CONSERVATÓRIAS COM TRABALHO EM DIA
NB: A notícia merece alguma reflexão por parte dos profissionais
que trabalham no sector dos registos. Por não acreditarmos em
soluções mágicas ou milagrosas para os problemas, e por crermos
também que “o trabalho em dia” não é fruto dos meios informáticos
nem dovalor acrescentado à qualificação dos oficiais e conservadores,
pensamos que as verdadeiras razões só as poderemos encontrar no
menor volume de trabalho relacionado com a crise que se vive, ou se
não for o caso, no prolongamento do horário de trabalho pela manhã
ou pela noite fora. Estou, no entanto mais certo que toda esta
recuperação, que não deixa de ser sensacional, se deve a um maior
esforço por parte dos profissionais. Se por um lado esta recuperação
nos deve regozijar a todos, deve também espantar-nos, já que nos faz
reflectir no ditado que diz: “quanto mais me bates mais gosto de ti”.
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Um balanço do MJ a que a agência Lusa teve acesso, demonstra
que os 1.279 dias de atraso registados em 47 conservatórias, em
Março de 2005, foram eliminados em Maio deste Ano. Estes 471
serviços de registo/ conservatórias abrangem o registo predial,
comercial, civil e automóvel. Segundo o MJ, esta melhoria no serviço
deve-se a «melhores meios informáticos. Em 2007 foram adquiridos
oito mil novos equipamentos informáticos, num investimento de 5
milhões de euros. A utilização de novos meios informáticos exigiu
que os 5.700 funcionários recebessem formação, a um ritmo médio
de 400 pessoas por mês, num total de mais de um milhão de
horas. Também os recentes serviços on- line evitaram muitas
deslocações às conservatórias, tendo, em três anos, e segundo o
balanço, sido evitadas «cerca de um milhão». Desde Junho de 2006
com os produtos disponibilizados na Internet com a Empresa
On- line, certidão permanente ou automóvel on-l ine já foram
realizados mais de um milhão de actos», refere o documento. Entre
as medidas aplicadas destaque também para o alargamento do
período de atendimento do público que, desde Outubro, é das 9h00
às 16h00. O secretário de Estado da Justiça elegeu a criação dos
balcões únicos como uma das medidas que produziu mais efeito na
eliminação dos atrasos. «Destacaria a criação dos balcões únicos,
neste momento oito, espalhados por quase todo o país, como uma
das medidas que mais efeitos produziram na eliminação dos»,
afirmou João Tiago Silveira à agência Lusa. Outro dos aspectos
realçados pelo secretário de Estado foi o trabalho interno realizado
pelos funcionários, nomeadamente através das acções de formação
que receberam, num total de mais de um milhão de horas. «A nossa
ideia é continua r a responder em tempo real ao serem praticados
actos de registo onde for mais conveniente em vez de terem de ser
praticados na conservatória competente.
Lusa/SOL


Os programas porém podiam e deveriam ser MELHORES, pois ainda têm muitos enter´s inúteis!
Os equipamentos que suportam os dados são um atraso de vida: cada funcionário passa tempos infinitos À ESPERA QUE VIRE A PÁGINA, QUANDO NÃO ACONTECE PERDER O QUE JÁ FEZ...
Mas o que foi conseguido foi sobretudo com o grande esforço e dedicação dos funcionários, com muito trabalho fora de horas - mas não pago - sabe Deus com que meios de persuasão!
Mas quanto a iisso o "estudo" nada diz!
Parece que os computadores trabalham sozinhos...
ou ...será que foram os utentes que passaram os dados, existentes em depósito local, para as redes centralizadas em Lisboa, a que se tem acesso em todo o país?
É PRECISO TER LATA!!!
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Haja respeito por quem trabalha, pois apesar de se dizer que os funcionários públicos não trabalham, muitos estão a ser explorados, e o tempo de escravatura já acabou.
P.S. As formações que foram dadas um pouco por todo o lado, vão-me desculpar,mas só serviram para encher os bolsos, dos respectivos formadores, porque de resto quando há problemas acaba-se sempre a ligar para o ITIJ. (Comentar)
Gostava apenas de me congratular com todos os intervenientes que contribuirão para que essa ‘pouca vergonha’ - que pairava nas Conservatórias do Registo Predial acabasse (espero que definitivamente) que era o facto de se esperar um, dois, três ou até mesmo seis meses por um simples registo efectuado. É caso para dizer, ou oito ou oitenta, visto que agora, com a excepção de alguns que ainda ‘lutam contra a maré’, esse mesmo registo é lavrado de um dia para o outro, ou seja, de um ou dois meses passámos para um ou dois dias. Acho isso excelente. E todos ganhamos com isso.
Claro que nada se consegue sem sacrifício, é a velha história...
Parabéns a todos e votos de umas óptimas férias (de preferência sem dividas)
A. Costa
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