos portugueses, convirá dizer que  Portugal vivendo-se como se tem vivido não tem sabido transformar o sonho sonhado de Abril, em acção e missão de cumprimento. Valerá por isso a pena, apesar da angústia e do pessimismo reinante, relembrar aqui o poema por nós escrito no dia 25 de Abril de 2001. Apesar de todas as interrogações, Abril  valeu a pena. 


Afinal, 
Que fizemos da esperança?
Será paixão sem lembrança?
Os Cravos vermelhos de Abril,
Foram enfeite na ponta de fuzil?

Afinal,
Onde está do Zeca a canção?
Perante as teologias do cifrão,
Não foi a promessa desmentida?
Onde as manhas claras da vida?

Afinal,
Onde está a grandeza de Portugal?
Jaz morta no oceano profundo,
Na rota que Gama abriu ao mundo?

Há séculos nascido de lança viril
Levanta-te, caminha e luta Portugal
A liberdade e a esperança são de Abril!...


 

Apesar do cepticismo da vida actual,  pensamos que nem tudo estará  perdido. Urge ir de encontro às urgências inadiáveis da nação portuguesa, transformando a democracia meramente  formal em que vivemos, num país de cidadania plena.   Como disse um dia  Baptista Bastos, In Jornal " ainda resta uma esperança: nós", ou como afirma Holderlin: "Onde nasce o perigo nasce também aquilo que se salva". Saibamos encontrar as manhãs claras da vida, Abril ainda é de Esperança.

 
Setúbal, 21 de Abril de 2008.
  J. C. Pacheco Alves -21

Escrito por J.C.Pacheco Alves em 23:18:46 | Link permanente | Comments (0) |
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